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KRISHNAMURTY |

POR QUE
FICAMOS MAGOADOS NO RELACIONAMENTO?
Liberdade exige ordem. Grande parte das nossa vidas é vivida em desordem,
mas na compreensão dessa desordem, no aprender sobre ela, a ordem surge de modo
natural e inevitável.
Penso que a palavra liberdade tem sido tão mal
usada que devemos examiná-la de modo muito profundo e ver se é de facto possível
neste mundo caótico, tão profundamente louco, viver uma vida totalmente livre,
embora cheia de ordem, e investigar também o que é a ordem no
relacionamento.
Explorar isto não tem nada a ver com memorizar, mas sim
com aprender. Infelizmente somos educados para memorizar. Por todo o mundo, nas
escolas, dá-se à memória uma enorme importância. É necessário cultivar a
memória, mas isso também contribui para um modo de viver mecânico; confiar na
memória dá uma certa segurança, uma certa estabilidade, mas também dá origem a
uma mente bastante insensível. Aprender é algo inteiramente diferente. Aprender
não é cultivar a memória. Aprender sobre alguma coisa que não conheço requer,
não só atenção mas também empenhamento cuidadoso e curiosidade, um certo
"risco", uma certa qualidade da mente que não está apenas a funcionar no campo
do conhecimento mecânico, mas que está também a investigar coisas que
desconhece. Nessa mesma investigação reside o começo do aprender: não se trata
de acumular mas de estar constantemente a aprender. É isso que vamos fazer esta
manhã: aprender o que significa ter liberdade, ordem, responsabilidade, e
verdadeiro relacionamento.
Ontem, investigámos um pouco a questão da
ordem e da desordem. Ao observarmos a nossa vida que está tão desordenada,
apercebemo-nos das múltiplas causas que dão origem à desordem. Podem dar-se
muitas explicações para essas causas, e a maior parte de nós satisfazer-se com
explicações, em vez de descobrir as causas, para as ultrapassar. Uma vida de
desordem significa contradição, divisão, vários apetites em oposição a outros
apetites, várias exigências em contradição com outras exigências, etc. Esta
divisão em nós mesmos é uma das maiores causas da desordem. Observar essa
desordem e observar como um todo a sua causa, precisa de atenção e
cuidado.
Pergunto-me a mim mesmo quantos de nós têm investigado
profundamente tudo isto, não intelectualmente, não superficialmente, mas
pesquisando muito profundamente em nós mesmos.
Quando se começa a olhar,
vemos que essa desordem existe por certo não só dentro de nós mesmos, mas também
nas nossas relações. Porque toda a nossa sociedade é resultado dos nossos
relacionamentos, não só com os que nos são mais íntimos mas também com o vizinho
– quer esse vizinho esteja a pequena distância de nós ou a milhares de
quilómetros, ele é ainda o nosso semelhante.
O que é o relacionamento no
contexto da liberdade? Pode existir liberdade no relacionamento? Ou estará a
liberdade sempre limitada, quando a memória interfere no
relacionamento?
Reparem, por favor, que se trata de compartilharmos este
assunto. A exploração ou a investigação que estamos a fazer é um trabalho em que
estamos a cooperar para descobrirmos o que significa liberdade no
relacionamento, e estamos portanto na aprender.
Assim, o que é o
relacionamento? Estaremos de facto em relação uns com os outros? Embora possamos
estar casados, ter filhos, estaremos de facto em relação? Relacionamento é estar
em contacto, compreender o outro, ter um estreito companheirismo, ser capaz de
estabelecer uma profunda responsabilidade nessa relação. Vamos aprender o que
esta responsabilidade significa, num contexto de liberdade.
Podemos fazer
uma afirmação, mas infelizmente somos "educados" para tirar dela uma conclusão;
essa conclusão torna-se então uma memória, e passamos a viver de acordo com ela.
Ou seja, ouvimos fazer uma afirmação e tiramos dela uma conclusão, que é uma
abstracção. A conclusão é guardada na memória e actuamos de acordo com essa
memória e essa conclusão. É isto que geralmente fazemos, porque pensamos que as
conclusões nos vão dar segurança. Dá-nos "segurança" termos uma conclusão acerca
de alguma coisa, mas isso torna-se mero conhecimento, uma memória, e portanto
acaba o aprender. Escutem, por favor, com muita atenção. Se ouvirmos uma
afirmação e não tiramos dela a conclusão de que está certa ou errada, de que
estamos ou não de acordo com ela, se não formarmos uma opinião acerca do que
ouvimos, mas se só escutarmos, nesse mesmo acto de escutar está o aprender, o
qual não é uma conclusão abstracta. Dado que a maior parte das nossas vidas se
baseia em conclusões, não estamos realmente a viver mas sim a viver de acordo
com um conceito. Entre esse mesmo conceito e a realidade está a divisão e,
portanto, há conflito e desordem.
Assim, o que é o relacionamento, já que
é uma das coisas mais importantes da vida? Não podemos viver sem estarmos em
relação. Toda a vida é um movimento feito de relações, e sem compreendermos o
significado da palavra relacionamento, a sua natureza mais profunda, será
completamente impossível gerar uma mudança fundamental na sociedade. É nossa
obrigação compreender o significado e a responsabilidade envolvidos no
relacionamento.
Estaremos nós alguma vez em relação com alguém, ou há
barreiras a separar-nos, entre um homem e uma mulher, entre nós e o nosso
vizinho, entre o outro e nós? Se há barreiras, que essencialmente são
conclusões, então o relacionamento não existe. Se eu tiver uma conclusão sobre
alguém, o que é uma opinião, um juízo, uma avaliação, uma imagem sobre essa
pessoa, obviamente não estarei a relacionar-me com ela.
Esta barreira
levanta-se e, portanto, no relacionamento não há responsabilidade, excepto a que
se aplica à conclusão que eu construí sobre o outro. Se eu tenho uma conclusão
sobre alguém, só serei leal a essa conclusão; sinto-me seguro nessa conclusão e
sinto que sou responsável por essa conclusão. E o outro terá a sua própria
conclusão, opinião, juízo, imagem sobre mim, e será responsável por essa imagem,
opinião, juízo, conclusão – e, mesmo assim, pensamos que estamos em relação.
Vendo isto, não o memorizando, mas observando, aprendendo sobre isto, poderá a
mente ver de facto se está vivendo à base de conclusões no que diz respeito ao
relacionamento?
Colocando a questão mais frontalmente, mais
definitivamente: temos conclusões acerca da nossa mulher, do nosso marido, ou de
quem quer que seja, e somos nós os responsáveis por essas conclusões, não pela
pessoa mas pela ideia que fazemos dessa pessoa, o que quer dizer que não temos
um relacionamento verdadeiro. Poderá essa conclusão, opinião, juízo, imagem,
dentro da qual ns abrigamos, ser posta de lado totalmente, de modo a que também
no futuro sejam evitadas mais conclusões?
Estamos juntos nesta caminhada?
Por favor, partilhem isto com o orador. Estamos caminhando pela mesma estrada
tentando aprender, à medida que avançamos, o que significa o relacionamento,
porque este é uma das coisas mais importantes da vida. Não podemos fugir ao
relacionamento. Podemos construir barreiras entre nós; cada um pode perseguir as
suas próprias tendências, ambições, prazeres, isolando-se a si próprio no
relacionamento. Isto é o que se está a fazer agora, cada um tentando preencher o
seu objectivo egoísta.
Portanto, vamos investigar duas coisas: as
conclusões que tiramos sobre os outros e o impedimento de futuras conclusões.
Temos conclusões sobre os outros e, individualmente, os outros também as têm
sobre nós (neste caso, sobre o orador); Se não fosse assim, vocês não estariam
aí sentados. Seremos nós capazes de pôr de lado essas conclusões? De outro modo,
vocês não estão em relação com o orador e, portanto, não há comunicação, não
podemos partilhar o que está a ser dito. Compreendendo o significado, o sentido
da relação, de que qualquer conclusão, imagem, juízo entre nós e o outro é uma
barreira, seremos nós capazes de pôr tudo isso de lado? Isto só pode ser feito
observando e aprendendo sobre isso, em vez de dizermos "Tenho de pôr isso de
lado, para ter bons relacionamentos". Isto é, será que podemos observar, em nós
próprios, as conclusões, as imagens que construímos sobre os outros, observar
isso sem o querer transformar, reprimir, negar, ou justificar? Apenas
observá-lo? E poderemos observar sem o observador que cria a imagem?
Não
se trata de um processo de análise. A análise impede, de facto, uma acção
completa, e é uma forma de paralisia. Podemos adiar a acção através da análise.
Análise implica tempo, implica aquele que analisa e aquilo que é analisado, e
cada análise tem de ser completa e correcta, verdadeira, caso contrário, aquilo
que analisámos fica incompleto e vai distorcer a próxima análise. Podemos levar
anos e anos a analisar e nada muda, e no fim da nossa vida ainda estamos a
analisar. Mas se entrarmos nesta questão da análise de um modo bastante profundo
e claro, descobriremos e aprenderemos por nós mesmos – não através do orador –
que a causa tem o seu efeito e que o efeito se torna a causa na próxima acção,
criando-se, desse modo, uma cadeia sem fim. Olhamos e vemos que a análise não
traz compreensão e, portanto, não há percepção e acção.
Poderá a mente,
com o seu observador, que formou conclusões sobre os outros, ver em si mesma por
que o fez, que é a busca de segurança que a levou a isso? E poderá a mente, ao
ouvir isto, não tirar uma conclusão, mas sim ver a verdade do que se passa? E
vendo essa verdade, e aprendendo, acabar com as conclusões que já formou?
Poderemos evitar mais conclusões nas nossas relações? As conclusões podem ser
evitadas se no momento da palavra, do gesto, do olhar, estivermos totalmente
conscientes do que está a acontecer.
Não sei se estou a conseguir
comunicar o que quero dizer. Vejamos, alguém me elogia, e eu gosto disso.. O
gostar é já uma conclusão sobre quem elogiou, e fico com uma conclusão. Ou, essa
pessoa é minha amiga e insulta-me, e desse insulto eu retiro uma conclusão, e
passa a não ser já meu amigo. Mas poderá a mente observar atentamente quando
alguém me elogia ou me insulta? Nessa atenção não há registo. A função do
cérebro é registar e agir a partir dessa gravação. Isto é óbvio. Quando há
percepção imediata e interior a respeito do elogio, não há qualquer registo; o
que quer dizer que no momento do elogio ou do insulto temos de estar
completamente atentos, temos de dar atenção total.
Vamos pôr esta questão
de maneira diferente. Desde a infância que somos magoados psicologicamente.
Temos tantas feridas, tantas memórias dolorosas, tantas coisas que nos deram
enorme dor! Tudo isso está registado. Na escola somos feridos psicologicamente
quando somos comparados com alguém que é "melhor" do que nós. Somos magoados em
casa, na universidade... Toda a nossa existência é um processo de nos magoarmos
psicologicamente uns aos outros, mesmo até nas relações mais íntimas. Essas
feridas permanecem, e a partir delas nós desejamos ferir outras pessoas. Dessas
feridas nasce a violência. Todos sabemos isto, conscientemente ou
inconscientemente. No relacionamento há tantas feridas, e estas levantam uma
profunda barreira. Portanto, podemos nós estar conscientes dessas mágoas? Talvez
possamos quando estamos conscientes delas, o que é muito fácil; mas seremos nós
capazes de dar por elas quando se escondem bem fundo, nos escuros cantos da
nossa mente? Porque se não formos capazes, não saberemos o que significa amar,
ser bondoso, ser generoso.
Portanto, a questão é: nas nossas relações
temos sido feridos, brutalmente ou de uma forma muito subtil; será que essas
feridas poderão ser apagadas, especialmente as que estão num nível inconsciente?
Pensamos que podemos apagá-las através da análise, desvendando as feridas camada
após camada, interminavelmente. Isso, inevitavelmente, levará tempo. Haverá um
processo de expor completamente todas as feridas, e ficarmos totalmente libertos
delas?
Este é um desafio para nós. Podemos nós, sem usar a análise, pôr a
descoberto todo o conteúdo das feridas psicológicas, que faz parte da nossa
consciência e, ao expô-las, ficarmos livres delas? Isso é um desafio. Será que
podemos? Se dissermos "Não sei", ou "Isso pode ser feito", ou "Isso não pode ser
feito, estamos a bloquear-nos, não é? Ao passo que se dissermos "Vamos observar,
vamos ver se é mesmo possível explorar e expor todo este campo de feridas
psicológicas..."
Por que é que ficamos magoados no relacionamento?
Ficamos magoados porque, obviamente, temos uma imagem sobre nós mesmos.
Sinceramente, não teremos nós uma imagem sobre nós mesmos? A imagem pode assumir
muitas formas. Temos uma imagem sobre nós criada pelo pensamento através de
vários acontecimentos, incidentes, e é essa imagem que fica ferida, insultada e
elogiada. Seremos capazes de viver sem uma única imagem acerca de nós mesmos? Se
formos capazes, então nunca mais seremos magoados.
Assim, seremos capazes
de viver neste mundo sem qualquer imagem acerca de nós mesmos? Para o sabermos,
temos de aprender. Temos de aprender a viver rodeado de imagens criadas por nós
e pelos outros. Temos de aprender a viver uma vida na qual não há uma única
conclusão no relacionamento – aprender acerca disso e não a perguntar se é ou
não possível. Onde há aprender, surge a liberdade, e nessa liberdade há
responsabilidade.
A palavra "responsabilidade" parece ser uma palavra
fora de moda e talvez muitos de nós não gostemos dela; ela soa a algo "quadrado"
– não é esta a palavra? – sim, é essa a palavra. (Risos). O que é ser-se
responsável? A palavra significa "responder", responder correctamente em
determinado momento. Não podemos responder adequadamente se temos uma ideia, ou
uma ideologia acerca da responsabilidade. Somos responsáveis pelos nossos
filhos, se os tivermos. Será que somos realmente responsáveis em relação à
criança – ou somo-lo em relação a um padrão, um modo de vida, que aceitamos como
sendo necessário socialmente, religiosamente, etc.? Somos responsáveis em
relação à criança, ou somos responsáveis em relação a uma ideologia, a um
modelo? Investiguemos isto enquanto falamos. De facto, no mundo actual não somos
nada responsáveis pelas crianças. Responsabilidade significa cuidado, afeição,
atenção, não apenas quando elas são pequenas, mas significa ver que tipo de
educação elas têm, que tipo de vida vão ter no futuro.
O que significa
estar a ser educado? Por que é que estamos a ser educados? Para quê? Para
levarmos o tipo de existência que agora temos» Para nos conformarmos a um padrão
social que as gerações passadas instalaram? Para imitar, para seguir, para
aceitar guerras, para ser morto e matar? É para isto que estamos a ser educados?
Para fazermos parte do sistema, da política, dos negócios, da religião e do
resto das coisas que estão a acontecer no mundo? É para isto que estamos a ser
educados? No entanto, afirmamos que somos responsáveis pelas crianças. Ponho
muito em questão se de facto somos responsáveis. Talvez sejamos responsáveis em
relação aos nossos desejos, aos nossos objectivos egoístas. Investiguemos isto
porque, do modo como estamos a viver, a vida não tem qualquer sentido. Estamos a
educar as crianças para um trabalho infindável durante cinquenta anos, a que se
sucede a morte; educamo-las para lutarem pelo dinheiro, por posição social, etc.
Tudo isto encorajado pelo comercialismo, pelo consumismo e por tudo o que está
implicado nisso.
Portanto, seremos, de facto, responsáveis?
Aparentemente, são o somos. E, contudo, se somos sérios, desejamos provocar uma
mudança na sociedade, porque esta sociedade é corrupta. A sociedade é construída
por todos nós, portanto, a corrupção está em nós. A menos que essa corrupção
termine, não temos possibilidade de criar uma sociedade diferente. Liberdade
significa responsabilidade até ao fim da nossa vida, não apenas em relação aos
nossos filhos mas também no que diz respeito àquilo que fazemos, àquilo que
pensamos.
E é por isso que a vida se torna muito, muito séria; temos medo
de ser sérios porque somos treinados na busca do prazer. O prazer tornou-se
muito importante para nós. Prazer é uma coisa, alegria é outra, e satisfação é
outra. Podemos cultivar o prazer; todos os anúncios que se vêem na televisão
cultivam o prazer. Se nos observarmos, veremos que lá bem no fundo estamos a
perseguir palavras, acções e sentimentos de prazer nunca revelados. E que
relação há entre prazer e alegria interior? Haverá entre eles alguma relação, ou
estão completamente separados um do outro? Podemos convidar, cultivar, perseguir
o prazer, mas não podemos cultivar ou perseguir a alegria profunda. Quando essa
alegria acontece, isso dá-se sem qualquer convite; quando perseguimos essa
alegria, que já passou, então ela transforma-se em prazer e passamos a perseguir
o prazer. E quando o prazer não é completamente realizado há raiva, azedume,
frustração e medo.
Não têm dado por tudo isto em vós mesmos? Se tiverdes
dado, será possível abandoná-lo? Por todo o mundo as religiões têm recusado o
prazer porque, dizem, não chegaremos a Deus através desse prazer; que temos de
controlar os nossos desejos e dedicarmos a nossa vida a Jesus, a Krishna a Buda.
Elas dizem "Não olheis para uma mulher, para a Natureza, para a beleza de uma
montanha que possa fazer-vos pensar na beleza de uma mulher; não olheis para os
pássaros voando porque precisais de toda a vossa atenção para servir Deus". E
essas pobres criaturas, que toda a vida viveram em tortura, pensam que podem
chegar a Deus através de uma mente torturada. Torturam não apenas os seus corpos
mas também as suas mentes. E, infelizmente, a verdade exige uma mente totalmente
inocente, uma mente que nunca foi ferida.
Assim, liberdade, ordem no
relacionamento e responsabilidade andam sempre juntos. Se isto não for
completamente, profundamente, vivido e compreendido e posto em acção, então
veremos que a vida fica sem sentido, totalmente superficial, verbal, torna-se
intelectualmente um vasto campo de conclusões, sem uma única flor desabrochando
em bondade. Se isto não for estabelecido, a meditação ou a percepção daquilo que
é a verdade nunca chegará a acontecer.
Santa Mónica (Califórnia) 17 de Março, 1974 "
* fonte: NÚCLEO CULTURAL KRISNAMURTI ( PORTUGAL)

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Pensamento |
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"Zelar, com efeito, é cuidar como se cuida de uma árvore ou de uma planta,
regando-a, estudando as suas necessidades, escolhendo o solo mais adequado,
tratá-la com carinho e ternura; mas, quando preparais os vossos filhos para se
adaptarem à sociedade, os estais preparando para serem mortos. Se amásseis vossos filhos, não haveria guerras"
Krishnamurti
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