Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Chico Xavier

Doutrina

Enquete do Mês

Entrevista do Mês

Espiritismo e Ciência

Espiritismo e Filosofia

Espiritismo e Religião

Eventos

Filmes Espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras Básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e Espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Tendenciosismo - Falência do Aprendizado Espírita

 

 SALA FILOSOFIA ESPÍRITA

 

Raimundo de Moura Rêgo Filho

 

           Alguns Espíritas adquirem uma característica única: o gostar de invencionices.

Qualquer que seja o assunto ou o tema, é certo, da parte daqueles o que nos chega são as invencionices.

Que fique bem claro, para começo, que aqui não estou a me referir ao estudioso sério,

persistente, que valoriza os compêndios doutrinários. Não, refiro-me isso sim, aos que são dados a dizer doutrina o que não passa de opinião pessoal, deste ou daquele Espírito, por vezes até, tão encarnado quanto eles.

  E como parte do movimento espírita brasileiro não detém o saudável hábito do estudo das obras básicas, a coisa vira então,terreno fértil que é, grande cultivo de expressões, idéias, conceitos ou falas, que estão em desarmonia ou mesmo em contrariedade para com o edifício doutrinário.

Hoje, vou me ater a duas delas:

Os títulos de respeitabilidade; As coisas doutrinárias.

O porquê de haver escolhido essas duas está bem claro, são assuntos básicos, porém de imensa importância quando se quer conhecer, pelo estudo sério e grave, a Doutrina Espírita.

Não se pode entender de algo ou de alguma coisa se destes nos afastamos.

Este o cerne da escolha, este o ponto que tentarei abordar.

Já de tempos, venho de estar entre amigos de várias partes do nosso pais e do globo, pelas ondas da Internet, estudando a Doutrina, conversando sobre temas afeitos ao movimento espírita e é de grande alegria ver nossa contribuição começar a surtir efeito dentre alguns desses amigos, que a duras penas já começam a conseguir mudanças até nas Casas Espíritas que freqüentam.

São vitórias conseguidas nas quais, sem falsa modéstia, participamos. Disso muito nos ufanamos, já que vimos que pela divulgação da Doutrina feita sob o caráter da seriedade, embasada nas obras básicas, surtir o efeito de um renascimento naquelas pessoas que cansadas e sem forças, já estavam a ver tomarem vulto enxertias feitas aos estudos na Casa Espírita.

Verificou-se mais, um efeito maior do que supúnhamos, ao começarmos a caminhada da divulgação pela Internet, há nove anos atrás. Ganharam os que os apreciaram, ganharam também os participantes das casas espíritas que por seus próprios esforços e coragem conseguiram reconduzir ao terreno firme os estudos das casas espíritas a que participam, ganhamos todos, na amizade, fraternidade e conhecimento adquiridos em conjunto.

Após este comentário inicial, entremos sem mais demora no assunto que nos é o tema desta nossa conversa.

José Herculano Pires, afirma que a falta de formação doutrinária é que enseja a maioria das atitudes que tomamos nós, espíritas. Que pela falta de formação doutrinária, fazemos o papel de “macacos em loja de louças”. Isso é grave, isso é triste.

Para uns, mais fácil é aceitar o que esteja em consonância com as suas consciências, mesmo que em franca contrariedade para com os postulados da Doutrina. Desta maneira, afastam-se do conhecimento e do esclarecimento que são os primeiros consolos hauridos da doutrina, distraem-se a ler qualquer coisa, qualquer obra, se gostam do que lêem, inserem-no no corpo doutrinário de suas pretensas doutrinas, criando um novo sistema, mas nunca complementando a Doutrina Espírita. E defendem suas idéias com unhas e dentes, sem se importarem quando muito em relacionarem seus tendenciosismos, com as obras básicas para verificarem a validade dos conceitos. Assim, distanciam-se do esclarecimento, empobrecem-se do saber doutrinário, em suma, afrontam a Doutrina que dizem seguir.

Um desses descaminhos está exatamente pela falta de formação doutrinária, em empregar uma titulação terrena aos espíritos de quem falam ou com quem tratam. Esquecem-se de que aqueles, já voltaram à pátria espiritual, e que lá toda a roupagem humana, lhes é pesada e sem sentido. Sobre esse assunto, vejamos o que o codificador, recebendo dos Espíritos superiores, trás para nós em ensinamento:

LINGUAGEM QUE SE DEVE USAR COM OS ESPIRITOS

O grau de superioridade ou inferioridade dos Espíritos indica, naturalmente, o tom que se deve usar para com eles. É evidente que quanto mais elevados eles são, mais direto têm ao nosso respeito, às nossas atenções e à nossa submissão. Não devemos, pois, testemunhar-lhes menos deferência do que teríamos feito durante sua vida, mas por outros motivos: na Terra teríamos considerado sua posição e sua classe social; no mundo dos Espíritos nosso respeito não se dirige senão à superioridade moral. Sua própria elevação os coloca acima das puerilidades de nossas formas aduladoras. Não é com palavras que se lhes pode captar a benevolência, mas com a sinceridade dos sentimentos. Seria, pois, ridículo dar-lhes os títulos que nossos usos consagram à distinção das classes e que, em vida, poderiam lisonjear-lhes a vaidade. Se, realmente, são superiores, não somente não darão importância a isso, como também se desgostarão. Um bom pensamento lhes é mais agradável do que os epítetos mais lisonjeiros. Se o contrário ocorresse não estariam acima da Humanidade.

O Espírito de um venerável eclesiástico, que foi, na Terra, um príncipe da Igreja, homem de bem, que praticava a lei de Jesus, respondeu um dia a alguém que o invocou dando-lhe o título de Monsenhor: “Tu deverias dizer, quando menos, ex-Monsenhor, pois que Senhor só o é Deus. Fica sabendo que eu vejo pessoas que, na Terra, se ajoelhavam a meus pés e diante das quais, agora, eu me inclino". Quanto à questão de saber se se deve ou não tratar por tu os Espíritos, é ela muito pouco importante. O respeito está no pensamento e não nas palavras. Tudo depende da intenção que se tenha. Os usos não são os mesmos em todas as línguas. Pode-se, pois, tratar por tu os Espíritos segundo a sua posição ou o grau de familiaridade que existe entre eles e nós, como faríamos com nossos semelhantes.

Se os Espíritos não se deixam levar por palavras, gostam, em compensação, que se lhes agradeça a condescendência de se apresentarem ou de nos atenderem. Devemos, pois, agradecer-lhes, como devemos agradecer aos que se nos afeiçoem e nos protegem. E este o meio de induzi-los a continuar. Seria um erro grave acreditar que a forma imperativa pode ter, sobre eles, alguma influência: é, pelo contrário, um meio infalível de afastar os bons Espíritos. Rogamos-lhes, mas não lhes damos ordens, pois que eles não estão às nossas ordens, e tudo o que denuncia orgulho os repele. Os próprios Espíritos familiares abandonam aqueles que os desprezam e se mostram ingratos para com eles.

Por não estarem na primeira classe, os Espíritos por isto não merecem menos nossas atenções, sobretudo se nos revelam uma superioridade relativa. Quanto aos Espíritos inferiores, seu caráter nos indica a linguagem que convém usar com eles. Nesse número há os que, embora inofensivos e mesmo benevolentes, são levianos, ignorantes, estouvados; tratá-los em igualdade com os Espíritos sérios, como fazem certas pessoas, seria o mesmo que ajoelhar-se diante de um menino de escola ou diante de um asno embuçado com um gorro de doutor. O tom de familiaridade não seria impróprio com eles, e eles não se aborrecem com isto; ao contrário prestam-se a este tratamento de boa mente.

Entre os Espíritos inferiores há Espíritos infelizes. Quaisquer que possam ser as faltas que expiam, seus sofrimentos são títulos maiores à nossa comiseração. Ninguém pode lisonjear-se de escapar a estas palavras do Cristo: "Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra". A benevolência que lhes testemunhamos é um consolo para eles; na falta de simpatia, devem merecer a indulgência que quereríamos que tivessem conosco.

Os Espíritos que revelam sua inferioridade pelo cinismo de sua linguagem, por suas mentiras, pela baixeza de seus sentimentos, pela perfídia de seus conselhos, são, certamente, menos dignos de nosso interesse do que aqueles cujas palavras atestam o arrependimento. Devemos-lhes ao menos a piedade que concedemos aos maiores criminosos, e o meio de reduzi-los ao silêncio é nos mostrarmos superiores. Eles não se familiarizam senão com pessoas das quais julgam nada terem a temer. O caso aqui é falar-lhes com autoridade para afastá-los, o que se consegue sempre através de uma vontade firme, intimando-os em nome de Deus e com o auxílio dos bons Espíritos. Eles se inclinam diante da superioridade moral como o culpado diante do juiz(...)” AK

In: Instruções Práticas Sobre As Manifestações Espíritas. 6ª Ed.- Casa Editora O Clarim - cap. VIII; pg 158 a 162 L.M. Cap. XXV item 228.

Será possível, que após estas palavras de Allan Kardec, possa alguém refutar com base doutrinária o aqui exposto?

Sim, é possível, vejam este relato. Aconteceu outro dia... E comigo.

Estava eu num debate onde o tema seria “os momentos obsessivos” e pela palavra de um dos amigos que lá estavam, lembrei-me de tocar no capítulo sobre as possessões. O tema, de desconhecimento para os que não têm hábito de ler a Revista Espírita, suscitou opiniões diversas, e não querendo perder muito tempo em contenda de egos, apenas coloquei na tela as palavras de kardec e toda a bibliografia sobre o assunto nas obras básicas. Pois bem, sebem o que me disse um dos organizadores do debate?

“- Raimundo, me desculpe, porém Kardec foi apenas um homem, nada mais, e bem poderia estar errado.” Assim, “na lata”... Comentário feito este, vindo de um neófito já não é muito aceitável, posto que mesmo os neófitos deverão se instruir sobre quem foi Allan Kardec, sua vida, sua obra para além dos anais espíritas, mas isso dá trabalho e alguns não dispensam essa atenção a quem foi apenas um homem. Com isso se vão por terra todas as palavras dos Espíritos superiores a quem estes dizem seguir, porque foram eles que elegeram o “apenas um homem” Allan Kardec, para esse trabalhinho, esse “bico”, de concatenar, ordenar, afinal, codificar esse manancial de ensinamentos conhecido como Espiritismo.

Amigos, em França, ao tempo de Denizard Hypolitè Leon Rivail, havia de haver vários outros homens de abastada ciência, conhecimentos e reconhecimento público, afinal a França não foi nem é só Kardec, porém este, Denizard Hypolitè, o nosso amigo Kardec, foi sim, eleito pela espiritualidade superior, e por que? Exatamente! Por sua moral ilibada, persistência e coragem ao enfrentar os desafios, e trazer ao mundo inteiro a Doutrina dos Espíritos, naquele tempo, este de dominação católica, não seria, como não foi, uma coisa fácil de ser engendrada, a força do clero, era enorme. Assim, podemos ter em mente que, Kardec não fora, pelo menos para a plêiade de Espíritos introdutores dos ensinamentos que formaram e trouxeram a Doutrina dos Espíritos ou mais conhecidamente Espiritismo, “apenas mais um homem”. Afirmações feito essas, e trazidas de quem detém uma posição de relevo perante os outros, dão-nos a conta de quanto ainda estamos em déficit para com o aprendizado Espírita, ou então há mais maldade e mais lobos em peles de cordeiro hoje em dia, do que poderia supor o Espírito Erasto.

O tema era sobre a Possessão. Assunto pouco abriodado pelos conferencistas e palestrantes Espíritas. Parece que não conhecem as obras básicas como nos dizeres do capítulo III item trinta e cinco da obra O Livro Dos Médiuns, ali está definida a seqüência que deva ser obedecida para um estudo mais eficaz da doutrina.

Mas como disse, o tema era Possessão, e está, nas Revue e nas obras básicas, a comprovação do codificador dos asas de possessões e cura destas. Abaixo, faço questão de identificar os números e anos, assim como os meses em que na Revue e nas obras básicas foram postados assuntos sob este ponto.

Abril / 1857 – O Livro dos Espíritos questões: 473; 474.

Janeiro / 1861 – Livro dos Médiuns

Capítulo XXIII,- Da Obsessão, Kardec volta novamente ao Assunto nas questões 240; 241.

A Gênese, Introdução, 1868, Também no capítulo XIV, Os Fluidos, itens 46, 47, 48,

(1) Casos de cura de obsessões e de possessões: Revue Spirite, dezembro de 1863, pág., 373; janeiro de 1864, pág. 11; - junho de 1864, pág.168; - janeiro de 1865, pág. 5; - junho de 1865, pág. 172; - fevereiro de 1868, pág. 38; - junho de 1867, pág. 174.

(2) Foi exatamente desse gênero a epidemia que, faz alguns anos, atacou a aldeia de Morzine na Sabóia. Veja-se o relato completo dessa epidemia na Revue Spirite de dezembro de 1862, pág. 353; janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863, págs. 1, 33, 101 e 133.

5) Fev/1869 – Revista Espírita.

Quem, senão ele mesmo, Allan Kardec, viria a público demonstrar que é pelo estudo, pela pesquisa e pela averiguação, chegar-se-ia a conclusão a que ele chegou...

É mesmo, fazer triste figura, dentre os estudiosos da doutrina alguém afirmar sem comprovação na base doutrinária, ser contrário pior ainda, afirmar que “Kardec foi apenas mais um homem”. Não foi, foi o Escolhido, isso só já demonstra a diferença entre eles e os outros, diria eu, e até de nós mesmos...

Este pequeno artigo, este estudo, como queiram, não tem fulcro no falar mal desse ou daquele, mas sim,  e veementemente quer demonstrar o tanto que a desatenção para com o estudo metódico, perseverante, sério e grave da Doutrina dos Espíritos, pode e diferencia os companheiros da grande nação Espírita. Ao contrário, aquele que se isola do ambiente de estudo, ou faz de suas pequena visão, o ponto de luz, acaba se acumpliciando com o desensino, e ficando sob a égide da lei de Causa e Efeito, não podendo depois, reclamar da dor e do atraso que experimentará.

E foi exatamente para afastar-nos desse mal que o Espírito Verdade houve de deixar os tão decantados mandamentos:

Espíritas, instruí-vos, este o primeiro mandamento;

Amai-vos, este o segundo.

Muita Paz,

 

 

 

 

Pensamento

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.