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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Carlos
de Brito Imbassahy
(Estudo
realizado na Sala Filosofia Espírita - PalTalk - dia 30.jul.04 às 22 horas)
Alexej Akzacof, no
seu livro Animismus und Spiritismus
separa os fenômenos paranormais em dois grandes grupos, aqueles que são
provocados por um Espírito desencarnados e aqueles que não dependem deles para
sua realização. O primeiro, dito fenômeno espirítico é o que Kardec denominou
de mediúnico e que, atualmente também é conhecido como parapsíquico ou metanímico;
o anímico ou psíquico é aquele que só depende dos dotes paranormais do
sensitivo, daí, ele não ser considerado um médium.
Kardec, ao estudar os fenômenos mediúnicos, classificou-os em personalísticos e
fenômenos de efeitos físicos. Deve-se a Charles Richet a denominação de
fenômenos ectoplásmicos a estes últimos, todavia, só depois de 1950 é que este
sábio professor da Sorbone aceitou a existência desses fenômenos como sendo de
origem mediúnica.
Segundo depoimento prestado por Sir Cromwell Fleetwood Edington Varley - Engenheiro
eletrônico que assistiu William Crookes nas suas experiências, responsabilizando-se
pela aparelhagem adotada - à London's Dialectical Society, deve-se a uma das
aparições obtidas com o participação do médium Dunglas Home a informação de que
a energia usada para realizar tais fenômenos de efeitos físicos era retirada do
ectoplasma celular orgânico, daí, provavelmente, ter Richet se valido para
denominá-lo como tal.
O ectoplasma, estudo no capítulo de Citologia de qualquer tratado biológico e
conhecido desde o século XVII é o componente da célula orgânica que envolve o
protoplasma. Atualmente, os plasmas são considerados como sendo um quarto
estado da energia e que transcende à matéria. Para alguns, seria o elemento de
transição entre a matéria e o espírito, todavia, ainda não existe confirmação a
esse respeito.
Os estudos de W. Crookes foram apresentados à Coroa Britânica em 1874, motivo
pelo qual, Kardec, desencarnado em 1869, não tomou conhecimento dele.
Nas primeiras edições do Traité de
Metapsichique de Ch. Richet (1905) não encontra ainda referência aos
estudos ectoplásmicos, todavia, pelo menos na nona edição lá, no livro III -
Metapsíquica Objetiva - vamos vê-lo incluir na sua relação os três grupos por
ele estudado, ou seja, a telecinesia, a ectoplasmia e casas assombradas (maison
hanté em francês).
A respeito da ectoplasmia, este autor cita uma série de nomes correlatos a
médiuns famosos e gasta páginas e páginas exclusivamente preocupado com
fraudes, não apresentando absolutamente nada de concreto que nos possa dar uma
classificação geral a respeito da fenomenologia em si. É lamentável.
E como não existe nenhum outro estudo didático a respeito desses fenômenos,
tomei a liberdade de apresentar uma classificação baseada na própria natureza
de cada fenômeno.
Assim podemos juntá-los em três grupos distintos, a saber:
Energéticos - são aqueles que usam a energia pura em sua ocorrência e podemos
destacar o que Crookes chamou de Aparição luminosa que funciona como se fossem
fogos de artifício para formar certa figura, no caso, a do Espírito dito
"materializado".
Em verdade, nesse grupo de fenômenos, não se pode tocar nele porque
descarregaria sua energia e a figura desapareceria, incontinente.
Do mesmo modo, as luzes etéreas. Só que, neste caso, apenas, acendem clarões
sem que se forme nenhuma imagem. Já na escrita direta, o fenômeno é curioso: o
espírito imanta a folha de papel, como fazíamos, quando criança, escrevendo
algo com uma ponta de sabão e que ficava invisível; ao queimarmos jornal,
aquela cinza negra gruda exatamente no local onde está o sabão, destacando a
figura desenhada. No caso do fenômeno ectoplásmico, o espírito
"queima" esta energia que irá se impregnar no escrito ou no que fora
imantado no papel, só que, em vez de ser a cinza do jornal, é uma espécie
carbônica próxima da grafita.
Temos ainda radiações ectoplásmicas usadas em curas e aplicações sobre
pacientes.
Potenciais - Neste caso, a energia ectoplásmica transforma-se em energia
potencial capaz de realizar trabalho, conforme conceito físico.
Destaca-se a materialização opaca, tangível, denominada por Crookes como sendo
aparição estereológica, obtida apor ele a partir da médium Florence Cooke, cujo
fantasma de Katie King foi auscultado pela equipe de estudos verificando-se que
possuía reações orgânicas peculiares aos seres encarnados, como pulso e
batimento cardíaco, respiração, apalpamento verificando a existência de víscera
e que mais, fazendo com que Cookes supusesse que o Espírito levaria com ele,
após o desencarne tais fenômenos, invertendo as idéias. De fato, ocorre o
inverso: o Espírito, ao se encarnar, materializa no corpo fetal os órgãos
correspondentes à sua vida espiritual, através do perispírito.
Outros tipos de fenômenos desse grupo: substanciações psíquicas, tiptologia
(raps) alavanca parapsíquica, moldagens e outros fenômenos onde apenas, a
energia ectoplásmica se transforma em energia física, como foi dito.
Cinemáticos - são aqueles em que a energia ectoplásmica se transforma em
energia cinética para que possa realizar os fenômenos, como no caso de músicas
transcendentais, vozes diretas, transporte de objetos, interpenetração da
matéria, politropismo etérico (com destaque para a licantropia), cirurgia
metassomática e outros.
Aqui fica um resumo geral classificatório dos principais fenômenos ditos
ectoplásmicos.
Para
o próxima 6ª feira, dia 6 de ago: Os campos de energia parapsíquica
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