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Aluney Elferr
Albuquerque Silva

Muito se diz por aí, que ser
feliz está sendo cada vez mais difícil. Encontramos diversas pessoas que dizem
quando escutam, por exemplo, uma boa piada, “ah, eu nunca mais tinha sorrido
assim”. Outras tantas exclamam: “com tudo o que acontece no mundo, sorrir é um
caso muito sério”.
Para essas colocações, temos
observações, que gostaríamos de expor, antes de falar em nosso assunto central,
mas não temos a pretensão de induzir ninguém a pensar como pensamos, primeiro
gostaríamos de mostrar que existe um outro lado e que muitas vezes nosso ponto
de vista esta muito limitado.
Você já viu alguma casa bonita?
– mas aquelas que você gostaria de viver? – aquela que possui o jardim ideal, a
varanda ventilada, a sua cor preferida, já viu? – acredito que sim, então imagine-se
morando nela e tendo que fazer uma reforma geral em toda a sua estrutura!
Jardim, varanda, pintura, quartos e tudo mais. Então vamos começar a reforma, e
como ela vai ficar durante a reforma? Bonita ou feia?
O que nos leva a entender que as
coisas quando passam por reformas, ficam temporariamente sem sua beleza
natural, ou pelo menos empalidece, para se tornar no amanhã algo ainda mais
belo e melhor.
As construções do homem por
serem, na grande maioria, egoísta e orgulhosa, tendem a obscurecer as belezas
naturais, então de tempos em tempos as grandes reformas terrenas acontecem para
equilibrar e rearmonizar o que estava desgastado e desarmonizado, para assim
colhermos o que refletirmos em nossos atos tresloucados.
Mas, temas como esses não nos
devem “murchar” as esperanças, pois, acreditar em nós mesmos é um desafio, um
dever, que nos fará mais felizes.
Fazer mossa parte, mediante
todas essas catástrofes é necessário, continuar vivendo e vivendo com
qualidade.
Muitos dizem, que a paz deve
começar efetivamente acontecer, mas pouco se preocupam em começá-la em si
mesmos. Não há como cobrarmos as ocorrências externas se não as concretizarmos
dentro de nós mesmos. Viver um dia feliz, nos pertence, sorrir para alegrar
nossa vida e deixar fluir de nós força suficiente para empolgar os outros, é
nosso dever.
Então, vamos olhar sob um novo
prisma, os acontecimentos e ver que somos importantes, pois, temos condições de
melhorar ou piorar os fatos, e só por isso, já temos certo “poder”.
Vamos começar um dia na luz da
oração, e percebamos o dia como sendo mais uma oportunidade de ser feliz. O
tudo sem Deus, é nada! O nada com Deus, é tudo!
Somos criaturas, criadas por
Deus, criaturas especiais, feitas do Amor, para a felicidade.
Se te maculam a imagem com
zombarias, o exemplo bem aplicado apaga mil conjecturações.
E te machucam com palavras
duras, a tua ferida se cobrirá de balsamo, somente quando o perdão vier.
Se reclamam te contributo,
auxilia mais.
Somente você tem a permissão de
se deixar infelicitar pelas asperezas dos outros.
Levante a cabeça, sorria, hoje,
faça a sua parte e siga adiante.
Sorrir, hoje, um ensaio para
sorrir sempre.
O homem tem estado vivendo
internamente em profunda escuridão e decepção. Sua mente, canal ,maior de
exploração das verdades e do mundo invisível, só tomou conhecimento do mundo
espiritual com o advento do espiritismo.
Agora, já sabemos disso, já
sabemos que a vida é perene e não se finda com a caída do corpo ao chão, mas
continua bela e exuberante em sua essência. Difícil tem sido para a humanidade
aceitar algumas idéias espiritualistas com referencia a vida após a morte, mas
que é uma das maiores certezas que temos na existência a famosa e ainda para
alguns “misteriosa”, morte.
E com esse receio, alguns se
afastam de nossa realidade mais íntima, realidade espiritual. Vamos com isso,
nos apegando a cada dia, ainda mais, as preocupações terrenas e nos olvidando
das incorruptíveis, as espirituais. E com tudo isso, as dificuldades do
dia-dia, problemas emocionais, flagelos do medo e receio, pavor da morte, o
homem em meio de tantos desafios, esmorece e esquece-se de recursos simples,
mas que podem fazer e fazem a diferença.
A prece, por exemplo, sendo ela
um dos principais instrumentos que conduz ao esclarecimento e a iluminação, não
é utilizada largamente, como deveria.
Se para alguns as realidades
espirituais parece ser coisa inatingível, com a prece não acontece o mesmo,
visto que qualquer pessoa independente de concepção religiosa, pode evocar a
prece que mais gosta e entrar em sintonia com Deus. Ainda que simples, mas
mister se faz ser de coração.
Certa feita, nos foi dito que o
tempo é questão de preferência e de fato, concordamos com a seguinte opinião,
pois diariamente os afazeres tais como: dinheiro, preocupação demasiadas,
intrigas e etc., nos afastam de nossos horizontes e estão em maior cotação que
o próprio caminho espiritual de libertação, do qual a prece, a simples prece, é
o portal.
A questão da prece é tão
importante que o Dr. Sang Lee, médico, autor de livros, teria comprovado,
regenerações celulares, já desenganadas por outros médicos, através do
eficiente tratamento médico e orações, momento em que se reunia com os enfermos
e faziam juntos orações em prol de suas curas, tendo logrado êxito em várias
experiências como essa, tudo isso citado didaticamente em seu livro Saúde,
novo estilo de vida.
Sem a oração, dificultamos o
nosso maior aliado no fortalecimento de nossas defesas orgânicas – a esperança.
Quando a esperança nos abandona, tornamos extremamente difícil a produção de
qualquer substância orgânica que nos faça fortalecer nosso corpo, nossas
células.
A esperança faz toda a
diferença. Todos precisamos de esperança para prosseguir na luta pela vida e
por mais saúde, ou recuperação dela. A esperança, porém, pode ser exercitada,
comecemos mudando nosso modo de ver as coisas, acreditando que há uma causa que
deságüe sempre numa conseqüência, e que nada na vida é por acaso, para tudo
existe uma explicação e que Deus nos ama, e quer que possamos ser felizes.
A falta de perspectiva, ou a
falta de esperança, abate nossas forças minando nossa coragem de viver, fazendo-nos
doentes.
O poder da prece exerce
modificações substanciais e profundas nas situações de fraqueza emocional que
muitas das vezes nos torna criaturas sempre pessimistas. Quando oramos abrimos
possibilidades para que a luz se faça perene em nosso derredor e possibilitamos
receptividade para que Deus, através de seus emissários nos auxilie e nos
fortaleça. Neste caso a prece abre cominhos mentais e espirituais para o
caminho mais direto da redenção. Um único e mínimo ponto de luz que façamos já
é bastante suficiente para destruir ou minorizar as impregnações de desanimo,
depressão, desilusão e as forças contrárias, que não nos desejam a felicidade,
afastando de nós os sentimentos muitas vezes alimentados também por focas
exteriores, de vingança, ódio e ressentimento.
É importante que busquemos a
prece em nossa prática diária, pois nos beneficiaremos quando orarmos e também
quando alguém ora por nós.
O que nos falta é hábito de
fazermos essa prática todos os dias, então agora façamos uma análise de nosso cotidiano
e sem mentiras, vamos ver o que estamos fazendo dele, como estamos vivendo,
estamos de fato resguardando um tempo para nossa prece, meditação que tanto
precisamos.
O bem é a nosso favor, não fosse
assim, Deus não seria Pai, mas Ele é, então se temos esses recursos de
refazimento e alegria ao nosso alcance, o que nos falta para usá-lo. Não
precisamos de palavras eloqüentes, pois o Próprio Jesus, nos legou ensinamentos
sobre a singeleza da prece e que “ela deveria ser feita de portas fechadas, tu
e teu Pai que esta no Céu”, o que nos acrescenta, que não precisamos fazer a
prece gritando para outros ouvirem, basta que a façamos de coração limpo e
sincero.
Pela prece o homem atrai o
concurso dos bons Espíritos, que vêm sustentá-lo nas boas resoluções e inspirar-lhe
bons pensamentos. Assim, adquire ele a força necessária para vencer as
dificuldades e entrar no bom caminho, se deste se houver afastado. Também
assim, desviará de si os males que por sua culpa atraísse.
Por exemplo: um homem vê a sua
saúde arruinada pelos excessos cometidos e arrasta, até ao fim de seus dias,
uma vida de sofrimentos. Terá razão de se queixar quando não alcançar a cura?
Não, porque pela prece poderia ter obtido força para resistir às más tentações.
Separando-se os males da vida em
duas partes, uma formada pelas tribulações que o homem não pode evitar e a
outra pelas que lhe causam sua incúria e excessos, ver-se-á que esta excede de
muito àquela.
Torna-se, pois, evidente que o
homem é o autor da maior parte das suas aflições, e que as evitaria se sempre
agisse com prudência e acerto.
É igualmente real que essas
misérias resultam de infringirmos as leis de Deus, e que, se as observássemos,
fielmente, seríamos perfeitamente felizes. Se não excedêssemos o limite do
necessário na satisfação das nossas necessidades, evitaríamos as enfermidades
que são a conseqüência dos excessos, e as vicissitudes a que essas moléstias
nos arrastam; se limitássemos as nossas ambições, não teríamos a ruína; se não
quiséssemos subir além do que podemos, não teríamos a queda; se fôssemos
humildes, não passaríamos pela decepção de ver abatido o nosso orgulho; se
praticássemos a lei da caridade, não seríamos mendigos, nem invejosos, ou
ciumentos; evitaríamos as questiúnculas e as dissensões; se não fizéssemos mal
aos outros, não recearíamos as vinganças, etc.
Admitindo que o homem nada possa
contra os outros males, e que a prece seja ineficaz para deles preservá-lo, já
não será bastante que possa libertar-se de todos os que provêm de si mesmo?
Ora, aqui a ação da prece se concebe facilmente, pois tem por fim obter a
inspiração salutar dos bons Espíritos e a força para resistir aos maus
pensamentos, cuja execução pode ser funesta. Neste caso, não é o mal que eles
desviam, mas o nosso mau pensamento que, aliás, nos pode causar grande mal; não
embaraçam, em coisa alguma, os decretos de Deus; não suspendem o curso das leis
da Natureza; apenas impedem que infrinjamos essas leis dirigindo o nosso
livre-arbítrio. Mas fazem-no sem que o saibamos, de modo oculto, para não nos
tolher a vontade.
O homem ficará, então, na
posição de quem solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando
sempre a liberdade de os seguir ou não. Deus assim o quer para que o homem
tenha responsabilidade dos seus atos e para lhe deixar o mérito da escolha
entre o bem e o mal. Isso, o homem pode ter a certeza de obter sempre, se pede
com fervor. A esse caso é que se aplicam estas palavras do Evangelho: «Pedi e
obtereis.»
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