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MELHOR VISTO COM BANDA LARGA

BIOGRAFIA
VÍDEO
1-A Vida de Krishnamurty
AUDIO
1-Auto-conhecimento (1@ Parte)
2-Auto-conhecimento (2@ Parte)
3-Neuróticos
TEXTO
1-O Que é a Ação Correta ?
2- A Alegria de Viver
3-Porque Ficamos Magoados nos Relacionamentos?
4-Sobre o Sofrimento.
A essência do ensino de Krisnamurty. está contida na declaração feita por ele em 1929,
quando disse:
"A Verdade é uma terra sem caminho". O homem não chegará a ela através de
organização alguma, de qualquer crença, de nenhum dogma, de nenhum sacerdote ou
mesmo um ritual, e nem através do conhecimento filosófico ou da técnica
psicológica. Ele tem que descobri-la através do espelho das relações, por meio
de compreensão do conteúdo da sua própria mente, mediante a observação, e não
pela análise ou dissecação introspectiva. O homem tem construído imagens em si
próprio, como muros de segurança - imagens religiosas, políticas, pessoais.
Estas se manifestam como símbolos, idéias, crenças. O peso dessas imagens domina
o pensamento do homem, as suas relações e a sua vida diária. Tais imagens são as
causas de nossos problemas, pois elas dividem os homens. A sua percepção da vida
é formada pelos conceitos já estabelecidos em sua mente. O conteúdo de sua
consciência é a sua consciência total. Este conteúdo é comum a toda humanidade.
A individualidade é o nome, a forma e a cultura superficial que o homem adquire
da tradição e do ambiente. A singularidade do homem não se acha na sua estrutura
superficial, porém na completa libertação do conteúdo de sua consciência, comum
a toda humanidade. Desse modo ele não é um indivíduo.
A liberdade não é uma reação, nem tampouco uma escolha. É pretensão do homem
pensar ser livre porque pode escolher. Liberdade é observação pura, sem direção,
sem medo de castigo ou recompensa. A liberdade não tem motivo: ela não se acha
no fim da evolução do homem e sim, no primeiro passo de sua existência. Mediante
a observação começamos a descobrir a falta de liberdade. A liberdade reside na
percepção, sem escolha, de nossa existência, da nossa atividade cotidiana.
O pensamento é tempo. Ele nasce da experiência e do conhecimento, coisas
inseparáveis do tempo e do passado. O tempo é o inimigo psicológico do homem.
Nossa ação baseia-se no conhecimento, portanto, no tempo, e desse modo, o homem
é um eterno escravo do passado. O pensamento é sempre limitado e, por
conseguinte, vivemos em constantes conflito e numa luta sem fim. Não existe
evolução psicológica.
Quando o homem se tornar consciente dos movimentos dos seus próprios
pensamentos ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, entre o
observador e a coisa observada, entre aquele que experimenta e a coisa
experimentada. Ele descobrirá que esta divisão é uma ilusão. Só então haverá
observação pura, significando isso percepção sem qualquer sombra do passado ou
do tempo. Este vislumbre atemporal produz uma profunda e radical mutação em
nossa mente.
A negação total é a essência do positivo. Quando há negação de todas aquelas
coisas que o pensamento produz psicologicamente, só então existe o amor, que é
compaixão e inteligência.
Esta exposição foi originalmente escrita pelo próprio Krishnamurti, em 21 de
outubro de 1980, para ser publicada no livro "Krishnamurti: Os Anos de
Realização", de Mary Lutyens.
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