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Osmar de Carvalho

A palavra Esotérico quer dizer
oculto, reservado, interno, em contraposição a
Exotérico que significa externo, não velado,
público. Portanto Esoterismo é um conjunto de princípios que
estuda o homem e o mundo que o rodeia, desde antes de sua origem material, não
apenas pelo aspecto externo e físico, mas sobretudo e principalmente pelo
interno e "espiritual". O Esoterismo, também chamado Ocultismo, é o estudo do
lado oculto da natureza, ou melhor, "é o estudo da natureza em sua
totalidade, e não apenas daquela parte mínima que é objeto de investigação da
ciência moderna".
Esse "conjunto de princípios" formam uma
só Verdade, que sempre esteve à disposição daqueles que a
buscaram como alvo principal em suas vidas, pois só permanece oculta "em
razão de nossas, próprias limitações". A partir do momento em que nos
dispomos e nos qualificamos a seguir a trilha que conduz à essa Verdade, as
nossas capacidades, o nosso entendimento irá se tornando mais perfeito e veremos
que inevitavelmente a vereda também se alarga, mostrando uma paisagem de cuja
existência jamais suspeitamos. É essa Verdade que foi transmitida por
Vyasa, Fo-Hi, Krishna,
Buda, Lao-Tsé, Hermes,
Moisés, Pitágoras, Platão,
Jesus e outros tantos grandes seres, e em todos os templos
iniciáticos como na Índia, China, Egito, Grécia, etc . . .
O Esoterismo deve ser considerado sob um aspecto
trino: Filosofia, Religião e
Ciência. A Filosofia (do grego filos - amigo, sofia -
sabedoria), refere-se "à especulação sobre as causas primeiras e os
últimos fins da realidade universal". Nesse aspecto o Esoterismo nos
apresenta um esquema de evolução, com inúmeros reinos evolutivos cujos
habitantes povoam os vários planos da natureza acima e além do físico.
Inteligências Superiores regem essa evolução, nos apontando
objetivos cíclicos a serem atingidos como meta de perfeição dentro desse ciclo,
e para onde todos os seres inexoravelmente se encaminham. Nos dá portanto, a
visão do passado, do presente e do futuro do homem, não como corpo físico, mas
como "essência divina" que faz uso de corpos para manifestar-se nos
vários planos.
Se admitimos a Lei da Evolução,
preconizada pela Ciência, e a estendermos ao mundo invisível, temos que
considerar, por um raciocínio lógico, seres mais evoluídos (e menos) que o homem
comum. O que nos leva por sua vez, as duas considerações:
1º) que esses seres perfeitos um dia estiveram na
mesma faixa evolutiva que ora estamos;
2º) Existem meio de acelerar a nossa própria
evolução, atingindo o nível desses grandes
seres;
Existe um caminho que muitos já trilharam que
leva à perfeição divina, com todos os atributos que lhe são inerentes. Portanto
passamos a considerar o aspecto religioso do ocultismo, ou seja, o "conjunto
de relações teóricas e práticas entre o homem e uma potência mística" a
qual devemos nos reunir ou religar. É este o sentido da palavra
religião: religar, pois é derivada do latim, do
prefixo ré ==>. repetição e de ligare ==> ligar. E a finalidade da
religião é a união como o nosso verdadeiro ser, finalidade que é passível de ser
compreendida de uma maneira clara e concludente, ao vislumbrar os ensinos
esotéricos, que inclusive nos asseguram base para um estudo comparativo das
religiões visando as verdades por trás dos ritos, dogmas e cerimônias
exotéricas.
Ao nos convencermos, pela análise minuciosa, das
verdades esotéricas, ou ao atingirmos o estado em que comprovamos essas
verdades, todo o nosso comportamento, todas as nossas concepções relações e
atitudes serão vistas sob um novo e verdadeiro prisma. Nos convenceremos
de que este é o mundo da ilusão, o reino dos efeitos, apenas um
reflexo do invisível - o reino das causas.
Mas, como chegar a essa comprovação? Que meios
devem utilizar para tal? Chegamos ao 3º aspecto - o esoterismo como
ciência.
Todo conhecimento humano está baseado na
experiência; a ciência acadêmica, que se define como o "conhecimento
sistemático dos fenômenos da natureza e as leis que os regem", só aceita um
fenômeno como científico após submetê-lo à experiências rigorosamente
controladas. O esoterismo afirma: "só é aceito como verdade aquilo que possa
ser comprovado experimental e praticamente".
As duas ciências, a acadêmica a
e esotérica se distanciam no que se refere às causas
primordiais e ao método científico ou seja, o conjunto de técnicas e
instrumental com os quais empreender as pesquisas.
A ciência oficial dispõe de aparelhos
desenvolvidos sob as mais altas técnicas como o raio lazer, radar, computador,
etc ... Mas embora esses aparelhos sejam de alta precisão, nunca vão além dos
fenômenos materiais e só aperfeiçoam, ampliam a capacidade de percepção dos
nossos sentidos ordinários. O radar - a audição, o telescópio - a
visão; o computador - a memória, etc ...
A ciência esotérica usa para exploração do mundo
externo e do mundo oculto, um método científico ao alcance de todos os
homens, sem distinção de espécie alguma, pois os seus instrumentos são, ao
contrário da ciência oficial, os inerentes à natureza humana, todos os
possuindo em menor ou maior grau de desenvolvimento. Alguns devem ser
somente aperfeiçoados através de exercícios próprios (a observação, percepção,
concentração, etc ...); outros que fazem parte das "faculdades
superiores", devem ser atualizados visto estarem em latência em
quase toda a humanidade (clarividência,
intuição, projeção da consciência, etc
...).
Quem pode dispor de um microscópio para analisar
o mundo celular? Quem pode utilizar sem riscos um aparelho de Raio-X para
observar os órgãos internos? Poucos, mas todos podemos desenvolver a chamada
visão etérica, que nos possibilita observações a nível celular e até a
nível atômico; nos possibilita analisar detalhadamente qualquer órgão interno de
um corpo humano "vivo" como se este fosse transparente. Essa faculdade é apenas
uma das várias que o ocultista aprende a dominar e a usar como dócil instrumento
ao seu dispor. Mas, quão poucos estão preparados para pagar o preço da conquista
dessas faculdades que não é outro senão "certo padrão de serenidade, de
amor, de impessoalidade, de espírito de auto-sacrifício, de solidariedade e
cooperação" além de um profundo desejo de aperfeiçoamento moral e
espiritual.
A aquisição dessas faculdades é apenas um
"incidente" inevitável no desenvolvimento ate atingirmos a condição de
Adeptos, Mestres, com o perfeito
conhecimento do plano divino. Não devem ser procuradas como fim
e sim como meios para se atingir a perfeição; na
verdade são apenas acessórios com os quais trabalhamos, significam um
desenvolvimento paralelo ao principal.
Bibliografia
utilizada e recomendada:
-- Enciclopédia Britânica BARSA -- O Budhismo
Esotérico - A. P. Sinett -- O Lado Oculto das Coisas - C.W. Leadbeater --
Copêndio de Teosofia - Idem

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