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Filha
de um pastor adventista, esta finlandesa de coração cearense está desde 1970 no
movimento Espírita. Após 18 anos trabalhando como médium de desobsessão, Saara
resolveu se engajar no movimento de divulgação da Doutrina Espírita e
atualmente é membro atuante da Associação de Divulgadores Espíritas do Ceará
(ADE-CE), onde através de seus livros, cd’s, e vídeos que são editados e
produzidos pela sua própria editora a Caminhos de Harmonia, ela procura levar a
boa palavra às pessoas. Além de tudo isso Saara também é radialista e apresenta
dois programas de radio, sendo um deles na Rede Boa Nova de Radio que é
transmitido para todo o Brasil pela Embratel e para o mundo todo pela Internet.
A equipe da Terra Espiritual conversou com ela
e colheu algumas de suas opiniões sobre o movimento Espírita, que reproduzimos
abaixo.
TE - Por que a opção por trabalhar em prol da
divulgação da Doutrina Espírita?
Quando
comecei meus primeiros contatos com a doutrina espírita, inicialmente com os
livros da codificação, fiquei tão entusiasmada com o que ia encontrando, que me
perguntava: por que tão maravilhosas realidades não são levadas ao conhecimento
público?
Esse
encontro com o Espiritismo deu-se em Salvador-BA, onde residia, e onde vesti
com imensa alegria a camisa espírita. Um ano mais tarde mudamos para
Fortaleza-CE. Aqui, dei continuidade às atividades espíritas, em trabalhos de desobsessão.
Meu
marido era amigo do diretor do jornal Tribuna do Ceará e pedi-lhe para tentar
conseguir um espaço naquele jornal para o Espiritismo, o que achava dificílimo.
Foi, no entanto, muito fácil. O “sim” veio junto com um convite para visitar o
Jornal e levar algumas matérias.
Imagine
minha alegria! Comecei imediatamente a telefonar para companheiros espíritas,
bons conhecedores da doutrina e com intimidade com a palavra escrita, visando
encontrar quem pudesse escrever as matérias. Para minha decepção e preocupação
nenhum deles aceitou a incumbência, apresentado desculpas as mais diversas.
Eu tinha a
extraordinária oportunidade de divulgar o Espiritismo num jornal leigo, de boa
circulação e credibilidade, mas não tinha quem escrevesse as matérias. Ainda
sem acreditar que seria capaz de fazê-lo, comecei a escrever sobre Espiritismo.
Levei
duas matérias, certa de que seriam rejeitadas, mas foram ambas de imediato
encaminhadas para o editor, para serem veiculadas aos domingos. Naqueles dias
“andei nas nuvens“. Ainda não conseguia acreditar que um jornal leigo iria
veicular matérias sobre Espiritismo, mas veiculou.
Já
escrevia há um ano para a Tribuna do Ceará, quando recebi convite do Jornal O
Povo, o maior e mais tradicional, à época, no qual mantive a coluna semanal
sobre Espiritismo durante dez anos, até que os mandatários da Igreja Católica
no Ceará conseguiram fazer com que aquele jornal deixasse de veicular matérias
espíritas. Assim, o Cel Ednardo Weine e eu perdemos nossos espaços de divulgação.
Mas por essa época (1982) já estava dando os primeiros passos na Rádio Cidade
AM, onde venho mantendo um programa espírita semanal até hoje, com cópias para
outras dez emissoras, em sete Estados brasileiros.
A
divulgação da Doutrina Espírita faz parte da minha vida. Da mesma forma como
pude ter contato com essa “maravilha”, faço o possível para que outros também
possam ser beneficiados com esses conhecimentos.
TE - Você é o que poderíamos chamar
de uma divulgadora multimídia, pois atua através de vários meios (livros,
vídeos, Teatro, cd’s, programa de radio). Existe uma razão para essa
diversificação?
Não há
uma razão especial. As coisas foram acontecendo naturalmente. Quando estamos
“ligados” em algo, as idéias e as oportunidades vão surgindo naturalmente. O
importante é não deixá-las passar. Dizem que a fortuna é uma senhora com um só
fio de cabelo; quando passa é preciso agarrar esse fio e não deixar escapar.
Entendo que as oportunidades também são assim. Temos de agarrá-las e não
largar.
TE - Comparado a outras correntes religiosas, o
Espiritismo não estaria ainda muito tímido em relação a sua divulgação?
Há alguns
enfoques errados, que se cristalizaram como verdades nos meios espíritas. Um
deles é a questão do não proselitismo. Temos medo de parecer que estamos à caça
de prosélitos, como fazem algumas religiões. Acontece que divulgar o
conhecimento espírita não é proselitismo. Seria, se fôssemos fazer aquele tipo
de pregação de convencimento, usando recursos da teatralidade, como tantos
fazem, quando não de ameaças de fogo do inferno, ou promessas de céu. A tarefa
do divulgador espírita é diferente; ele oferece a informação, o esclarecimento,
e se põe à disposição para mais esclarecimentos, tirar dúvidas, etc. O
Espiritismo é um conhecimento que jamais deve ser cerceado. É aquela luz que
precisa ser colocada sobre o velador, para que seja vista por todos que
desejarem beneficiar-se com ela, e esses benefícios são infinitos. O livrinho
de minha lavra Nós e o Mundo Espiritual, que é uma síntese do
conhecimento espírita, já está com 60.000 exemplares em circulação e,
diariamente recebo “n” telefonemas de pessoas, dos mais diferentes pontos do
país, encantadas com o Espiritismo, por terem lido esse livrinho. Ele sai da
minha editora a preço de custo (R$ 1,50), e é vendido pelo mesmo preço, ou no
máximo R$ 3,00, em centros espíritas e em livrarias. Assim, muitos compram uma
ou mais dezenas de exemplares para darem de presente a pessoas não espíritas.
Entendo que todo espírita deveria ocupar-se em divulgar Espiritismo, como e
quando possível. É uma luz que cabe elevar bem alto para que todos vejam e se
beneficiem com ela.
TE - Vários dos mais famosos e mais
vendidos livros sobre espiritismo foram escritos por uma médium que diz não
mais ser espírita e que se apropria dos lucros com as vendas. Como você vê
isto?
É uma
pessoa equivocada. Certamente ela recebeu todos os meios necessários a um
belíssimo trabalho de difusão das idéias espíritas, mas preferiu outro caminho.
Não nos cabe julgá-la, mas nos esforçar para que a nossa encarnação seja proveitosa
para o próximo e para a nossa própria evolução.
TE - O que é o movimento pela alteridade?
A
Associação Brasileira de Divulgadores do Espiritismo - ABRADE, da qual tenho a
felicidade de participar, vem desenvolvendo há alguns anos a Política de Comunicação
Social Espírita-PCSE, e um dos seus focos é a alteridade.
Também
alguns luminares da espiritualidade vêm se ocupando com essas idéias, nesta
fase de transição que vivenciamos.
Num
encontro ocorrido no mundo espiritual, ao término do Congresso Brasileiro de
Espiritismo, em 1999, do qual participaram mais de 5.000 espíritos encarnados,
em desdobramento, conforme informa o espírito Cícero Pereira pela psicografia
de Wanderley S. Oliveira (MG), no livro Seara Bendita (Editora INEDE), Bezerra
de Menezes lançou as diretrizes para este novo período do Espiritismo, que se iniciou
com o novo milênio, dizendo que este deverá ser o período da atitude. Concitou
os espíritas a propalarem o ecumenismo afetivo entre os seareiros, para que a
cultura da alteridade seja disseminada e praticada no respeito incondicional a
todos os segmentos.
A ABRADE,
que já vinha defendendo os ideais alteritários, resolveu desenvolver esse
movimento pela Alteridade na Seara Espírita.
TE - Qual a importância da alteridade numa comunidade
como a espírita?
A
importância da alteridade em nossa seara é incontestável, por defender a constante
disposição para aceitar e aprender com os que são diferentes; a construção da
fraternidade apesar das divergências, respeitando-as e procurando aprender com
as diferentes opiniões.
Vivenciar
a alteridade não quer dizer deixar de discutir, debater, questionar, porque a
discussão, o debate e o questionamento, além de saudáveis, são necessários numa
comunidade como a espírita.
Quem
refletir, um pouco que seja, entenderá a importância fundamental da alteridade
em todos os relacionamentos nos meios espíritas, porque a sua ausência gera
críticas, discórdia, discriminações, marginalizações, ambientes carregados,
queda vibratória, afastamento de companheiros, e tudo isso com reflexos negativos
em todas as atividades da casa. Já as posturas alteritárias desenvolvem a paz e
a verdadeira fraternidade.
Na
conferência acima citada, Bezerra diz que a diversidade é uma realidade irremovível
da seara e que seria utopia e inexperiência tratá-la como joio. Se refletirmos,
um mínimo que seja, percebemos a realidade dessas palavras. Infelizmente,
porém, há companheiros que se arvoram em defensores da pureza doutrinária,
desenvolvendo uma espécie de policiamento com relação a tudo que se faz e se
diz nos meios espíritas, agindo como verdadeiros “doutores da lei”,
interpretando-a “ao pé da letra”, criticando cruel e mordazmente toda e
qualquer atividade ou idéia que entendam conflitar com algum tópico da
codificação. Sentindo-se donos da verdade, conseguem afastar companheiros,
gerando dissidências e discórdias, inutilmente. Seria muito mais proveitoso se,
em vez de se arvorarem em arautos da verdade, cuidassem de organizar fóruns de
debates sobre temas polêmicos, nos quais todos pudessem debater, ouvir e falar,
esclarecer e adquirir mais esclarecimentos.
TE - Você é contra a pureza
doutrinária?
Desde que
me tornei espírita, entendo que o mais importante é o amor posto em ação.
Hoje
entendo que é espírita todo aquele que aceita os princípios básicos do Espiritismo
e procura melhorar-se sempre, sendo uma presença benéfica onde estiver.
Não me ocupo com detalhes
que só conseguem desviar a atenção do que é mais importante. Sinto-me tão bem
num centro onde se canta, onde as pessoas se vestem de branco, onde ficam em pé
para a prece, etc., quanto num outro que segue o modelo tradicional, desde que
ali se perceba existir amor.
É claro que estudar Kardec e
segui-lo é importante, mas muitas discussões e discriminações nascem de coisas
mínimas, quando o fundamental é vivenciar os ensinos espíritas.
TE - Tem-se observado que há um grande percentual de
pessoas que vêm as casas espíritas, mas não permanecem. Na sua visão, qual a
razão disso?
Certamente há várias causas
e gostaria de, em vez de responder essa pergunta, convidar todos os espíritas
para debater esse tema, buscando as causas e sobretudo as soluções, no próximo
fórum de debates da Associação de Divulgadores do Espiritismo do Ceará -
ADE-CE, que deverá ocorrer no dia 21 de março/2004, no Centro Espírita
Francisco de Assis, em Fortaleza-CE. Maiores informações poderão ser obtidas
pelo telefone: (85) 249-6812, ou e-mail: logos@secrel.com.br
TE - Algumas pessoas dentro do movimento espírita
acham que todas as casas espíritas deveriam ser pequenas. O que dizer disso?
Não vejo razões para isso.
Certamente é bem mais difícil manter um ambiente fraterno e alteritário num
centro grande, mas também é mais fácil desenvolver atividades de estudos,
mediúnicas, de atendimentos diversos, com maior numero de trabalhadores. Por
outro lado, modo geral, há menos estudo nos centros pequenos, principalmente
nos de periferia, o que não é bom.
TE - A Doutrina Espírita está se elitizando?
Em algumas instituições,
sim. Mas, ao final, é um ponto positivo, porque muitas pessoas de mais elevado
nível sócio-cultural, cujo patamar evolutivo as torna acessíveis a adotarem as
idéias espíritas, sentem-se em seu ambiente nesses meios.
Se o publico é heterogêneo,
é importante que haja centros que possam acolher todos os níveis e tipos
humanos.
TE - Como você vê, dentro do Espiritismo, a relação
entre o estudo e a prática da caridade?
Ambas deveriam
complementar-se. Só o estudo, sem o amor posto em ação, é o mesmo que pretender
levantar vôo com uma das asas atrofiada. A evolução pede essas duas asas em
boas condições.
TE - No seu último livro “A transição” você sugere
algumas mudanças no movimento espírita. O que motivou este livro e quais seriam
as principais mudanças?
Nos últimos anos venho
refletindo muito sobre o movimento espírita. Tenho ido a vários Congressos e
encontros em outros Estados, trocando idéias com confrades; conversado com
inúmeros ouvintes do programa que faço na Rede Boa Nova de Rádio, que cobre
todo o território nacional via Embratel; participado, através da Internet, das
listas da ABRADE, com muitos internautas espíritas. Nessas conversas tem sido
possível “sentir” as dificuldades relatadas pela maioria desses companheiros,
com reclamações e queixas as mais variadas. Muitos têm se afastado do movimento
espírita, por não conseguirem adequar-se ou acomodar-se a situações que não
aceitam.
Por outro lado, é fácil
perceber que a humanidade está em plena fase de transição para um novo modelo.
Aqui e acolá encontramos movimentos, idéias e ideais, visando tornar o ser
humano mais fraterno, mais feliz, de bem com a vida, isto, sem qualquer
conotação religiosa. Também a Psicologia tem trazido extraordinárias
contribuições nesse sentido. Não seria cabível uma comunidade como a espírita
perder o trem da história, mesmo porque, a essência do Espiritismo é a vanguarda,
nunca a retaguarda.
Então, em meio às angústias
nascidas dessas reflexões, chegou-me às mãos o texto de Bezerra de Menezes,
acima citado, que me calou fundo, pela clareza das suas assertivas e pelas
diretrizes que trouxe, principalmente a da necessidade de amor e de alteridade.
Decidi então fazer o que estivesse ao meu alcance para colaborar, o mínimo que
fosse, na difusão das diretrizes trazidas por aquele espírito de escol.
Assim, com a participação de
Simone Ivo Sousa, foi elaborado o livro A Transição está pedindo mudanças.
Na minha parte, começo com
uma análise serena sobre vários enfoques encontrados nos meios espíritas e que
precisam ser revistos, como por exemplo, a questão do encarceramento psíquico,
com algemas criadas pelas religiões cristãs, visando prender os fiéis às teias
do seu poder, e das quais herdamos idéias como culpa e punição, gerando medo. A
idolatria também reflete um enfoque negativo, bastante comum nos meios
espíritas, tendo como alvos Jesus e espíritos como Bezerra de Menezes, André
Luiz, Emmanuel, Kardec e agora o Chico Xavier.
Por que idolatramos alguém?
É porque esse alguém nos serve de algo. Vejamos, por exemplo, Jesus. Se fosse
apenas pelo prazer e o conforto de perceber sua grandeza espiritual e receber
orientações para o nosso crescimento interior, nossa relação sentimental e
emocional com Ele seria mais equilibrada, de admiração profunda, de afeto e de
amor. Já com a idolatria é diferente, pois gruda o idólatra a seu ídolo, gerando
dependência. Outro enfoque equivocado é o do “meigo Nazareno”. Por que Jesus
teria de ser meigo? Será que o grandioso amor do Mestre, a sua elevação
espiritual, torna-o necessariamente meigo, ou seja, doce, suave e brando,
conforme informa o dicionário Aurélio? De alguém assim não se esperam atitudes
corajosas, viris, nem educativas. Certamente esse enfoque demonstra um
equivocado resquício do cristianismo, apresentando-O como alguém ludibriável,
fácil de ser levado na conversa, em razão da sua doçura, suavidade e brandura;
alguém sempre disposto a relevar, fazer vista grossa, em vez de conduzir e educar.
Esse tipo de visão é próprio de quem está sempre querendo levar vantagens, sem
assumir suas responsabilidades. São detalhes pequenos, embutidos em enfoques
equivocados, mas que mudam muita coisa.
Certamente esta transição
que ora vivenciamos deve levar-nos a rever posturas antigas, avaliá-las e
modificá-las, a fim de nos ajustarmos aos novos tempos e àquilo que a
espiritualidade espera de nós.
Quanto à necessidade de
mudanças em algumas metodologias, a referência é principalmente aos modelos de
reuniões publicas, utilizados na maioria dos centros, principalmente nas de
estudos sobre temas do Evangelho. Numa reunião assim, podemos até nos emocionar
e renovar mais uma vez a promessa que sempre fazemos a nós mesmos de iniciar
sem demora a reforma interior, promessa logo mais esquecida por falta de
combustível. É como o fósforo que alguém acende e deixa a chama se apagar
quando consumido o palito. Entendo que a tarefa dessa reforma, que prefiro
chamar de crescimento interior, é tão difícil que preferimos ir “empurrando-a
com a barriga”, por não encontrarmos apoio mais poderoso para dar-lhe
andamento. Esse apoio certamente está em reuniões interativas, como oficinas,
cuja única finalidade é desenvolver meios que ajudem seus participantes nesse
desiderato.
Também sugerimos que pelo
menos a metade do tempo nos estudos doutrinários, como o ESDE, seja utilizado
visando a vivência do Espiritismo, porque pouco vale uma cabeça cheia de belos
conceitos doutrinários que não se manifestam nas atitudes.
Na verdade, alguns dos
assuntos tratados nesse livro são muito delicados e até polêmicos. Por isso
precisam ser lidos em sua totalidade e refletidos em profundidade. Quando ele
foi lançado, alguns companheiros que leram apenas o seu índice, assustaram-se e
passaram a recomendar aos confrades para não lê-lo, afirmando que se tratava de
obra perigosa para o Espiritismo. Esse tipo de comportamento é inconveniente
para o movimento espírita: pela distorção da realidade, pela tentativa de
atirar no índex uma obra importante para este momento do Espiritismo, e por
manipular consciências, impedindo companheiros de usarem seus próprios
potenciais intelectuais e seu bom senso para escolher os próprios caminhos.
TE - Quais seus projetos atuais?
No momento, estou aguardando
chegar da gráfica a edição de um opúsculo intitulado Conclave de Líderes
Espíritas.
Nesse opúsculo falamos sobre
um conclave de líderes espíritas (encarnados, em desdobramento) ocorrido na
dimensão espiritual, conforme relata o espírito Ermance Dufaux no excelente
livro Reforma Íntima sem Martírio, psicografia de Wanderley S. Oliveira,
transcrevendo alguns trechos e comentado-os.
Entendemos serem tão
importantes essas reflexões e exortações emanadas do mundo maior, que
resolvemos distribuir esse opúsculo, gratuitamente, aos formadores de
opinião espíritas (expositores, dirigentes, escritores, radialistas,
etc.) que podem solicitá-lo pelo telefone (85) 249-6812.
TE – Muito Obrigado.
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