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Aluney Elferr
Albuquerque Silva

Segundo a Organização Mundial de
Saúde, a saúde não é a ausência de doença, mas uma condição de pleno bem
estar físico, mental social e espiritual, no qual se tem acesso ao uso de todas
as potencialidades, mantendo-se aberto ao crescimento e a evolução.
Neste estado podemos sentir em
todos os momentos alegria de estar interagindo com os outros e o prazer de
viver, sentimentos de plenitude e consciência de harmonia com o universo que
nos circunda, e quando falamos em universo, não expressamos somente o universo
planetário, distante de nós, mas as mais singelas expressões naturais que estão
definitivamente vivas ao nosso redor, participando ativamente de nosso habitat
e interagindo conosco, recebendo as nossas vibrações e transmitindo suas
energias, a todo o instante.
O sentido da vida esta
efetivamente em buscarmos viver não em excessos mais em equilíbrio, fazendo o
que queremos, pois que somos livres para agir, mas medindo o poder de nossas
ações e estudando cautelosamente as conseqüências das mesmas. Saber onde acaba
nosso limite e começa o do outro, é um dos principais recursos para se viver em
sociedade e em harmonia, ainda que exista conflitos a serem vencidos e
vivenciados.
As emoções e sentimentos,
especialmente quando não encontram meios de expressão, somatizam-se e
manifestam-se de variadas maneiras, de acordo com a predisposição genética e
comportamental e as fragilidades orgânicas de cada indivíduo. Somos sabedores
que todos temos uma genética espiritual, da qual não podemos fugir, mas podemos
sublimar as deficiências aí existentes, então nessa genética espiritual estão
contidas nossas principais deficiências que viemos angariando com o passar dos
tempos, e que hoje muitas dessas deficiências estão em estado de latência, e
outras virão compulsoriamente no sentido de nos reeducar. As que estão no
estado de latência, poderão ou não se manifestar ao longo dessa atual etapa
existencial, dependendo de nosso modus vivendi, de hoje. Vamos exemplificar, eu
posso ter pré-disposição a uma enfermidade cancerígena e dependendo de minha
conduta, manifestá-la ou não, se abusar de cigarros ou outras substancias que
eminentemente ativam essa deficiência, eu de fato terei. Mas se vivo, buscando
a saúde e não me favoreço com tais substancia, é possível que eu não desenvolva
tal enfermidade.
Cada vez mais avoluma-se o
número de pesquisas que nos mostram a relação que existe entre a saúde, emoções
e atitude mental. Existem pensamentos, sentimentos e atitudes que predispõem à
saúde e outras que predispõem à doença.
O que nos leva a perguntar:
Estamos vivendo o que é próprio para viver no hoje? – Estamos vivendo agora da
melhor maneira que podemos viver? – O nosso corpo está saudável? – Estamos nos
sentindo bem, mas de fato estamos bem? – Agradecemos cotidianamente o nosso corpo?
– Oramos durante o dia? – Entramos em sintonia com o Senhor da Vida? - Quando
chegamos diante do espelho, nos achamos belos? – Somos importantes para nós
mesmos? – Fazemos o melhor possível, sempre que produzimos algo?.
A nossa essência não é o corpo,
a mascara. A nossa essência é o ser, o espírito, que essencializa todas as
coisas.
Quando se tornar mais patente a
compreensão desta verdade em nossas vidas, e nossas mentes estiverem
conscientes, a ponto de se tornarem transparentes, a luz interna do nosso ser
já não estará mais escondida, oculta, esquecida, ela irá espelhar o que de fato
somos e nossos potenciais adormecidos.
Fazer a nossa parte na vida,
respeitando os outros, é muito importante. Por vezes, fazemos pouco, mas já é
um começo, e aí, mesmo sendo pequeno nosso contributo, precisamos acreditar que
ele também é importante. DESISTIR NUNCA!
De fato, ter uma visão positiva
do futuro talvez seja o mais poderoso motivador que você e eu temos para
mudança. "Ao final do trabalho, Barker relata uma estória bastante curiosa
a qual se baseia nos escrito Loren Eiseley. Descreve que um homem muito sábio
seguia pela beira da praia quando divisou a uma certa distância um vulto que
lhe pareceu estar dançando. A idéia de alguém dançando na praia lhe pareceu interessante
e ele buscou aproximar-se. Verificou tratar-se de um jovem com uma atitude
peculiar. O que lhe parecia um bailado era na verdade um conjunto de movimentos
que o rapaz fazia para abaixar-se, pegar estrelas-do-mar e atirá-las de volta
ao oceano. O sujeito achou a atitude curiosa e inquiriu ao rapaz: - "O que
fazes?" - "Jogo estrelas de volta ao mar.." - foi a resposta
dele. - "Talvez devesse ter perguntado por quê o fazes..." -
continuou o homem com um ar de deboche. - "É que o sol está a pino e a maré
está baixando, se não as atirar elas morrerão ressecadas" - retrucou. -
"Mas que ingenuidade! Você não vê que há quilômetros e quilômetros de
praias e nelas há milhares e milhares de estrelas! Sua atitude não fará
diferença." O jovem abaixou-se, pegou uma estrela e cuidadosamente a
atirou de volta ao mar, seguindo o seu peculiar procedimento. Em seguida
voltou-se para o homem e disse: - "Para essa aí fez diferença..." - O
homem ficou muito pensativo sobre o que ocorrera e naquela noite não conseguiu
dormir pensando nas palavras do jovem. No dia seguinte levantou-se, vestiu suas
roupas, foi até a praia e começou com o jovem a atirar estrelas no oceano.
Barker concluí a estória com uma reflexão importante. O que o jovem tinha de
diferente era a sua opção de NÃO ser mero observador do universo, mas AGIR
nele, modificá-lo de alguma forma e afirma: "... uma visão sem ação é um
sonho. Ação sem visão é passatempo. Mas se aliamos nossas visões a nossas ações
faremos diferença no universo."
Então, vamos fazer a diferença
no Universo que nos rodeia, vamos ser os primeiros a respeitar, a declarar o
amor, a viver mais saudáveis, a buscar sempre o melhor, a orar, enfim, existem
tantas coisas boas que podemos fazer. Mas lembre-se que você pode fazer a
diferença.
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