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Prof. Padmanabhan Krishna*
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Eu creio que esta última palestra deve, apropriado que seja, ser devotada a considerações sobre qual a nossa responsabilidade em relação à geração mais jovem.
E eu creio que isto venha a ser o significado da Educação, para mim. Não somente aquilo que aparece ou transparece numa sala de aula na escola, mas sim, toda aquela maneira pela qual nós auxiliamos uma geração a tornar-se, ao crescer, adulta. E isto inclui tanto a responsabilidade dos pais, dos professores, também da mídia e da sociedade, de uma forma mais ampla, porque todos esses elementos, de alguma forma, contribuem para a educação da mente da criança. Uma criança assimila muito mais daquilo que ela vê acontecer ao seu redor, do que daquilo que nós falamos para ela. A criança humana nasce com uma parte não preenchida, metade vazia. Eu digo que esta mente está parcialmente vazia porque na verdade os instintos já ocupam parte dela. Já foram ali colocados pela própria natureza, e aquilo que é escrito ou acrescentado nessa nova parte, determinará que tipo de novo ser humano aquela criança virá a ser. Porque se ela não receber amor e afeição, ela pode mais tarde se tornar incapaz de expressar, pelo resto de sua vida, amor e afeição. E como nós poderíamos avaliar o dano que isto pode causar à criança?
Educar não é apenas uma questão de treinar a criança em certas habilidades ou transmitir a ela uma certa quantidade de conhecimento ou ensiná-la de alguma forma a ganhar a vida.
Por isso, a primeira coisa que eu gostaria de enfatizar é que a Educação é uma tremenda responsabilidade. A maneira como eu vou me relacionar com a criança, o que nós vamos dizer a ela, tudo isto determinará em grande parte, o que a vida dela virá a ser.
E com a intenção de investigar o que é a Correta Educação para as Crianças, eu gostaria de iniciar por princípios, e não a partir do que geralmente os especialistas em educação têm dito. Porque esta é uma questão fundamental, e a maneira como nós temos conduzido a questão da educação, atualmente, talvez careça da necessária sabedoria, e quando a visão é limitada, por mais energia que se possa despender, se torna sempre uma questão muito limitada. Portanto, torna-se importante para nós, falar a respeito do espírito, a partir do qual a educação deve ser transmitida ou tratada, mais do que em relação a detalhes e técnicas que possam ser usadas. Porque se o espírito for o correto, ele sempre encontrará uma técnica para expressar-se, mas inversamente, a técnica, não necessariamente, ou nunca, encontra o reto espírito.
Eu pergunto a mim mesmo: Qual é o propósito da Educação?
Antes de mais nada, nós somos uma forma de vida como os animais e as árvores que crescem até certo ponto, por si mesmos. Talvez se possa treinar um cachorro ou um gato, mas talvez ele seja até melhor sem esse treinamento. Mas com uma criança humana não é dessa forma.
E nós determinamos, pela maneira como educamos, a maneira como a criança será no futuro.
Eu devo perguntar a mim mesmo: Qual é o propósito da Educação?
E isto está relacionado a qual é o propósito da vida.
Usualmente nós damos à nossa vida um certo propósito, mas suponhamos que nós perguntemos qual é o propósito da vida na natureza. Não propriamente o propósito que eu estou dando a minha vida, que pode ser o de tornar-se um professor de física e assim por diante, mas qual é o propósito da vida na natureza? Acima de tudo, nós somos seres vivos ou formas de vida. E para compreender qual é o propósito de nossa vida, nós precisamos observar a natureza, pois qual é o propósito de uma árvore? Num sentido último, não há propósito, não é verdade? Ninguém sabe se há um sentido último para um propósito da vida no planeta terra. Os cientistas consideram que isto é apenas um acidente que aconteceu nesse planeta há milhões de anos atrás, e está seguindo ao longo de um processo de evolução biológica. Desde que ninguém sabe se há um propósito último para a existência da vida no planeta terra, eu deixo essa pergunta e tento observar na própria natureza, qual é o propósito de qualquer tipo de forma de vida.
A vida começa a partir de um tipo de semente ou célula, seja no oceano, no mar, ou seja no ventre da mãe, e tem um programa genético em si que orienta o seu desenvolvimento. E esse desenvolvimento vem da ordem da natureza, não é algo que nós seres humanos possamos determinar. Se eu disser que o propósito da existência de uma árvore é expressar aquela ordem plenamente, ser uma saudável e vigorosa árvore se inclinando com o movimento da brisa e florescendo com a expressão das próprias flores, e esta árvore é algo que tem alegria ou beleza, nós podemos perguntar: por que ela tem beleza, por que ela expressa alegria? Não se pode responder a esta pergunta, porque é assim. Da mesma forma, se nós perguntarmos, ou fizermos a mesma pergunta em relação a um animal como o cavalo, - qual é o propósito da vida de um cavalo? Novamente podemos chegar à conclusão de que é o caso de uma vida vigorosa e saudável de um cavalo saltando pelo caminho, na natureza, e esse é o seu propósito, ou o propósito de sua existência. Então, tenho um certo tipo de idéia do que seja o propósito da vida para uma árvore e o que seria uma boa vida para um cavalo.
Eu me pergunto: O que é uma vida boa para um ser humano? O que faz com que um ser humano floresça? Porque nós estamos caracterizando que um ser humano não é apenas um corpo. Existe todo o desenvolvimento da consciência. Então, o que é o significado, para um ser humano, do seu próprio florescimento, da sua consciência? Com certeza, esse deve ser o propósito da Educação, não é verdade? Pois se eu estou incumbido da responsabilidade da educação de uma criança, eu vou orientá-la para crescer como um ser humano, para ter uma vida que seja alegre, de modo que ela viva num corpo saudável e possa trabalhar de uma forma criativa e feliz, de modo que a sua vida seja plena e rica, e esse é o propósito da Educação. O que nós pretendemos dizer com “uma vida de alta qualidade”? Na sociedade, se mede o nível de qualidade de vida pelo padrão de vida que corresponde à renda “per capta”. Será que de fato isso determina a qualidade da vida de um ser humano? A qualidade da casa em que nós vivemos e das roupas que nós usamos ou do carro que nós dirigimos? Porque todas essas coisas são aquelas que podem ser compradas com o dinheiro. Mas será que a qualidade da nossa vida não depende também da nossa mente, da qualidade da nossa mente? Esse tipo de determinação da qualidade da nossa vida pela renda “per capta”, é alguma coisa muito estreita, por isso, nós precisamos começar por uma reta visão. Se nós tivermos a visão de que tudo que nós esperamos para essa criança é que ela tenha uma grande quantidade de dinheiro em sua vida, nós vamos estabelecer um tipo de educação que leva apenas ao desenvolvimento econômico. Mas, se nós tivermos uma visão mais ampla, nós desejaremos que essa criança tenha uma vida mais holística, integrada.
A pergunta se torna muito diferente, no sentido de - Qual é o tipo de educação que eu devo dar para essa criança? Se nós olharmos ao nosso redor, nós encontraremos a resposta. Se Deus, ou a natureza, pode ter sido muito discriminativo na distribuição da riqueza, ele não parece ter sido tão injusto quanto à distribuição da felicidade. As pessoas podem ser encontradas em qualquer lugar da sociedade, em qualquer cultura, praticamente de uma forma não relacionada a sua riqueza, e viverem com um certo tipo de felicidade e alegria vindas de seu espírito. E essa não é uma prerrogativa especialmente encontrada entre os ricos. As pessoas ricas podem viver em casas grandes ou mesmo em palácios. Mas elas também têm muito mais coisas em relação as quais se preocupar, e muito tempo é ali despendido em cuidar das propriedades e tratar as questões dos impostos e as questões na justiça. Talvez elas vivam em um conforto muito maior, mas as suas mentes, não necessariamente, estarão mais livres da ansiedade. Eu me questiono se verdadeiramente esta é uma mais alta qualidade de vida. Então, eu me pergunto se a educação deve ser estabelecida, com tal objetivo em mente, ou se esse objetivo é apenas uma parte menor na educação.
Atualmente, a essa parte tem sido dada uma tremenda importância, na educação.
Como nós vamos ajudar a criança a se tornar um ser humano criativo e holístico, integrado, de modo a ter uma verdadeira qualidade de vida sob o ponto de vista dessa visão mais ampla?
A vida de um ser humano tem quatro aspectos: o físico, o emocional, o intelectual e o espiritual. E se eu estou preocupado com um desenvolvimento integrado, holístico da criança, eu preciso auxiliá-la a alcançar a excelência em todos esses quatro aspectos e não somente nos aspectos intelectuais e acadêmicos. Portanto, torna-se importante para nós, prover a criança de condições para o seu desenvolvimento em todos esses diferentes aspectos. E quando eu estou preocupado com todos os aspectos, ao cultivar um determinado aspecto, eu não devo causar dano ao outro. Então, que tipo de motivação eu devo usar para a educação da criança, ou na educação da criança?
Numa escola, a criança tem que fazer uma grande quantidade de trabalho e se apenas o desenvolvimento acadêmico for a minha preocupação, eu posso ameaçá-la para trabalhar duro, e talvez ela se torne o melhor matemático ou físico que trabalhou duro, mas o medo assim gerado é um tipo de desordem na consciência da criança. Ele estanca o seu crescimento, cria um tipo de mente que é conformista e obediente e destrói a verdadeira inteligência. Mas, se eu estiver também preocupado com os outros aspectos - espiritual e emocional - da criança, eu não devo usar o medo como motivador da educação.
Outro tipo de motivação que é freqüentemente usado é o encorajamento da competição ou competitividade entre as crianças. Isso significa que a criança passa a tratar o seu colega como um rival e não como um amigo, o que vai torná-la egocêntrica, egoísta, e destruir a afeição entre as crianças. Se eu estou interessado em desenvolver a consciência, uma consciência que tenha respeito pela vida, que tenha amor e compaixão, que tenha consideração para com os outros seres humanos, então eu não devo usar a competição como um elemento motivador, porque esse elemento destrói tudo isso. Outro tipo de motivação que nós temos usado na educação em todo o mundo, é oferecer recompensas e prêmios pelo atingimento de objetivos individuais. Por exemplo: os pais, muitas vezes dizem: se você tirar nota “A” em todos os seus exames, eu vou te comprar uma bicicleta. E o pobrezinho, trabalhou muito em matemática, apenas porque queria ganhar a bicicleta. Com essa motivação eu estou ensinando a criança não a trabalhar com alegria, não a fazer uma coisa por amor à coisa feita, mas sim, utilizando um meio para alcançar um fim. E este é o meio pelo qual se vai semeando na criança, as sementes da corrupção. Afinal de contas, o governante ou oficial que é corrupto e pede por uma consideração extra para fazer o seu trabalho normal, está basicamente dizendo: o que eu vou ganhar ao fazer isto? Se eu crio um tipo de ser humano que só é motivado e energizado por recompensa, eu já estou semeando as sementes da corrupção naquela mente.
Mas se eu estou preocupado com o desenvolvimento de todos os aspectos desse ser humano, eu não devo usar um tipo de motivação que possa ser útil para atingir apenas o aspecto acadêmico, e que o danificará em outros aspectos da vida humana. Como professor, eu pergunto: e este é um desafio terrível! - Eu não posso ameaçar essa criança com punições; e também não posso oferecer a ela recompensa; não posso estimular a competição dela com as outras crianças; - Como é que eu vou conseguir que ela faça a lição de casa? Agora, o seu desafio como um professor se tornou muito maior. Eu devo perguntar a mim mesmo se serei capaz de transformar a aprendizagem em uma alegria para a criança. Não deveria a aprendizagem ser uma alegria?
Ou de outra forma, qual seria a diferença entre uma escola e um presídio? Também num presídio as pessoas são submetidas a um rigoroso programa de modo a serem forçadas a segui-lo. Se elas não obedecerem, existe o bastão real, a vara. É assim que nós treinamos os cachorros. Pois quando eles fazem a coisa certa, ganham uma recompensa, quando o cachorro faz algo que nós não queremos que ele faça, nós batemos nele. E não há muita diferença entre isto e a maneira como tratamos tradicionalmente as crianças nas escolas.
Agora, como um professor, eu tenho um desafio muito maior. Eu não quero apenas ordem na sala de aula de modo que o trabalho continue de uma forma eficiente, porque eu não quero que esse tipo de ordem tenha a ver com uma desordem psicológica, pois o medo e a rivalidade são formas de desordem psicológica. Se eu estou preocupado com o desenvolvimento holístico da consciência da criança, eu preciso ter responsabilidade não somente pela forma externa de ordem da criança, mas também pela forma de ordem dentro de sua consciência. E o medo, por exemplo, é uma forma de desordem na consciência. O egoísmo e a rivalidade são formas de desordem na consciência e eu não devo promover isto. Eu devo perguntar: poderei eu tornar a aprendizagem uma forma de alegria para a criança? O que significa, como professor, que a minha responsabilidade deve ser revelar para a criança toda aquela beleza que está na vida. Existe, antes de mais nada, um tipo de beleza na matemática, na ciência, na arte, na música, na dança , e na natureza, eu nos esportes, no relacionamento e na amizade, e nós queremos revelar esse tipo de beleza para a criança. E nesse momento, nós temos uma visão muito diferente de Educação, porque o propósito da educação passa a ser “revelar a beleza que existe na vida”, e a beleza é alegria. Não é aquela alegria da conquista e das recompensas, mas sim, a alegria de fazer o que se está fazendo.
De outra forma, eu crio um tipo de ser humano que está entediado com a vida, e que durante cinco dias da semana ele luta com o seu trabalho, pois ele não está interessado no trabalho, mas ele o enfrenta para ganhar o seu pagamento com o qual pretende relaxar no fim de semana. E nós temos criado esse tipo de vida na sociedade, na qual 90% dos seres humanos estão apenas preocupados em chegar logo ao fim da semana. Por que o fim de semana veio a tornar-se uma coisa tão importante? E por que eu deveria viver cinco dias da semana sem alegria para ter somente dois dias alegres?
Isso é uma vida de alta qualidade? E, no entanto, nós temos aceitado isto e nós estamos também treinando nossas crianças para se adequarem a isso. Por isso é importante nós questionarmos o tipo de visão que nós temos. Quando a visão é estreita e o próprio espírito da educação é embotado, pode-se despender uma grande quantidade de energia em organizar uma escola e se pode até pensar que se está progredindo muito ao ter uma série de estudantes que alcançam a nota “A”, mas ainda assim, é um tipo de conquista muito estreita. É muito importante fazer perguntas mais amplas, o que significa que eu também tenho a responsabilidade de auxiliar essa criança a chegar à sensibilidade de modo que ela nunca fique entediada. Presentemente nós estamos produzindo seres humanos, e somos todos nós que estamos entediados com a vida. Por isso existe toda uma indústria de divertimento que cresce, de modo a nos ajudar a fugir, a escapar de nosso tédio, e é claro que eles fazem dinheiro a partir disso. De modo que eu pergunto: Como eu posso estabelecer um Sistema de Educação em que se ajude a criança a não ter medo, a não viver constantemente ansiosa e não estar entediada? Isso significa que eu preciso ajudá-la a despertar o amor na sua consciência, eu devo estar preocupado com todo o seu ponto de enfoque à vida, de modo que ela não se torne uma pessoa estreita e auto-centrada como ser humano, que está apenas interessado em alcançar certos objetivos numa direção e está constantemente comparando a si mesmo com os outros e que se preocupa em estar sempre ganhando a corrida na frente de todos os outros. Tal mente ambiciosa não apenas cria a miséria para si mesma, mas cria também uma grande quantidade de violência na sociedade. Quando eu vou em direção a algo com muita ambição, e estou terrivelmente preocupado com a minha conquista, eu vou derrubar, ou empurrar quem quer que apareça em meu caminho, e tudo se torna uma perda de tempo se não contribui para minha ambição particular.
Nós devemos perguntar a nós mesmos de onde surge essa idéia ou sensação de perda de tempo. O que é de fato a boa utilização do tempo? Nós dizíamos que o objetivo da vida é florescer em alegria e essa ambição de alcançar uma conquista, um objetivo, contribui para isso? Mas esse é o tipo de ser humano que nós estamos produzindo no presente estágio de desenvolvimento do Sistema Educativo.
Eu preciso educar a criança sobre as habilidades do mundo exterior, de modo a ensiná-la os assuntos acadêmicos e também a assegurar excelência nessa direção, mas ao mesmo tempo, eu devo encaminhá-la à sabedoria de modo que ela desenvolva autoconhecimento, para que possa haver um certo tipo de florescimento e de virtude em sua consciência. Então, eu entendo que a educação deve ter ambas essas responsabilidades: conhecimento do mundo externo, e um certo tipo de compreensão dos nossos relacionamentos e da relação destes com a nossa própria consciência. Sem esta visão, e esta sabedoria, o conhecimento apenas se transforma em poder. E o poder, freqüentemente é mal utilizado, É utilizado para dominar os outros, para competir com os outros e para ser violento. Nós temos que criar uma mente que seja científica e religiosa ao mesmo tempo. Ela não deve estar apenas interessada na verdade sobre o mundo exterior, mas também na verdade sobre o mundo interno, ou da consciência, que é o lema da Sociedade Teosófica: A Verdade é a mais elevada de todas as religiões. E a palavra Theosophia em si mesma significa busca pela sabedoria.
Qual a importância de se ensinar a uma criança “Por que o sol brilha”, mas não dar importância à relação que ela tem com o prazer, ou à compreensão das relações que surgem entre nós seres humanos. E por que as relações quebram ou chegam a uma ruptura? Será que essas coisas não importam até muito mais em nossa vida cotidiana, do que descobrir “por que o sol brilha?” Nós temos criado um Sistema de Educação que só se preocupa com o conhecimento do mundo externo, e não com o desenvolvimento da percepção da consciência de forma absoluta. Talvez esse seja, senhores, um ponto de vista chocante ou uma afirmativa chocante a fazer. Mas, enquanto teósofos, nós estamos na busca pela verdade e eu chego mesmo a me questionar se nós, de fato, amamos as nossas crianças, ou se nós estamos apenas usando-as para preencher determinadas funções na sociedade.
Uma vez que uma pessoa se aproxima do enfoque à educação por essa visão, compreende e sente a necessidade de se estabelecer um tipo de educação completamente diferente. Nas escolas Krishnamurti, nós estamos tentando estabelecer um tipo diferente de educação. Nós estamos tentando criar um tipo de escola que é residencial, para que os professores e os alunos possam estar juntos no “campus” e a interação entre eles não se restrinja à questão do que acontece lá na sala de aula, mas estejam, também, preocupados com o desenvolvimento de sua saúde física e emocional e com a compreensão de todas as suas relações.
E, se, dentro daquela pequena comunidade que é a escola - uma espécie de projeto piloto - as crianças não puderem viver sem aqueles valores, não tem mais nenhum significado esperar que elas, mais tarde, possam viver com esses valores no mundo lá fora.
*Membro da sociedade Teosófica, conferencista internacional,doutor em Física e reitor da Fundação Krishinamurti em Varanasi, Índia).Palestra proferida em 31/08/99, na sede da Sociedade Teosófica, em Brasília-DF. Tradução de Ricardo Lindemann membro da Sociedade Teosófica pela Loja Dharma, de Porto Alegre-RS. Transcrição e revisão de Maria do Carmo de Castro Guetti, membro da Sociedade Teosófica pela Loja Fênix, de Brasília-DF.

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