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Aluney Elferr
Albuquerque Silva

Tempo não há, pois a Mediunidade é trabalho para muitas
reencarnações na existência do espírito, em verdade esta faculdade em suas mais
variadas ramificações, esta presentes em todos os homens, todavia no sentido
restrito da palavra é após o desabrochar na existência atual que o trabalho se
efetiva com mais intensidade e a partir daí não deve mais parar ou estacionar,
sob a possibilidade de um recomeço, muito mais árduo e penoso.
Sabemos que a faculdade estando presente em nós deve eclodir-se
sozinha, mas isso não quer dizer que não possamos trabalhar no campo de
modelação de nosso espírito, através das atividades evangelizadoras, na doação
fraternal de atendimento à irmãos necessitados.
Identificados pelo sensitivo os sintomas que lhe caracterizam a
faculdade mediúnica, a ele cumpre o dever de educá-la. Somente o sensitivo é
capaz de qualificar-se nessa condição, nenhum sinal externo pode chamar a
atenção do observador, a fim de apontar as pessoas que sejam possuidoras de
mediunidade.
Mesmo sabendo que a mediunidade é uma faculdade originária no
espírito, e que se exterioriza através do organismo físico, não apresenta
síndromes externas, e, mesmo quando algumas destas possam tipificar-lhe a
presença, tal conclusão jamais poderá ser infalível.
A mediunidade, propiciando a interferência dos desencarnados na
vida humana, a princípio gera estados particulares na área da emotividade como
estados fisiológicos. Porque mais facilmente se registram a presença e o
envolvimento de seres negativos ou perniciosos, a irradiação das suas energias
produz esses estados anômalos, desagradáveis, que podem ser confundidos com
problemas patológicos outros. Porém o sensitivo é constantemente chamado para a
observação dessas manifestações consigo mesmo, por surgirem em momentos menos
próprios ou aparentemente sem causas desencadeadoras. O orientador espírita
deve ser capaz de convencê-lo que o exercício correto da mediunidade nenhum
perigo oferece a quem quer que seja.
Se observarmos em O Livro "O Consolador por Emmanuel, através
de Chico Xavier, nas perguntas 387 / 388 poderemos verificar a grande
importância que devemos dar a esses mecanismos de elevação que a Natureza nos
concede:
387 - Qual a maior necessidade do médium?
- A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo
antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de ouro modo poderá
esbarrar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.
388 - Nos trabalhos mediúnicos temos de considerar, igualmente, os
imperativos da especialização?
- O homem do mundo, no círculo de obrigações que lhe competem
na vida, deverá sair da generalidade para produzir o útil e o agradável, na
esfera de suas possibilidades individuais. Em mediunidade, devemos submeter-nos
aos mesmos princípios. A especialização na tarefa mediúnica é mais que
necessária e somente de sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra
de vulgarização da verdade a realizar. (resposta não está em sua totalidade)
Observando bem estas orientações de Emmanuel, vamos ver que o
empenho é necessário para o engrandecimento da faculdade, e esse empenho é
contínuo na escalada a desempenhar.
Mas, ainda assim, poderíamos nos perguntar, o que é educação ou
desenvolvimento da mediunidade?
Responderíamos. É o conjunto de ações educativas direcionadas para
o exercício correto da mediunidade educação essa, que não se prende as quatro
paredes do templo espírita, mas, vai além no envolvimento das orientações
basilares do Mestre - Orai e vigiai, no que concerne as nossas
imperfeições como também nossas ações ainda perniciosas. E vai e não peques
mais, para que não te suceda coisa ainda pior - no que concerne a mudança
de estrutura mental, vibracional e de ação no bem. Pois, o Mestre, não somente
diz que deixemos de praticar o mal, mas que pratiquemos acima de tudo o BEM.
Principalmente modificando a condição interpretada por nós do
grande Amor-terapia legado por Jesus para todos nós: Não fazer ao próximo
aquilo que não queremos para nós, modificando a estrutura negativista desta
frase para: Faça ao próximo aquilo que queres para ti mesmo. Identificamos
nossa verdadeira missão como cristãos em qualquer tarefa, transformando essas
tarefas desde as mais simplórias em tarefas redentoras pela ação do Amor.
A educação da mediunidade, é um trabalho para toda a vida. Começa
antes da reencarnação, continua nela e prossegue no além túmulo.
Há uma grande necessidade de amparo ao candidato ao mediunismo, na
presença de problemas psíquicos, emocionais e físicos, recebendo na casa
espírita orientações de cunho doutrinárias. É necessário que primeiro ocorra
uma harmonização espiritual, antes da entrega do neófito ao exercício
mediúnico.
Sendo importante que seja levado ao conhecimento do médium
principiante que, na fase inicial, é natural o surgimento de um clima
psicológico inconstante, de altos e baixos, isto é compreensível, haja vista a
mediunidade propiciar em um envolvimento mais próximo a interferência dos
desencarnados na vida humana, e que geralmente são seres envolvidos com o mal
ou com atos perniciosos, transmitindo assim, a irradiação das suas energias
produzindo sensações anômalas, desagradáveis, que perfeitamente podem ser
confundidas com problemas patológicos outros e que devem ser bem esclarecido ao
irmão que se propõe para a nova tarefa.
A condição do estudo é de muita importância para uma educação
segura e embasada no que se diz respeito a faculdade.
Médium é o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos
espíritos, para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens. (Erasto
em O Livro dos Médiuns, Cap. XXII, item 236).
O Médium precisa estudar?
O médium tem como condição primordial o estudo, na busca da
compreensão da sua faculdade e do conhecimento da natureza dos espíritos que utilizam
sua faculdade mediúnica para um contato mais próximo com os encarnados.
Trazendo ao próprio médium uma condição mais segura de trabalho, pois,
consciente e entendedor de sua faculdade trabalhará colaborando ainda mais com
os técnicos espirituais responsáveis pela atividade mediúnica que freqüenta. E
através da segurança que começa pelo estudo alcança, sintoniza de uma melhor
maneira com os mentores, como também poderá envolver os comunicantes para que
se portem ordenadamente e não como muitos que chegam transformando as reuniões
em perfeitas rebolias.
Neste estudo profundo que deverá o médium proceder em sua
caminhada, defrontará com a necessidade de auto-conhecer-se, cumprindo-lhe ao
mesmo tempo, conhecer as qualidades que deve procurar desenvolver em si e os
hábitos viciosos e os obstáculos que a podem embaraçar no desempenho da sua
tarefa. Pois, para uma auto-realização é necessário permanente exame de
consciência, a fim de conhecer-se sempre, a todo momento, o estado da própria
alma.
A mediunidade é sem dúvidas, poderoso instrumento que pode
converter-se em lamentável fator de perturbação, tendo em vista o nível
espiritual e moral daquele que se encontra investido de tal recurso, ele não é
uma faculdade portadora de requisitos morais. A moralização do médium liberta-o
das influências dos espíritos inferiores e perversos, que se sentem,
impossibilitados de maior predomínio.
Cada dia, o medianeiro defrontará com sensações novas e viverá
emoções que lhe cabem verificar, de modo que possa treinar o controle pessoal,
estabelecendo uma linha dermacatória entre a sua e as personalidades que o
utilizam psiquicamente, até mesmo, auxiliando-os nas comunicações.
A compreensão das Leis dos Fluidos, isto é, a identificação
fluídica entre o médium e o espírito, constitui fator de altíssima importância
para uma comunicação harmônica, pois que, se são contrários, se esta relação
fluídica se repele, com deveras dificuldades poderá se processar a comunicação
mediúnica, sobre isso também o médium deverá estar ciente.
Enfim, a educação mediúnica é para todo a existência, pois, à
medida que o medianeiro se torna mais hábil e aprimorado, melhores requisitos
são colocados para a realização do ministério abraçado.
Buscando novamente o grande manancial de informações que é O Livro
dos Médiuns, na Parte 2º- Cap XVII, Item 221 – Formação dos Médiuns,
verificamos:
“O escolho da maioria dos médiuns iniciantes é Ter relações com
espíritos inferiores, e devem se considerar felizes quando não o sejam senão
espíritos levianos. Toda a sua atenção deve tender a não lhes deixar tomar pé,
porque uma vez ancorados não é sempre fácil desembaraçar-se deles. É um ponto
tão capital, sobretudo no início, que sem as preocupações necessárias, pode-se
perder o fruto das mais belas faculdades”.
O empenho do médium em se moralizar, na verdade, deverá fazer
parte do processo de sua auto-educação, sintonizando profundamente com as
palavras do Cristo – “Conhecereis a verdade e ela vos Libertará”.
Por isso, a meta prioritária é a criatura conhecer-se a si mesma,
é preciso permanente exame de consciência, com o fim de conhecer-se sempre em
todos os atos praticados por nós, deste modo nos conhecendo um pouco mais,
poderemos com uma maior facilidade nos dedicarmos sem medos ao exercício. O
estudo que visam a identidade dos espíritos falam bem alto no processo de
educação do médium.
O Trabalho no Bem e o Médium
Nenhuma teoria concretiza-se bem, sem o exercício, sem o trabalho,
vejamos e seguindo a orientação dos espíritos que auxiliaram Kardec na
Codificação, em O Livro do Espíritos, perg 625, quando se referiam ao melhor
Modelo que a Terra já conheceu e a resposta foi Jesus, seguindo este grandioso
modelo para todos nós, verificaremos que seus ensinamentos não ficaram sem o
aval de sua exemplificação traçando assim, base para suas orientações que nos
norteiam até os nossos dias.
Mente vazia, pensamentos infelizes à vista, nos é necessário o
trabalho ativo e o preenchimento de nossa mente com coisas edificantes, assim,
é imprescindível enriquecer nosso pensamento, incorporando-lhe os tesouros
morais e culturais, os únicos que nos possibilitaram direcionar a luz que é
jorrada do mais alto para nós.
Em toda a parte existe a cooperação espiritual para com o mundo
material. Onde há pensamento, há correntes mentais e onde há correntes mentais
existe associações. E toda associação, como sabemos é interdependência e
influenciação recíproca. Daí verificamos a necessidade de vida nobre, de
trabalho ativo compreensão fraterna, serviço ao semelhante, respeito á Natureza
e oração constituem alguns meios de assimilar os princípios superiores da vida,
porque recebemos sempre em referencia ao que damos. E tratando de mudar o ritmo
vibracional de nossos pensamentos e em seguida de nossos atos, seguramente
também sintonizaremos com uma maior facilidade com os benfeitores que visam o
engrandecimento humano.
Voltando a pergunta do Livro O Consolador de Emmanuel, 387 – “Qual
a maior necessidade do médium? Resposta não está em sua totalidade.
A primeira necessidade do médium é
evangelizar-se
Cabe-nos perguntar para nós mesmos, o que significa, o termo evangelizar-se.
O Médium e suas relações com o mundo
Espiritual
Nos diz André Luiz, em seu livro Missionários da Luz, que “ é
imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer a
qualidade de nosso trabalho e de ajuizar nossa direção”.
A mediunidade é neutra e não basta por si só.
E é ainda André Luiz, que nos orienta com bastante clareza no seu
livro Nos Domínios da Mediunidade - “Cada médium com a sua mente, cada mente
com seus raios, personalizando observações e interpretações, e conforme os
raios que arremessamos, erguer-se-ão o domicílio espiritual na onda de
pensamentos a que nossas almas se afeiçoam”.
Essa energia viva que é o pensamento, cria em torno de nós forças
sutis, criando centros magnéticos ou ondas vibratórias, com as quais emitimos
nossas situações e recebemos outras. Abriremos comunicação e envolvimento com
núcleos e mentes com os quais nos colocamos através de nossos pensamentos, em
sintonia.
Em Evolução em Dois Mundos, André Luiz, pág 129 -
" A aura é, portanto a nossa plataforma onipresente em toda comunicação
com as rotas alheias, antecâmara do espírito, em todas as nossas atividades de
intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e
examinados pelas inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos
afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que
caminham em posição inferior à nossa.
Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de
nós mesmos, nos contatos de pensamentos a pensamentos, sem necessidade das
palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais".
Esclarece ainda, no mesmo livro - " É por essa couraça
vibratória, espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o
seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra,
considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para
corresponder-se com os homens liberados do corpo físico".
Poderemos verificar acima que, refletimos o que sentimos e
pensamos em nós mesmos e é essa aura que nos apresenta como verdadeiramente
somos. Principalmente refortificando um ditado - a raiva é um veneno que
tomamos e esperamos que outros morram, ou seja, esta mesma raiva ficará
impregnada em nós transparecendo aquilo que sentimos e afetando principalmente
o nosso próprio tônus vibratório.
Plasmamos em torno de nós através da força do pensamento nestas
zonas vibratórias que nos constituem, nosso EU verdadeiro, e assim,
somos conhecidos por todos no mundo espiritual, nos ligando ao bem ou a
ignorância.
Envolvemo-nos em uma onda vibratória que modifica nosso tônus de
vibração, ligando-nos imediatamente àqueles que conosco comungam os mesmos
pensamentos e atos, e quando dormimos temporariamente nos distanciamos de nossa
aparelhagem física, indo Ter com os mesmos com os quais nos ligamos
mentalmente, ai nos vem os sonhos temerosos e “pesados”, principalmente no que
concerne ao sexo, brigas, mortes, e etc. Passamos os dias direcionando energias
em prazeres propriamente ditos ou intencionando fortemente tais prazeres,
criando-os assim, fluidicamente manifestando nossas intenções no mundo
espiritual.
Conclamamos nossos irmãos leitores que revisem o Livro A Gênese,
Cap XIV – Os Fluidos – item 13 – Criação Fluídica, para numa análise mais
profunda verificarem a importância de nossos pensamentos nestas criações
emanadas de nós mesmos.
Lembremos sempre, praticando tanto o bem como o mal, estaremos
sempre respirando na mesma faixa, intimamente associadas, mentes ligadas com o
bem ou com as trevas.
O Médium e a não profissionalização
de sua faculdade
Conforme já sabemos, o espiritismo não é o “dono” da mediunidade,
esta é inerente ao espírito e projetada ao corpo físico, como uma faculdade
orgânica. Encontra-se em quase todos os indivíduos, como um meio imensurável de
progresso.
Observando algumas palavras de André Luiz, psicografadas por Chico
Xavier, poderemos compreender uma poderosa observação efetuada por este nosso
irmão: “Deus ajuda a criatura através das criaturas”, e completamos,
desencarnadas ou encarnadas, ou seja, vamos verificar que o intercâmbio estará
presente em todas as etapas da natureza e em várias e diferentes condições
vibracionais.
Haja vista, entre os espíritos já desencarnados médiuns também os
há, que exercem fraternalmente o labor, facultando que entidades do mais alto,
das esferas mais Elevadas possam também trazer palavras de consolo, orientação
para àquelas que se encontram na retaguarda da evolução, ainda que o meio mais
difundido seja o intercâmbio entre encarnados com os desencarnados.
Sem dúvidas, ainda que sabendo da ferramentaria disponível em suas
mãos o médium transforma a mediunidade em poderoso instrumento de lamentáveis
fatores de perturbação, tendo em vista o nível espiritual e moral daquele que
se encontra investido de tal recurso. Não é uma faculdade portadora de
requisitos morais, todavia a moralização do medianeiro fomenta sua liberação
das influências dos espíritos inferiores e perversos, que se sentem,
impossibilitados de causarem maior predomínio por faltarem os vínculos para a
necessária sintonia.
A mediunidade não poderá ser utilizada como uma profissão naquele
que já encontra-se revestido com ela, pois como processo de crescimento e purificação
do próprio ser em caminhada estagiária no plano em que vive, deve ela sempre
ser precedida do amor, da sintonia, buscando acima de tudo galgar mais
profundos resultados. Vemos a medicina ser utilizada por médicos que visam
simplesmente o ganho, todavia, dia chegará em que os médicos utilizaram esta
faculdade para o bem maior, travando assim o aparecimento de uma medicina
vibracional bem mais profunda e comprometida com a causa humana, conseguindo
enfim, mais envolvida com o amor tratar do ser como um todo e não simplesmente
corpo.
A mediunidade deve ser canalizada para fins nobres, evitando-se
transformá-la em motivo de profissionalização ou espetáculos que buscam gerar
emoções passageiras.
Independente da vontade de seu possuidor, funciona quando acionada
pelos espíritos que a manipulam, sendo, portanto, credora de assistência moral.
O Livro dos Médiuns, nos orienta que mesmo que tentemos e não
consigamos revelar nossa mediunidade de modo algum, devemos renunciar a ser
médium. Mas esta referência se dirige a mediunidade em seu sentido restrito, ou
seja, os efeitos físicos, psicografia, psicofonia.
Sabemos também que todos somos médiuns, pois todos sofremos
influências dos espíritos e na seara do Cristo há muitas mediunidades, ainda
que não sejam ostensivas, não são menos importantes.
Se não temos, pelo menos por enquanto, em nosso quadro de tarefas
a mediunidade ostensiva, sejamos então médiuns do bem, das palavras de carinho,
do consolo, da ajuda, do bom conselho, da caridade, pois mesmo ai, estaremos
sendo envolvidos por aqueles do lado invisível que também trabalham para o
engrandecimento da humanidade e o consolo dos corações aflitos.
Essa desistência a qual O Livro dos Médiuns se refere, é a
desistência da prática mediúnica em si, mas não a desistência dos trabalho na
seara do Pai, pois Ele nunca esquece de seus filhos, aqueles que não conseguem
ver, poderão ouvir, aqueles que não conseguem psicografar, poderão ser
oradores, enfim, outros sentidos nos serão emprestados para que nós possamos suprir
nossas necessidades na evolução de nossos espíritos.
Quantos cursos ministrados nos Centros Espíritas, de onde, após
sempre uma fase teórica de geralmente 06 meses a um ano, o aprendiz se
encaminha com sintomas de mediunidade ou não para uma mesa mediúnica.
Deste ponto em diante, quando o aprendiz se exercita através da
teoria e da prática, em contato mais direto e definido com a os espíritos, é
que alguns conhecedores do assunto e nós também, consideramos curso de educação
da Mediunidade, pois a palavra desenvolvimento está por nosso modo de ver mal
empregada. Ocorre que em muitos Centros Espíritas, esse curso não tem duração
definida, permanecendo o aprendiz, em insistência cansativa, sempre a ocupar o
lugar de outro mais necessitado, e os anos se passam sem que sua mediunidade se
aflore e apresente características ostensivas.
Aí, poderá vir a alegação de que ele é um trabalhador da Casa e
não pode deixar a mesa para dar lugar a um outro ou até mesmo porque pode
melindrar-se.
Nestes quadros vistos acima, nos orienta a Doutrina Espírita, que
devemos ocupar este irmão, em outros pontos de trabalho do Centro Espírita,
como por exemplo:
Passe
Visita fraterna
Acolhida à irmãos que vêem a Casa Espírita
Evangelização (Infantil, Mocidade, Adulta)
Doutrinação
Apoio nas reuniões mediúnicas.
Atendimentos fraternos na Casa
De fato, não faltam lugar para aqueles que querem realmente
servir.
Então, se por acaso esta faculdade que nos impulsiona para a
felicidade, não se aguçar, nas mais freqüentes que conhecemos: psicofônia e
Psicografia, psicopictoriografia, tenhamos a certeza de que na Casa Espírita,
há sempre lugar para médiuns- doutrinadores, evangelizadores, passistas,
acolhedores, oradores, auxiliares, enfim, todos os trabalhadores e filhos de
Deus.
Sempre há lugar para se praticar a fraternidade, humildade,
caridade, comecemos por entender que o menor trabalho que nos for proporcionado
é um trabalho importante na ajuda da construção de uma humanidade melhor e
renovada.
Se estamos falando de trabalho de melhoramento moral,
engrandecimento do espírito, este deve ser um trabalho que deverá durar
realmente muitas e muitas encarnações, no reparo constante de nossos defeitos,
faltas. Comparemos um profissional que investe anos e anos a fio para se formar
num grande profissional e mesmo depois de 5,6,7 anos de estudo e muito trabalho
em preparo à sua formatura, ele se forma. Isso não quer dizer que pára por aí,
pois tudo evoluí e para ele poder acompanhar estas evoluções terá que se
reciclar no estudo constante para poder estar sempre atualizado.
Imaginemos agora no que se diz respeito às Leis morais da vida,
Leis de Deus, evolução do espírito, enfim, a busca da felicidade, a ajuda ao
próximo, concordemos que este deve ser um trabalho-estudo sem tréguas, sem
descanso, rumo a reforma íntima de cada um dos filhos de Deus. No que se diz
respeito ao entendimento sobre o invisível, as leis da natureza, os
acontecimentos, várias experiências reencarnatórias serão necessárias para o
aprimoramento destes conhecimentos, possamos nos dedicar para o melhor
aproveitamento dos desígnios de Deus.
“Um pai não
abandona seu filho porque, surdo e
cego, não pode ouvir nem ver; cerca-o, ao contrário,
de toda a solicitude. O mesmo fazem conosco
os bons Espíritos. Se não podem transmitir-nos
materialmente seus pensamentos, auxiliam-nos
por meio da inspiração”.
Allan Kardec, no Livro dos Médiuns, capítulo XVII questão 218
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