Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

ESPIRITUALISMO

 

Agenda

 

Arte

 

Artigos  Budistas

 

Artigos Teosóficos

 

Artigos sobre Yoga

 

Krisnamurty

 

Audio

 

Ciência

 

Ecologia

 

Filosofia

 

Filmes

 

História

 

Lazer

 

Livros

 

Músicas  

 

Psicologia

 

Opinião

 

Televisão

 

Links

 

Zap

 
 
 
 
 
 
 

 AQUELES QUE PARTEM DEIXAM LIÇÕES DE VIDA

Carlos Cardoso Aveline

 

Bertolt Brecht escreveu que.algumas pessoas lutam durante um dia por uma causa nobre, e isto é algo valioso; outros lutam durante um ano, o que é melhor; mas há os que lutam a vida inteira, e estes últimos são indispensáveis. A Sociedade Teosófica no Brasil perdeu, nos primeiros meses de I998, três trabalhadores que dedicaram suas vidas inteiras à causa dos Mestres e à Fraternidade Universal. Ficam conosco, no entanto, seus exemplos inspiradores.
 
Brito: Uma Fonte de Paz e Fraternidade
Treze dias depois do Festival de Wesak ou Vaisakh, faleceu no dia 24 de maio passado o teósofo João Batista Brito Pinto, que presidiu a Seção Nacional da Sociedade Teosófica no Brasil durante os anos 80.
Amável e ponderado, Brito era um centro de paz onde quer que se encontrasse. Nascido a 24 de junho de 1912, foi testemunha de quase todo o século IX, e manteve-se voltado sempre para a luz e a fraternidade universal. Espírita desde jovem, ingressou na Sociedade Teosófica logo que soube da sua existência. Cinqüenta anos atrás, na década de 1940, já era um dos líderes teosóficos mais ativos do país, atuando a partir da Loja Teosófica Fraternidade, de São Paulo.
João Batista Brito Pinto -ou simplesmente Brito, como era conhecido - dedicou-se na parte final de sua vida à pesquisa sobre a História do movimento teosófico no Brasil. Ele estabeleceu o ano de 1896, quando foi publicado o primeiro texto sobre teosofia em nosso país, como o momento inicial do movimento teosófico brasileiro. Brito completou o primeiro volume dos seus Subsídios sobre a Historia da Sociedade Teosófica no Brasil (1896-1946), e trabalhou até pouco antes de morrer no segundo volume da pesquisa.
Vale a pena encerrar esta nota com algo que Brito escreveu em 1985 sobre o futuro da civilização humana, e que foi publicado na revista Logos, número 14:
"Mesmo diante de problemas quase insolúveis de nosso mundo, poderíamos admitir que há um processo de transição, uma vez que o estado de coisas atual chegou ou deve chegar a um fim, e uma nova forma vislumbra-se à frente como sucessora natural, uma nova possibilidade de atingir metas mais perfeitas. Um dos sinais deste processo pode ser as mostras de um crescente anseio por toda parte por novas formas de cultura, novas faces da vida, caminhos outros. Podemos creditar esta situação emergente ao papel atribuído à fundação da S. T. há pouco mais de um século, como pioneira no processo transformador (...) e nós, como membros da S.T., podemos ser em nosso viver diário agentes desta transmissão, porque afinal de contas a S.T. será como nós, seus membros, formos”.
Uma das filhas de Brito, Marília Andrade Pinto, é a atual diretora do Centro Teosófico Raja, em São Paulo, e tem trabalhado com força, equilíbrio e êxito para que haja mais sabedoria e menos sofrimento no mundo.
 
Yvênnia Rodrigues: Personificando as Paramitas
Ao deixar o plano físico no dia 25 de janeiro de 1998, a irmã Yvênnia Rodrigues levou um pedaço da alegria presente no movimento teosófico de Brasília desde a sua origem, várias décadas atrás. Em compensação, deixou a presença inspiradora do seu exemplo de vida, porque, como na melhor tradição pitagórica, Yvênnia ensinava sobretudo pela sua própria conduta.
O caminho da sabedoria eterna nos fala das paramitas, que são as qualificações necessárias ao aspirante. Yvênnia irradiava poderosamente a energia vital das paramitas. Ela possuía Vírya, a intrépida energia que das limitações terrenas abre caminho até a verdade suprema; tinha Vairagya, indiferença ao prazer e à dor; tinha kshanti, a doce paciência inalterável; e Dana, a chave do amor imortal - entre as suas virtudes mais notáveis.
Nascida no Rio de janeiro em 10 de outubro de 1923, Yvênnia Rodrigues ingressou na Sociedade Teosófica em dezembro de 1974 e desde então trabalhou incansavelmente em diversas instâncias do movimento. "Para mim" - explica a irmã Olinda Pugliesi, que dirige a Instituição Pitágoras, em São Paulo - "Yvênnia foi uma musa inspiradora da alegria e da espiritualidade sem barreiras. Onde ela estava, havia coragem, alegria, fé, amor. Yvênnia nasceu para ajudar o mundo. Ela foi um anjo, e era mais do que uma irmã. Nela eu me fortalecia e me encorajava".
Edna Guerra de Macedo, de Brasília, admite, como muitos outros: "Yvênnia foi, mais do que qualquer outra coisa, um exemplo vivo em minha vida".
Nelly Campiglia, diretora do Depto. do Livro, conta que "com sua alegria e vontade de viver Yvênnia tirava qualquer pessoa do desânimo ou da depressão. Mas era uma vontade de viver para servir, não para outras coisas". Quando Nèlly sugeriu a Yvênnia que descansasse mais e trabalhasse menos pela S.T., para preservar sua saúde, Yvênnia respondeu: "Nelly, minha vida é a S.T. Eu trabalho para os Mestres. Não posso parar". E assim foi até o final. Ela não media esforços e não conhecia o desânimo.
Para a irmã Vanisa Costa Lins, do Rio de Janeiro, Yvênnia foi uma grande trabalhadora que não só dedicou sua vida à S.T., mas também foi sempre fraterna e respeitosa para com todos, e tinha sempre uma palavra de apoio e de incentivo. "Era uma amiga leal, sincera, de coração", conta Vanisa.
 
Dahyl Muniz Bastos e o trabalho em Minas.
Faleceu em Belo Horizonte em 19 de maio passado, oito dias depois do plenitário de Wesak, a irmã Daryl Muniz Bastos, da Loja Hamsa. Nascida em 02 de abril de 1917, Dahyl foi um ponto de luz do trabalho teosófico para Minas Gerais desde o seu ingresso na S.T., quarenta anos atrás, em fevereiro de 1958. "Ela manteve sempre acesa a chama do amor pela causa", conta Olinda Pugliesi, de São Paulo. "Foi uma expoente do trabalho teosófico. Mesmo doente, prosseguiu ativa. Quando não pôde ir mais à sede da S.T., fazia reuniões em sua casa", explica Olinda. Os irmãos de Belo Horizonte perdem uma irmã de todas as horas, mas fica com eles o exemplo inspirador de Dahyl.
 

 

 

Desejando fazer seu comentário sobre os textos , escreva-nos para

TerraEspiritual@Yahoo Groups.com.br

 

 

Pensamento

Ocultismo não é magia, embora a magia seja um de seus instrumentos. 

Ocultismo não é aquisição de poderes, psíquicos ou intelectuais, embora ambos sejam seus servos.

Ocultismo também não é a busca da felicidade, da maneira como os homens entendem a palavra, pois seu primeiro passo é o sacrifício, o segundo, a renúncia. 

A vida é feita do sacrifício do individual para o todo.

Cada célula no organismo vivo deve sacrificar-se para a perfeição do todo; quando ocorre de outro modo, doenças e morte forçam a lição. 

Ocultismo é a ciência da vida, a arte de viver. 


                  HPB

   Nedstat Basic - Free web site statistics 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.