
Diz o
escritor Joe Vitale: “O universo (a energia de tudo que há em sua vida) sempre
dirá sim a seus pensamentos. Se você tiver pensamentos negativos, o universo
dirá: ‘Está certo, concordo com você’, e lhe trará resultados negativos. Se
você tiver pensamentos positivos, o universo dirá: ‘Está certo, concordo com
você’, e lhe trará resultados positivos. Em qualquer situação, o universo
concordará com você”.
O que estará por trás dessas realidades?
O poder do pensamento, conforme ensina o ocultismo.
Segundo a teosofia,
o homem é Deus em miniatura. Somos “chispas” emanadas da Consciência Divina e,
portanto, dotados potencialmente do mesmo poder que existe naquela Consciência,
fonte de toda Criação. Desenvolver esse potencial é a meta do ser humano, o que
o levará um dia, depois de milhões de anos de peregrinação como o “Filho
Pródigo”, a voltar à Casa do Pai “coberto de poder e glória”, na condição de um
Logos Criador.
Na obra
“Corporificando a Consciência”, Basso e Pustilnilk dizem: “Em nossa trajetória
existencial, como centelha de Luz, somos um eixo de manifestações sucessivas de
estados de consciência, do mais simples para o mais complexo, do mais denso para
o mais sutil. A meta de cada um de nós, individualmente, da humanidade como
coletividade, é caminhar para a integração na Unidade Plena. Essa é a essência
do nosso Ser”.
A
“integração na Unidade Plena”, na visão do Yoga, tem o nome de samadhi, a consciência cósmica, definida
como “liberação da mente de sua consciência finita, tornando-se una e
identificada com o infinito” por Plotino, discípulo de Amônio Saccas (criador
do Sistema Teosófico Eclético no 3º século da era cristã).
Em outras
palavras, mas com o mesmo sentido, Helena Petrovna Blavatsky define samadhi (ou nirvana) como “aquele estado
em que a concentração mental chega a um ponto tão extremo que a mente assim
fixa unifica-se com o objeto em que se encontra concentrada - o Espírito -
cessando todas as suas transformações, e o asceta perde a consciência de toda
individualidade, inclusive a sua própria, e se converte no TODO”.
Diz Blavatsky, ademais, que “quem possui
tal poder é capaz de exercer um domínio absoluto sobre todas as suas faculdades,
tanto físicas quanto mentais”.
Ainda que distantes do elevado nível de
consciência que leva a samadhi, temos
o poder de criar pelo pensamento, mesmo que de forma reduzida, justificando as
palavras de Vitale “o Universo sempre diz sim a seus pensamentos”, já que nosso
ato de pensar está sempre acompanhado da força do desejo, determinante de quase
tudo em nossa vida.
Na verdade “pensamento-emoção” é a
energia com que lidamos para todas as nossas realizações, sendo estas tanto
mais fáceis quanto mais forte é o desejo que nos anima, vindo o pensamento como
o criador da estratégia necessária para o alcance de nosso objetivo.
Qual a diferença entre nosso “pequeno
poder de criar” e o de um ser elevado? A diferença é que o ser mais elevado já desenvolveu
a Vontade, dominou seus pensamentos e desejos - sabendo-se separado deles e, portanto, que não é eles - dessa forma podendo
conduzi-los, sem limite, para os objetivos superiores, ao invés de ser
conduzido por eles.
Já em nosso caso, grande parte do “poder
criador” não é nossa, mas sim das forças
involutivas que nos animam, chamadas de “consciência elemental da matéria” no
ocultismo (e erradamente de “demônios” pelas religiões). Daí que quando o
universo diz “sim”, na maior parte das situações, infelizmente é para
afundar-nos na rede de compromissos e ligações com as energias inferiores do
egoísmo. Mesmo assim nosso destino final é SER LUZ.