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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Amigos,
É-me tão imperiosa a necessidade de tocar nesse tema que não temendo me tornar
repetitivo, a ele volto.
Não fôra o tema, de máxima importância, o Espírito de Verdade não teria tocado
nele em duas ocasiões diferentes, por isso , abaixo transmito por voz estas
duas mensagens para o para o estudo e reflexão de vocês.
Homens fracos, que compreendeis as trevas
das vossas inteligências, não afasteis o facho que a clemência divina vos coloca
nas mãos para vos clarear o caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao
regaço de vosso Pai.
Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela vossa fraqueza
imensa, para deixar que estendas a mão socorredora aos infelizes transviados
que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai sobre as
coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente, as
utopias com as verdades.
Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instrui-vos, este o segundo.
No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros
que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos
clamam : "Irmãos ! nada perece. Jesus-Cristo e' o vencedor do mal, sede os
vencedores da impiedade. - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860)." [...].
Em verdade vos digo: os que carregam seus
fardos e assistem os seus irmãos são bem-amados meus. Instruí-vos na preciosa
doutrina que dissipa o erro das revoltas e vos mostra o sublime objetivo da
provação humana. Assim como o vento varre a poeira, que também o sopro dos
Espíritos dissipa os vossos despeitos contra os ricos do mundo, que são, não
raro, muito miseráveis, porquanto se acham sujeitos as provas mais perigosas do
que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos instrui. Bebei na fonte viva
do amor e preparai-vos, cativos da vida, a lançar-vos um dia, livres e alegres,
no seio dAquele que vos criou fracos para vos tornar perfectíveis e que quer
modeleis vós mesmos a vossa maleável argila, a fim de serdes os artífices da
vossa imortalidade. - O Espírito de Verdade (Paris, 1861)." (Kardec, O
Evangelho segundo o Espiritismo, 107. ed., p. 130-131).
Meus
irmãos,
Temos visto e ouvido, tantas vezes, nas listas de discussão e nas salas de
chat, palavras duras, moldadas não raro, na vaidade e no orgulho, estranhas
mesmo ao escopo dos ensinamentos espíritas,que cremos que as duas missivas do
Espírito de Verdade ouvidas anteriormente, nos farão abrandar a tônica de
nossos pronunciamentos, e matizar de amor e fraternidade nossas palavras
futuras. Reflitamos sobre isso.
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