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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Carlos
de Brito Imbassahy
Estudo feito
na sala "Filosofia Espírita" do PalTalk no dia 21.07.2004, às 22
horas
Antes de estabelecermos relações entre alienígenas,
ets e paranormais, vejamos, inicialmente, o conceito correlato a eles:
Alienígena - termo que advém do latim e definia, essencialmente, os professores
gregos importados pelas famílias ilustres do império romano com o fito de
ensinar à sua prole os conhecimentos da época.
Como se sabe, gênese é uma palavra de origem grega, todavia, de uso em Roma e
define a formação, a existência, enfim, a origem e deu o sufixo
"gena" também usado em indígena, antônimo de alienígena. E o verbo
alienar em latim, é o mesmo que "fazer alheio", daí o conceito atual
de transferir propriedades por venda, geralmente.
Aullus Gellius definia o vinho importado como sendo alienígena. De qualquer
forma, vindo de fora, já que o indígena é o da terra.
Em Parapsicologia é comum definir os Espíritos (efetivamente, os desencarnados)
que são responsáveis pela vida em outros astros, quando se comunicam conosco,
como sendo alienígenas. Claro está, para os que aceitam a intercomunicação com
os ditos "mortos".
É muito comum tal conceito em TCI onde Entidades espirituais se apresentam,
através de aparelhos e se dizem oriundos de outros planetas.
No caso já por nós estudado, de comunicação por computador, os Espíritos que se
manifestaram para o casal Harsch-Fischbach diziam-se oriundos de Varid, planeta
mais adiantado que o nosso, embora não o tenha localizado ou dados suas coordenadas
para que nossos astrônomos pudessem detectá-lo.
Fala-se, recentemente, em Marduck, nas comunicações por Videcon, enfim, tais
Espíritos não pertencendo ao orbe terreno, são conhecidos como alienígenas e é
dentro deste conceito que os estudaremos.
ET - sigla que define os extraterrestres, ou seja, seres encarnados no
Universo, em outros astros e que, segundo muitos, costumam visitar-nos. Como
nós, vivem em corpos materiais compatíveis, evidentemente, com seu planeta de
origem onde eles tenham nascido como seres, à nossa semelhança, contudo,
vivendo em corpos compatíveis com o astro de origem, por eles habitados.
A diferença crucial entre ETs e alienígenas é que estes são Espíritos libertos
do corpo e aqueles, Espíritos encarnados, embora não humanos. Mas, ambos não
pertencente ao nosso orbe de vida espiritual e material.
Dessa maneira, os ETs podem se manifestar como criaturas, embora distintas de
nós, tal com os humanos o fazem entre si, sem necessidade de nenhum processo de
origem mediúnica, o mesmo não ocorrendo com os alienígenas que, vivendo na
Espiritualidade, só podem se manifestar, quer para nós, quer para seres
encarnados em outros planetas, por processos conhecidos como mediúnicos. Mesmo
que com recursos tecnológicos de aparelhos.
Paranormais - são pessoas dotadas de predicados próprios capazes de detectar sensações
que seus dezoito sensórios habituais não permitem. No caso, estão os médiuns
que, segundo definição, representam os paranormais capazes de se comunicar com
o desencarnado; os sensitivos que captam sinais que fogem às características
físicas, como no caso da telepatia, da radiestesia e outros; e os percipientes
que, como define o nome, percebem presenças que os sensórios normais não seriam
capazes de detectar.
Correlação entre eles - sem dúvida, no caso específico dos alienígenas,
independente de pertenceram à plêiade de habitantes de outros planetas, eles,
pertencendo ao domínio espiritual, só poderiam, de fato, se comunicar conosco
através dos processos mediúnicos e, mesmo, a TCI não dispensa, por enquanto, a
presença do médium para que seus aparelhos funcionem.
Dia virá que, provavelmente, a tecnologia consiga criar um robô psíquico que
substitua o médium, assim como a clonagem poderá substituir a fecundação através
das práticas sexuais.
Portanto, sem dúvida, para que se possam receber mensagens e esclarecimentos dessas
Entidades, torna-se essencial que exista o médium, ou seja, um paranormal, sem
o que, não seria possível a sua comunicação.
Isto não significa dizer que aceitemos tacitamente a declaração espiritual do
provável alienígena sem que exijamos as provas. E é o que está faltando em tais
pesquisas.
Cabe, portanto, cobrar dele a identificação do astro de origem a fim de que
possamos solicitar dos astrofísicos a confirmação do fato e, com isso, até,
facilitar as pesquisas humanas na busca da vida além da Terra.
Não se nega, com isso, a possibilidade de termos estes alienígenas se
comunicando conosco. O que não se torna admissível é aceitar, só aspecto
informativo, o que os mesmos dizem, da mesma forma que não podemos aceitar como
verdade pura o que dizem os Espíritos que se manifestam a respeito da vida em
seu domínio.
Quanto ao ET, o que se tem em mente, é que ele não tenha condição de se
comunicar conosco pelos processos comuns usados entre criaturas humanas pois, a
exemplo de povos da Terra que falam idiomas distintos, eles têm, não apenas
idioma, porém processos de se comunicarem entre si que desconhecemos; portanto,
se nos depararmos com um deles, como iremos nos comunicar? Falando? Eles
entenderão o que estaríamos dizendo? E da parte deles: como é que se comunicam
entre si? Mesmo, em e admitindo que seja através da fala semelhante ao humano,
que idioma falaria? Seria um processo de glossolalia, motivo pelo qual a
hipótese é a de que só paranormais teriam condição de se comunicar com eles e
obter dos mesmos, através de processos de transmissão de pensamento, as formas
explicativas do que queiram nos transmitir.
E assim mesmo, seria essencial que o percipiente tivesse predicado compatível
com as características que o extraterrestre apresentasse.
Infelizmente, porém, apesar de pessoas influentes garantirem que vários ÓVNIS
(objetos voadores não identificados) tenham vindo até nós, isto não significa
dizer que sejam astronaves de outros planetas.
Em tempos idos, um amigo meu de escola, que ingressou na FAB contou-me que se
deparou com um desses objetos e que tudo indicava que fosse uma nave
inteiramente distinta das que eram conhecidas pela Força Aérea, e que a mesma,
quando se sentiu percebida por ele, evadiu-se para o céu; contudo, mas
recentemente, ele descobriu que os americanos possuíam, em teste, aviões
estratosféricos em experiência, com o fito de exercer espionagem sobre a
cortina de ferro, só que era segredo de estado e ele supõe que tenha sido uma
dessas naves que tenha visto.
Contudo, o fato em si não elimina a possibilidade de existirem espaçonaves de
outros mundos capazes de chegar até nós. Muitos são os casos que até a presente
data não encontraram explicação.
O que não se entende é que aqueles que tiveram, realmente, contato com tais
seres, não documentem o fato capaz de provar que o fizeram e nem se pode
imaginar porque os governos das diversas nações maiores do nosso planeta
queiram omitir a possibilidade de terem tido os tais contatos do terceiro grau,
como são conhecidos os fenômenos em que os ETs provavelmente tenham se
comunicado conosco.
Ninguém está, aqui, negando a possibilidade de tais contatos: o que se quer é a
comprovação inequívoca das mesmas, a fim de que não se possa negar o fenômeno.
Quem tiver tais provas, poderá se manifestar. Mas por que não o fazem?
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