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A VIDA DE HELENA PETROVNA BLAVATSKY
Sylvia Cranston

Vem de nosso irmão Carlos Cardoso Aveline ,a resenha deste livro sobre Helena Petrovna Blavatsky.
"Entre as dezenas de biografias disponíveis em vários idiomas sobre a fundadora do movimento esotérico moderno, a obra de Sylvia Cranston ― “Helena Blavatsky” ( Ed. Teosófica, Brasília, 1997, 678 pp.) ― é, sem discussão possível, a melhor.
Nascida em 1831, Helena P. Blavatsky ajudou a plantar as sementes de uma civilização global que terá como princípio básico a fraternidade universal de todos os seres.
Na primeira parte da sua vida, H.P.B. foi uma viajante incansável. Mas tarde, tornou-se uma escritora mística dotada de poderes psíquicos extraordinários. Escreveu dezenas de volumes sobre filosofia esotérica. Nesta primeira parte do século 21, seus escritos são cada vez mais traduzidos para diversos idiomas.
É verdade que ela foi amplamente perseguida com calúnias de todo tipo. O motivo disso está no fato de que HPB desafiava com a força das suas idéias tanto os dogmas religiosos da sua época como a ignorância cética dos cientistas e materialistas daquele tempo.
Mais de um século depois, esta mulher sem igual começa a ser vista por setores crescentes da sociedade como a grande precursora da era de Aquário. Sua obra é lida e respeitada em todo o mundo. A sua vida cheia de mistério e perigos, a sua coragem, sua sinceridade, sua devoção ilimitada ao ideal do progresso humano, e sua atitude agressivamente irreverente
diante de mentiras e falsidades têm inspirado, desde 1875, centenas de milhares de pessoas que buscam e respeitam a verdade, onde quer que ela esteja.
A bem documentada biografia escrita por Sylvia Cranston mostra que a obra de H.P.B. influenciou, ou influencia, cientistas como Thomas A. Edison, Camille Flammarion, Albert Einstein, David Bohm e Rupert Sheldrake; e escritores como James Joyce, W. Y. Yeats, Fernando Pessoa, T.S. Eliot, D.H. Lawrence, Jack London e E. M. Forster.
Sua obra multidimensional também marcou artistas como Piet Mondrian, Paul Klee, Paul Gauguin, Nicholas Roerich e Shirley MacLaine; e músicos como Gustav Mahler, Jean Sibelius, Alexander Scriabin e Elvis Presley ― além de pensadores como Christmas Humphreys, William Judge, Robert Crosbie, Alice Bailey e Rudolf Seiner, entre outros.
A autora da biografia já não vive. “Sylvia Cranston” ― na verdade um pseudônimo ― foi uma grande teosofista da segunda metade do século vinte. Ela fez parte, a vida toda, da Loja Unida de Teosofistas (LUT) , uma associação independente de estudantes de filosofia esotérica, hoje presente em 13 países e que não tem vínculos organizativos com nenhuma das duas
Sociedades Teosóficas hoje existentes no cenário internacional ( a ST de Pasadena e a ST de Adyar). Os teosofistas consideram que a diversidade de pontos de vista torna mais fácil a busca da verdade, e o movimento criado em 1875 por H.P.B. apresenta hoje uma razoável variedade de organizações e agrupações independentes entre si, que somam dezenas de milhares de pessoas ao redor do mundo.
A biografia feita por Sylvia Cranston demonstra pela primeira vez que Helena Blavatsky não só previu, mas também inspirou boa parte das descobertas científicas do século vinte, servindo como instrumento para que grandes mestres de sabedoria indicassem e preparassem as próximas etapas do caminho a seguir pela cultura humana, em sua evolução de longo prazo. Suficientemente
humilde e honesta para não atribuir a si mesma todo o mérito do trabalho que levava seu nome, Helena considerava-se uma escrava voluntária do seu próprio senso de dever. Leal às suas fontes de inspiração, ela dizia ser não mais que uma discípula de grandes sábios que preferem ajudar a humanidade atuando no silêncio e no anonimato.
Resultado de uma investigação longa e exaustiva, o livro de Cranston não significa para o estudante apenas um meio de ampliar radicalmente seus horizontes e sua visão de vida. Ele abre possibilidades inéditas para a compreensão da questão planetária e humana. A obra é um instrumento prático. Ela nos mostra que tudo tem um significado e tudo faz parte do grande plano
de evolução. Escrito em linguagem coloquial, o livro permite entender e auxiliar melhor a difícil transição que vivemos hoje em direção a uma civilização global que será pautada pela ética, pela justiça, e pelo respeito à vida. "
"Ampliai, em vez de estreitardes, vossas simpatias, tentai identificar-vos com os vossos semelhantes em vez de restringirdes o vosso círculo de afinidades."
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