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Bacharel em
administração de empresas, licenciado em História e pós-graduado em “Teoria e
Metodologia da História”, Luciano Klein Filho é professor efetivo de História
do Colégio Militar de Fortaleza, onde coordena o “GED Vianna de Carvalho”, que
funciona naquele estabelecimento. Há 18 anos na Doutrina Espírita, vem colaborando
em diversas atividades no movimento espírita cearense: participou da fundação
da Federação Espírita do Estado do Ceará e do Centro de Documentação Espírita
do Ceará, entre outras instituições. Orador fluente, atualmente realiza
palestras em centros e grupos espíritas e dedica-se a pesquisas visando ao
resgate da memória do espiritismo no Ceará. É também autor de vários livros
espíritas e colaborador atuante da FEEC (Federação Espírita do Estado do Ceará)
e da CEJE (Casa Espírita João Evangelista).
TE – Luciano, como foi o seu início na Doutrina
Espírita?
LK – Nós
começamos no espiritismo... coincidentemente neste mês de novembro nós
aniversariamos, completamos 18 anos de espiritismo, e iniciamos as nossas
atividades na Comunhão Espírita Cearense, que funcionou no mesmo espaço físico
onde hoje está a sede da Federação Espírita do Estado do Ceará. Na época a
Comunhão realizava um curso básico de espiritismo, e por curiosidade, querendo
conhecer um pouco mais da Doutrina Espírita nós tivemos oportunidade de participar
deste curso e quando concluímos, o curso tinha a duração de um semestre, nós
fizemos a opção, consciente, de continuarmos os nossos estudos na Doutrina
Espírita.
TE – Como surgiu a idéia de fazer este trabalho de
resgate da historia do Espiritismo no Ceará?
LK – Essa
idéia surgiu há quase 10 anos, quando nós em pesquisas que realizávamos na
biblioteca pública Menezes Pimentel, encontramos uma série de artigos
publicados no jornal laico de Fortaleza, o jornal “A República”, no qual ele
falava de polêmicas travadas aqui no Ceará entre o Clero e um obstinado
propagandista do Espiritismo, chamado Vianna de Carvalho. E nós achamos
curiosas essas polêmicas e resolvemos investigar e passamos a admirar
profundamente a vida de Viana de Carvalho que é um personagem, lamentavelmente,
desconhecido da família espírita alencarina e que foi, mesmo não tendo sido o
pioneiro, o grande impulsionador do Espiritismo no Ceará no primeiro decênio do
século passado e a partir deste trabalho de investigação, por sugestão do nosso
saudoso confrade, Benvindo da Costa Melo, então presidente da Federação
Espírita do Estado do Ceará, nós organizamos algumas das polêmicas que eram
escritas no jornal “A República” e no jornal “Unitário”, do Vianna de Carvalho,
fizemos a atualização ortográfica, juntamente com o confrade e amigo Francisco
Cajazeiras, e publicamos por ocasião da realização do 1º Congresso
Internacional de Espiritismo, em Brasília. A 1ª obra foi publicada pela
Federação Espírita do Estado do Ceará, que demos o título de “Palavras de
Vianna de Carvalho”, que era uma coletânea desses artigos, dessas polêmicas que
Vianna travava contra o Clero, e a partida daí nós continuamos as nossas
pesquisas sempre focando a atenção nos primeiros passos do movimento Espírita
no estado do Ceará. E o que nós constatamos foi que infelizmente,
lamentavelmente, não houve nenhum historiador, no transcurso de 108 anos de
história do Espiritismo no Ceará, que se dispusesse a fazer um trabalho
semelhante, e nem houve por parte dos nossos confrades do passado uma preocupação,
talvez porque não tivessem essa percepção, da necessidade da preservação dos
documentos, o cuidado de deixar esses registros, para que no futuro, historiadores
pudessem fazer um estudo mais aprofundado e recuperar, resgatar com mais
segurança, a história do Espiritismo no Ceará. Que como sempre gostamos de
dizer, o nosso trabalho é muito mais de arqueólogo, do que de historiador
porque o que nós fazemos é vasculhar sob a poeira do tempo alguns registros, os
rastros, os passos daqueles, que numa época de forte preconceito contra a
doutrina dos espíritos, entregaram-se a verdadeiros holocaustos morais para que
a mensagem espírita pudesse lograr alcançar os nossos corações.
TE – Do seu início até os dias de hoje, como você
avalia a evolução do Espiritismo no Ceará?
LK –
Diferentemente de outros estados, o movimento espírita na terra de Bezerra de
Menezes, Vianna de Carvalho, Peixotinho, Júlio Abreu Filho, do comandante João
Torres, vem caminhando a passos lentos, isso nós somos obrigados a dizer,
infelizmente devido a dissensões que ocorreram no nosso movimento, lamentavelmente
em muitos estados do Brasil, de forma mais acentuada a partir da década de 30,
continuando até mais recentemente, todavia para alegria nossa, nós temos
noticia que no último censo realizado no ano 2000, constatou-se que ao lado do
Amazonas, o Ceará foi o estado onde o movimento espírita mais cresceu em termos
de números, em termos de quantidade, em adeptos, que é algo muito auspicioso
para nós. Então com certeza, nós estamos vivendo uma fase áurea, uma fase nova
na história do Espiritismo em nosso estado e acredito, com sinceridade, que a
partir deste início de século, de milênio, o Espiritismo no Ceará, agora sim,
de forma efetiva, vai fazer um trabalho de forma mais intensificada.
TE – Você vai ser um dos palestrantes do Congresso
Espírita e vai falar sobre reencarnação. Você acha que as pessoas já têm uma
compreensão adequada do que é a reencarnação e da sua importância?
LK – Não
que tenham, até porque muitos desconhecem a Doutrina dos espíritos, mas a
reencarnação, entre as idéias referentes à destinação da alma é uma crença, que
eu diria, quase que universalmente aceita. Mesmo pessoas de outros credos,
católicos, protestantes, da tradição da teologia cristã, apesar de nos seus cânones,
nos seus dogmas não aceitarem a reencarnação, eles intimamente, nas suas
reflexões particulares, com certeza acreditam na reencarnação, nós temos vários
amigos que são católicos, inclusive um muito próximo, irmão do coração, que é
um sacerdote da Igreja Católica, que fala da convicção, da certeza que eles tem
a respeito da reencarnação. Evidente que nem todos têm a compreensão da
reencarnação que a doutrina dos espíritos passa, isso somente com estudo,, através
da leitura das obras básicas, particularmente do livro dos Espíritos, é que nós
vamos ter uma visão mais didática a respeito da reencarnação.
TE – Como é esta ação pacificadora proporcionada pela
reencarnação?
LK - Nós
podemos observar isto exatamente a partir do diálogo de Nicodemos com Jesus. O Doutor
Nicodemos, apesar de fariseu, era um homem sábio, humilde, de mente arejada,
porque observando os prodígios que Jesus realizara, via no Cristo um ser diferente.
Então ele vai ter com Jesus, na calada da noite, e talvez como todos nós nos
dias de hoje, vivendo seus momentos de inquietação íntima, as suas tensões
interiores, ele busca em Jesus uma orientação a respeito do que ele poderia
fazer para lograr alcançar o reino dos céus, está no Evangelho de João, no seu
capítulo três, numa passagem que todos nós espíritas conhecemos, onde Jesus
fala que é necessário que nós nasçamos de novo para conquistarmos o reino dos
céus, conforme o próprio Jesus assevera, é interior, é intrínseco à criatura
humana, e essa conquista do reino dos céus interior, que é esse estado de paz,
de harmonia, de felicidade plena que todos nós buscamos nesse mundo de provas e
expiações é algo que nós não conseguimos conquistar da noite para o dia, uma
única existência seria insuficiente para tanto, então no decorrer das idades,
dos séculos, do processo evolucionário da criatura humana, nós, com certeza, na
medida que formos trabalhando, vencendo as nossas más tendências, as nossas
imperfeições, aos poucos ficaremos em paz com a nossa própria consciência e o
reino dos céus se implantará na intimidade dos nossos corações e concomitantemente
se exteriorizará, até porque, entendemos o reino dos céus também como este
estado de paz pelo qual a Terra irá passar, irá chegar no futuro conforme Jesus
asseverava no seu diálogo com Pilatos na hora do seu julgamento, que o reino
dos céus, o reino de Deus, ainda não era daqui, dando-nos esta certeza, de que
pelo menos no futuro, o reino de paz, de amor, de justiça se estabeleceria na
Terra. E o reino dos céus, na perspectiva material, terrestre, será inexoravelmente
uma conseqüência da nossa transformação interior, ou seja, da implantação, em
primeiro lugar, do reino dos céus em nossos corações.
TE – Muitas pessoas atualmente, em função das
guerras, da violência, afirma que o mundo está piorando. Na sua visão, o mundo
está melhorando ou não?
LK – É uma
questão de visão equivocada ou periférica ou superficial até porque, como
historiador, nós podemos afirmar com certeza, apesar dos pesares, das dificuldades
que a humanidade e todos nós passamos nos dias de hoje, que com certeza é muito
melhor viver no planeta Terra no limiar do terceiro milênio, deste início de
século, do que você viver na Terra da idade média, ou há dois mil anos atrás.
Na idade média, após um dia exaustivo de trabalho, você estava no seu lar com a
sua família e você corria o risco de, repentinamente, ter a sua casa invadida
por bárbaros, por salteadores que derrubavam a porta da sua casa, massacravam
você e a sua família e não havia a quem você apelar. Claro, alguém poderia objetar
que as nossas leis hoje são falhas, a violência campeia em todos os quadrantes
da Terra, isso é uma realidade, mas apesar da violência hoje ser muito evidente,
até por conta da mídia, que explora muito isso de forma sensacionalista, nunca
houve, na história da humanidade, tanta manifestação contra a violência como
nos nossos dias. E só para lembrar também há 20 séculos atrás, após a passagem
de Jesus entre nós, quando da expansão do cristianismo, no primeiro século da
era cristã, os cristãos foram submetidos as mais terríveis torturas nas arenas,
nos circos romanos, e as pessoas que ali se aglomeravam, deliravam e aplaudiam,
enlouquecidas, aqueles espetáculos de carnificina em que os cristãos eram
jogados as feras, aos leões, tigres e eram devorados por estas criaturas que
ficavam de duas a três semanas sem se alimentarem, muitas vezes, se formos
fazer uma análise, muito mais sensíveis do que algumas daquelas pessoas
inconscientes que estavam ali aplaudindo das arquibancadas. Vejam que hoje nós
nos reunimos em arenas não mais para presenciar espetáculos desta extirpe, mas
para aplaudirmos ou torcermos pelos nossos times de futebol, onze contra onze, o
que é bem diferente, é um sinal de progresso. Se me perguntarem se eu prefiro
viver hoje ou há vinte séculos atrás, ou na idade média, sem titubear, apesar
dos pesares, é muito melhor viver nos dias de hoje.
TE – Vamos ter neste VIII CONECE a participação, pela
primeira vez, de um pastor protestante. Qual a importância desta participação
do pastor Nehemias Marien?
LK – Primeiro
porque o congresso abre um espaço, um espaço ecumênico, em razão do tema que
enfoca a questão da paz, então é muito oportuna a vinda do pastor Nehemias
Marien, da igreja Presbiteriana Bethesda do Rio de Janeiro. E é uma figura por
quem, particularmente, temos um carinho, uma admiração muito grande já de algum
tempo em face do trabalho que ele vem realizando, sempre buscando o diálogo com
pessoas de outras religiões, e diferentemente de outros pastores que quando se
dispõem a fazer um trabalho ecumênico, mas é um ecumenismo muito estreito, que
é mais entre as religiões que eles rotulam de cristãs, e normalmente, por uma
questão de preconceito, de ignorância, de desconhecimento do quem vem a ser o
espiritismo, deixam o espiritismo de fora, e ele não. Ele tem uma percepção
diferente, tem feito palestras em outros congressos espíritas, ele já esteve me
São Paulo, em Goiás, mais recentemente no FORESPE de Pernambuco, e é uma pessoa
que agrada muito mais pela sinceridade dos seus propósitos, pelo que ele
exterioriza através do seu verbo eivado de sentimentos, do que propriamente
pelo conteúdo. Obviamente que ele não vai fazer uma palestra, como alguns podem
imaginar, espírita. Ele vai se posicionar e mostrar a sua visão a respeito do
espiritismo e isso ela já deixou divulgado em várias entrevistas que concedeu,
onde ele ressalta o espiritismo como a mais caudalosa vertente do cristianismo na
atualidade, e fala também, sempre com muito carinho, dessa figura ímpar da
história do cristianismo do nosso planeta que é Francisco Cândido Xavier, o
nosso Chico Xavier, com quem ele teve oportunidade de se reunir algumas vezes e
conforme ele nos diz, fizeram juntos, uma prece, de forma mais intensa, pela
paz mundial. Então é uma figura que merece o nosso maior carinho, além,
obviamente, da gratidão por ele ter aceito o convite da Federação Espírita do Estado
do Ceará para participar juntamente conosco deste banquete espiritual.
TE – Falando em Chico Xavier, como você vê, o futuro
do espiritismo no Brasil, sem aquele que foi o maior ícone do movimento
espírita nacional?
LK – Não
existem pessoas insubstituíveis, isso o próprio Chico colocava constantemente
quando perguntado a esse respeito. A Providência Divina é formidável e com
certeza aparecerão outros missionários porque conforme o próprio Espírito da
Verdade asseverou para Allan Kardec, se kardec por acaso sucumbisse na sua
missão, a Espiritualidade se encarregaria de enviar um outro missionário para
que a doutrina dos espíritos surgisse naquele contexto difícil da história da
humanidade. Então Chico Xavier, com certeza, teve um papel preponderante na
disseminação da doutrina dos espíritos, eu costumo até dizer que se Kardec foi
o codificador da Doutrina Espírita, Chico Xavier foi o consolidador do
espiritismo, porque o espiritismo depois de Chico Xavier, particularmente no
Brasil, é outro. A doutrina dos espíritos foi mais amplamente divulgada a
partir dos anos 50 graças a esse trabalho psicográfico admirável, inigualável
que Chico Xavier com muita probidade, com muito amor desempenhou ao longo de 92
anos de existência, levando em conta que a Espiritualidade o assiste desde o
momento em que ele nasceu. Então com certeza nesse século que está se iniciando
agora nos vamos ter outros missionários, dependendo da necessidade do nosso
movimento. O que nos temos que estar, entretanto, atentos é em relação aos
cuidados que deveremos ter quanto ao surgimento de determinadas pessoas, que
por vezes, com revelações bombásticas, como sempre aconteceu ao longo da
história do espiritismo, falam em nome da doutrina dos espíritos. Chico Xavier
tinha aliado a ele a sua prática quotidiana, então era um espírita que vivia o
que pregava e pregava o que vivia, diferentemente, talvez, de grande parte dos
espíritas, por que não dizer de nós, que às vezes falamos em nome do movimento
espírita.
TE – As religiões sempre tiveram importância na
história da humanidade e observamos agora um movimento de busca, por parte das
pessoas, de uma aproximação com o divino. Como você avalia o futuro da relação
entre as pessoas e as religiões?
LK – Todos
nós, de uma forma geral, nessa fase de início de século temos uma sede muito
grande de paz, de harmonia íntima, é o que todos nós buscamos quando procuramos
um templo religioso, qualquer que seja a denominação, nós sabemos os caminhos
que nos levam a buscar uma religião, normalmente no nosso mundo é o caminho da
dor e do sofrimento, mas também a opção lúcida, consciente do amor ou do
esclarecimento, no caso em particular que a Doutrina dos Espíritos nos oferece.
Então, os princípios espíritas são universais, não são patrimônio do
espiritismo e há uma tendência, isso é visível, nós observamos, das pessoas aceitarem
os princípios Espíritas. Nós não diremos que o espiritismo será a religião do
futuro, mas o espiritismo será o futuro das religiões, o que é bem diferente,
ou seja, as idéias espíritas como a reencarnação, a comunicabilidade com os
espíritos que comprova, de forma inquestionável, a transcendência do ser e a
imortalidade da alma, com certeza farão parte dos princípios das demais
religiões no futuro, à medida que o homem, pela exigência do próprio momento,
faz uma análise mais racional da vida. Os mesmos questionamentos que os gregos
faziam lá no passado, na velha Grécia, “quem somos nós”, “de onde viemos?”,
“para onde vamos?”, o homem contemporâneo, por incrível que pareça, apesar de
todas as conquistas da ciência, ainda repete essas mesmas questões, parecendo
ainda não ter encontrado respostas plausíveis para os enigmas que intimamente o
afligem.
TE – Qual o caminho para se conquistar a paz?
LK – Com
certeza é o caminho do amor, é o caminho da vivência quotidiana do bem, porque
conforme asseveram os amigos espirituais a Allan Kardec, a lei de Deus se
encontra grafada, escrita não em papeis, mas na nossa própria consciência,
então a única forma que nós temos de, efetivamente, conquistarmos a paz
interior é ficarmos, primeiramente, em paz conosco mesmo, com a nossa própria
consciência e não há nenhum caminho, nenhuma fórmula mágica, nenhum roteiro que
possa ser indicado que nós logremos alcançar essa paz interior que não seja
através do trabalho demorado, nesse esforço que nós deveremos empreender para
domar as nossas más tendências, as nossas imperfeições. E na medida em que nos
transformamos interiormente, ficando em paz com a nossa própria consciência,
nós passamos ter a percepção de que é necessário compartilharmos essas
conquistas, essa paz com o nosso semelhante. Allan kardec, com muita propriedade,
em o Evangelho Segundo o Espiritismo, coloca que o grande escopo, que o grande
objetivo do espiritismo não é o de nos comprovar a imortalidade da alma, de nos
dar a certeza da reencarnação, de que existe vida fora do planeta Terra, não,
mas o grande objetivo da Doutrina dos Espíritos é estimular cada um dos seus
profitentes, cada um daqueles que a abraçam a transformação interior. E na
medida que nos conscientizamos disso e também exercitamos na prática quotidiana
do amor, que é caridade, o lema máximo da Doutrina dos Espíritos, nós vamos aos
poucos conquistando essa paz para que assim também possamos fazer desse mundo,
um mundo melhor.
TE – Qual seria sua mensagem final aos leitores?
LK – A
Doutrina dos Espíritos representa um repositório de luzes e de bênçãos. E nessa
época de tanta inquietação íntima, de tantas angustias, de tanta depressão,
aliás, palavra da moda, a Doutrina dos Espíritos representa para aqueles que a
buscam com sinceridade, um antídoto contra a depressão, contra esses males da
vida contemporânea, porque nos enseja uma reflexão mais detida em torno da
própria mágica da vida, concitando-nos sempre a essa percepção de que, em nos
transformando, em nos compreendendo, em nos amando, nós por extensão estaremos,
pequena que seja, dando a nossa cota de contribuição para fazer desse mundo um
mundo melhor.
TE – Obrigado.
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