Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

 

Menu

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Chico Xavier

Doutrina

Enquete do Mês

Entrevista do Mês

Espiritismo e Ciência

Espiritismo e Filosofia

Espiritismo e Religião

Eventos

Filmes Espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras Básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e Espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

O Atendimento Fraterno e a Obsessão
Quando a Moral e o Conhecimento Doutrinário Faltam

 

 SALA FILOSOFIA ESPÍRITA

 

Raimundo de Moura Rêgo Filho

 

 Amigos, hoje o tema é importante e sugere uma leitura mais profunda. Tratarei de um escolho dos médiuns que não se preocupam muito com o conhecimento doutrinário e mantêm um estado mental que lhes sabota os recessos morais.

Muitos de nós, militam no campo do Atendimento Fraterno nas Casas Espíritas, até ai nada de novo, nada de desconhecido. Mas quantos de nós já se deixaram pensar sobre os escolhos deste serviço no bem tão importante? Quantos analisaram friamente o campo quem que agem no Bem ao próximo? Quantos ainda, se preocuparam em saber dos escolhos que podem advir e quase sempre advêm da má postura do atendente, de seu descompromisso para com a moral, para com o seu pouco ligar para o mal que acomete o atendido e por se descurarem desses fatores, aliando a esta trama a falta de preocupação para com o patamar moral que devem manter em todas as horas do dia e mormente quando em Atendimento Fraterno, são no mais das vezes, e não raro, intérpretes coadjuvantes de uma trama adoecida, que lhes trás muita dor e muitas complicações. Vejamos:

Falarei somente da instalação de processo obsessivo, por intermédio do atendimento Fraterno, nos casos de carência afetiva, como elemento desencadeador dos adoecimentos entre atendente e atendido.

Todos sabemos, que o Atendimento Fraterno tem como escopo reorganizar, fortificar, reconhecer e tratar em primeiro plano, acometimentos atinentes a vasta gama de impropriedades a que todos estamos sujeitos neste orbe. Quer por invigilância quer por despreparo, ou ainda por irresponsabilidade.

Não somos santos, longe disso, somos espíritos falidos que nesta romagem perquirimos o purgar de nossas faltas pretéritas, no intuito de nos elevarmos na estrada da perfeição. A tarefa não é fácil, muitos sucumbem, outros muitos, ainda atravessam períodos longos envoltos na dor, na amargura, e no desentendimento íntimo, por isso o “Orai e Vigiai”, se nos apresenta como norma de conduta obrigatória e o “conhece-te a ti mesmo”, se faz instrumento de melhora dos padrões morais de cada um de nós. Desta maneira, na linha das citações o “ajuda-te e os céus te ajudarão”nos dá a plena certeza da vitória saborosa haurida por aqueles que aprendem a dominar suas baixas vontades, e se melhoram , por moto próprio, aprendendo a amarem-se e a amar o próximo como a eles próprios, este o caminho mais correto para conseguir-se a reconstrução de nossas existências delituosas, transformando-as em estrilhas de luz.

Mas voltando ao cerne do artigo:

Nos casos de Atendimento Fraterno envolvendo as agruras e sofrimentos advindos da desunião do lar, quer pelo divórcio, quer pelos desentendimentos, pelas rupturas de afeições mútuas, nos namoros e noivados, na vida comum , é este trabalho exemplar e difícil, o Atendimento Fraterno, a benção de Mais Alto, a ser administrada pelos Seareiros da Senda Espírita. É trabalho dignificante e nobilitário, digno daqueles que têm no amor ao próximo, a visão da ajuda mais premente a ser efetuada. Mas nem tudo é luz, nem tudo é tranqüilidade...

Sabemos que as hordas do mal e da imperfeição nos rodeiam amiudadamente, na esfera terrestre, tanto por ser este um orbe de provas e expiações mas mais ainda pela psicosfera global que envolve o planeta, densa, carregada de miasmas das mais diferentes ordens de paixões adoecidas e sentimentos baixa. É o desserviço prestado pelo homem ao próprio homem que se afigura como agente desencadeador dessa densidade exacerbada que envolve o planeta.

Pois é entre essa chusma de vibrações que tais Seareiros prestam o seu trabalho no bem. Alguns ainda não se encontram prontos de todo, mas se atiram ao trabalho, açodadamente. Não é raro que aconteça, que alguns desses trabalhadores, descuidando-se na invigilância, sejam atraídos, por sua própria vibração, a caminhos perigosos que se apresentam como atalhos desconhecidos a eles, e que sempre, acabam por atira-los nas malhas dos processos obsessivos.

Vamos estudar um pouco a visão deste amigo de vocês.

Da Obsessão pela Carência Afetiva:

A carência Afetiva pode também vir a ser um fator de desencadeamento de processos obsessivos, durante o Atendimento Fraterno.

A má constituição do módulo sentimental, aliada a uma moral doentia ou trôpega, assim como as más tendências, vêm por atribuir ao agente ativo da obsessão, no caso o atendido, visões desfocadas de uma realidade que só ele enxerga, das coisas que os cercam. Assim, no campo do Atendimento Fraterno, este agente ativo, vê no agente passivo(atendente), pela forma como este conduz o atendimento Fraterno, a figura daquela pessoa tão sonhada por ele, sim amigos, tratamos de padrões adoecidos da psiquè humana, tais padrões já projetados no éter pelos pensamentos, atrai grande números de espíritos que pululam na mesma vibração e muitas vezes estes doentes espirituais, usam a pessoa já enfraquecida, como veículo para conseguirem externar as suas doenças incuradas. Vai daí, que se o Seareiro, descurando-se do apuro moral que deve manter em relação ao atendido, e a esta abrindo o seu campo sentimental, seja pelo motivo que for, estabelece para com o primeiro, uma ponte vibracional que o vem a colocar no mesmo padrão que o atendido, fácil concluir-se que após alguns atendimentos, cria-se entre atendente e atendido, uma espécie de “Harmonia adoecida” que lhes solapa toda e qualquer possibilidade de raciocínio lógico, embasado na doutrina, convertendo-os mais das vezes, em joguetes das personalidades espirituais adoecidas que os circundam. Encerra-se neste ponto o iniciado Atendimento Fraterno, e abrem-se-lhes as portas largas de todas as exteriorizações das sensações mais animalizadas, tais como o sexo sem amor e sem os condutos do respeito mútuo. Sexo pela paixão não pelo amor.

Nem sempre, amigos, o fato de sabermos bem do que trata o atendimento Fraterno, nos coloca em condição para que sejamos trabalhadores nessa Seara. Melhor faríamos se ficássemos encarregados de lavar pratos na cantina da Casa Espírita, menos perigos correríamos.
Trazemos conosco, muitos de nós, perversões das mais diversas, em estado latente, impulsos inomináveis por sua baixeza, sim amigos não nos pensemos isentos de impurezas, já que aqui estamos para expurgá-las pela benção da reencarnação e pela reforma interior, ora, se muitos se afastam desse exercício, ou mesmo a ele deixam relegado o futuro longínquo, não é difícil que em algum ponto de nossa jornada terrena, sejamos apanhados pela eclosão dessas sensações impuras, e a falta do “Orar e Vigiar” nos deixa sem defesas.

Que não nos pensemos protegidos quando estamos a trabalho no Atendimento Fraterno, tal proteção é, em primeira hipótese, efetuada por nossa moral ilibada e conduta atenta aos postulados que regem este trabalho tão importante.

No mais das vezes irmãos, quando o atendente abre sua guarda, ou é levado a ligações afetivas como atendido, a exacerbação das sensações sexuais é dilatada ao máximo e poucos são os que conseguem safar-se sem maiores atropelos. O que se nos mostra a história é que em muitos casos, lares são desfeitos em uniões espúrias tendentes à dominação pelos espíritos adoecidos que já lhes sopraram como intuição, fazendo do casal recém formado, títeres das suas intenções mais baixas, e muitas formas de vampirização se mostram presentes nesses casos.

Depois de instalada essa doença moral , só muito trabalho na Casa Espírita fará com que as forças morais desses doentes voltem a fortificarem-se, e para a partir daí por vontade própria dos dois, andem eles pela estrada do refazimento objetivando a cura ainda tão longínqua.

Alarmismo? Culto ao medo? Não amigos apenas uma alerta vibrante de quem já observou estes acontecimentos por muitas vezes e em algumas delas em médiuns com muita estrada no trabalho do atendimento Fraterno.

Há casos em que suicídios hajam acontecidos ao se verem ou um ou outro ou mesmo os dois sem saídas visíveis tal o seu adoecimento e sofrimento, não nos falam os noticiários de casos de pactos de morte? Pensemos a respeito...

O trabalho de atendimento Fraterno irmãos tal como a Doutrina, é coisa séria, e grave, e deve ser feito dentro de padrões rigorosos nos campos da moral, do conhecimento doutrinário e da responsabilidade, sentindo-se o atendente envolvido de qualquer maneira, deve ele afastar-se do atendimento solicitando a outrem ou ao diretor do trabalho sua exoneração daquele atendimento em curso, assim após um trabalho junto a esse médium, teremos não só o atendido preservado, como o próprio atendente, tratado e refeito deste tropeço.

 

 

 

 

Pensamento

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.