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Análises científicas realizadas em ossuários de pedra calcária e evidências
físicas encontradas em uma tumba de dois mil anos, em Talpiot, Jerusalém,
indicam que essa sepultura pode ter contido os restos mortais de Jesus de Nazaré
e sua família. Este documentário inédito, assinado pelos cineastas James Cameron
e Simcha Jacobovici, revela com exclusividade o que pode se tratar do maior
achado arqueológico da História. A produção apresenta as últimas evidências
sugeridas por especialistas renomados internacionalmente, baseadas em inscrições
em aramaico, análises de DNA, ciência forense, arqueologia e estatística. Entre
as maiores descobertas relatadas pelo programa, está a evidência de que Jesus e
Maria Madalena possam ter concebido um filho chamado Judas.
Segundo o documentário, a tumba de Talpiot continha, originalmente, 10
ossuários, nove dos quais ainda estão sob a guarda da instituição Israel
Antiquity Authority (IAA – Autoridade de Antigüidades Israelense). Seis dessas
caixas, datadas do primeiro século d.C., apresentam inscrições com nomes que
constam do Novo Testamento — “Jesus, filho de José”, “Maria,” “Maria Madalena”,
“Mateus”, “José” e “Judas, filho de Jesus.”
“Essa tem sido uma jornada de três anos mais extraordinária do que qualquer
filme de ficção”, disse Jacobovici. “A idéia de se ter possivelmnete encontrado
a tumba de Jesus e de vários membros de sua família, com evidências científicas
convincentes, vai muito além do que eu poderia imaginar”. “Fizemos nosso
trabalho, documentamos o caso; agora, chegou a hora do debate”, comentou James
Cameron.
O doutor Carney Matheson, do Laboratório de Paleo-DNA da Universidade de
Ontário, Canadá, conduziu análise mitocondrial de DNA em partículas
microscópicas de material colhido dos ossuários de “Jesus, filho de José” e
“Mariamene e Mara” (em grego, que sugere o nome “Maria Madalena”). Os testes
concluem que ambos não eram geneticamente relacionados. “Pelo fato de ser tumba
reservada a membros de uma mesma família, é possível deduzir que se trata de um
casal”. Como mostra o documentário, Jacobovici e sua equipe usam câmeras
robóticas para localizar a tumba. Acreditava-se que ela tivesse sido destruída,
mas na verdade ela se encontrava no centro de um moderno complexo de
apartamentos, em Jerusalém. Depois de entrar rapidamente na tumba, os
arqueólogos tiveram que seguir o regulamento local e a lacraram, com a esperança
de um dia retornar e conduzir suas análises.
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