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Júlio Sampietro

"Na essência, cada dia é a preparação de nosso próprio
amanhã."- Carlos Augusto - Espírito.
De vez em quando perguntamo-nos: O
que é o Destino? Ele existe ? Quem é ele, que exerce tanta influência em nossa
vida ? A resposta, por vezes, toma roteiros que não trazem senão, o eco de
nossos gritos que se desprendem na imensidão das dúvidas. Procuramos
descobrir e rebuscar no retrocesso da vida particular de cada um - como num
espelho mágico - reviver cada imagem colorida ou destorcida como se fora
panorama vivo da alma em bons ou maus comportamentos da existência. Vagando
e divagando por esses caminhos dantes palmilhados, também, quase sempre, não
encontramos respostas. Dialogamos com o nosso "eu", transcendendo além da
matéria e galgando o espaço incomensurável da vida imaterial, sempre projetada e
dirigida por Deus, delineamos novas auroras e chegamos a uma conclusão: "O
futuro nos reserva uma vivência melhor que a de hoje e só nos resta atingi-lo e
nele se comprazer." Porém, nem bem chegamos à metade do caminho sentimos o peso
das conseqüências, dos meios de alcançá-los e, arcados, sentamos exaustos na
primeira grande curva da jornada. Coloquemos uma pausa nas dúvidas e
incertezas neste momento. Meditemos juntos, como se a comungar unidos o mesmo
raciocínio e, assim solidários, expressemos nossa manifestação que julgamos tão
pura no seio de um mundo que tanto necessita das nossas decisões.
Necessariamente o Destino existe, não duvidamos, pois sentimos suas
conseqüências e sua tara. Suas dimensões são profundas; sua genealogia definida
com a corporização exata do seu nascimento. Ele tem alturas inatingíveis,
extensões quilométricas, profundezas infinitas, larguras indivisíveis, enfim, é
procedente de cada um que o fez, tal como o edifício erguido com a arquitetura
de quem projetou. Em algumas filosofias reza a mesma solução da existência
da ação e reação, onde todo efeito tem uma causa. Atiremos uma bolinha de
borracha numa parede: O efeito retroativo tem conseqüências violentas, pois
fatalmente ela retorna às nossas mãos com maior dificuldade de quando a
atiramos. A solução dos problemas, entretanto, está dentro de cada um de
nós. Se não pudermos resolvê-los, não desacreditemos do Destino, porque ele é a
imagem traduzida do que fomos num passado de experiências boas ou más.
Sempre que a dúvida morar em nosso ser, tenhamos como solução da mesma, uma
resposta à qual depende tão somente do nosso próprio esforço. Todo dia é um
novo dia para modificarmos o nosso Destino!
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