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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Amigos, hoje o tema é importante e sugere
uma leitura mais profunda. Tratarei de um escolho dos médiuns que não se
preocupam muito com o conhecimento doutrinário e mantêm um estado mental que
lhes sabota os recessos morais.
Muitos de nós, militam no campo do
Atendimento Fraterno nas Casas Espíritas, até ai nada de novo, nada de
desconhecido. Mas quantos de nós já se deixaram pensar sobre os escolhos deste
serviço no bem tão importante? Quantos analisaram friamente o campo quem que
agem no Bem ao próximo? Quantos ainda, se preocuparam em saber dos escolhos que
podem advir e quase sempre advêm da má postura do atendente, de seu
descompromisso para com a moral, para com o seu pouco ligar para o mal que
acomete o atendido e por se descurarem desses fatores, aliando a esta trama a
falta de preocupação para com o patamar moral que devem manter em todas as
horas do dia e mormente quando em Atendimento Fraterno, são no mais das vezes,
e não raro, intérpretes coadjuvantes de uma trama adoecida, que lhes trás muita
dor e muitas complicações. Vejamos:
Falarei somente da instalação de processo
obsessivo, por intermédio do atendimento Fraterno, nos casos de carência
afetiva, como elemento desencadeador dos adoecimentos entre atendente e
atendido.
Todos sabemos, que o Atendimento Fraterno
tem como escopo reorganizar, fortificar, reconhecer e tratar em primeiro plano,
acometimentos atinentes a vasta gama de impropriedades a que todos estamos
sujeitos neste orbe. Quer por invigilância quer por despreparo, ou ainda por
irresponsabilidade.
Não somos santos, longe disso, somos espíritos falidos que nesta romagem perquirimos
o purgar de nossas faltas pretéritas, no intuito de nos elevarmos na estrada da
perfeição. A tarefa não é fácil, muitos sucumbem, outros muitos, ainda
atravessam períodos longos envoltos na dor, na amargura, e no desentendimento
íntimo, por isso o “Orai e Vigiai”, se nos apresenta como norma de conduta
obrigatória e o “conhece-te a ti mesmo”, se faz instrumento de melhora dos
padrões morais de cada um de nós.
Desta maneira, na linha das citações o “ajuda-te e os céus te ajudarão”nos dá a
plena certeza da vitória saborosa haurida por aqueles que aprendem a dominar
suas baixas vontades, e se melhoram , por moto próprio, aprendendo a amarem-se
e a amar o próximo como a eles próprios, este o caminho mais correto para
conseguir-se a reconstrução de nossas existências delituosas, transformando-as
em estrilhas de luz.
Mas voltando ao cerne do artigo:
Nos casos de Atendimento Fraterno envolvendo
as agruras e sofrimentos advindos da desunião do lar, quer pelo divórcio, quer
pelos desentendimentos, pelas rupturas de afeições mútuas, nos namoros e
noivados, na vida comum , é este trabalho exemplar e difícil, o Atendimento
Fraterno, a benção de Mais Alto, a ser administrada pelos Seareiros da Senda
Espírita. É trabalho dignificante e nobilitário, digno daqueles que têm no amor
ao próximo, a visão da ajuda mais premente a ser efetuada. Mas nem tudo é luz,
nem tudo é tranqüilidade...
Sabemos que as hordas do mal e da imperfeição nos rodeiam amiudadamente, na
esfera terrestre, tanto por ser este um orbe de provas e expiações mas mais
ainda pela psicosfera global que envolve o planeta, densa, carregada de miasmas
das mais diferentes ordens de paixões adoecidas e sentimentos baixa. É o
desserviço prestado pelo homem ao próprio homem que se afigura como agente
desencadeador dessa densidade exacerbada que envolve o planeta.
Pois é entre essa chusma de vibrações que tais Seareiros prestam o seu trabalho
no bem. Alguns ainda não se encontram prontos de todo, mas se atiram ao trabalho,
açodadamente.
Não é raro que aconteça, que alguns desses trabalhadores, descuidando-se na
invigilância, sejam atraídos, por sua própria vibração, a caminhos perigosos
que se apresentam como atalhos desconhecidos a eles, e que sempre, acabam por
atira-los nas malhas dos processos obsessivos.
Vamos estudar um pouco a visão deste amigo de vocês.
Da Obsessão pela Carência Afetiva:
A carência Afetiva pode também vir a ser um
fator de desencadeamento de processos obsessivos, durante o Atendimento
Fraterno.
A má constituição do módulo sentimental, aliada a uma moral doentia ou trôpega,
assim como as más tendências, vêm por atribuir ao agente ativo da obsessão, no
caso o atendido, visões desfocadas de uma realidade que só ele enxerga, das
coisas que os cercam. Assim, no campo do Atendimento Fraterno, este agente
ativo, vê no agente passivo(atendente), pela forma como este conduz o atendimento
Fraterno, a figura daquela pessoa tão sonhada por ele, sim amigos, tratamos de
padrões adoecidos da psiquè humana, tais padrões já projetados no éter pelos
pensamentos, atrai grande números de espíritos que pululam na mesma vibração e
muitas vezes estes doentes espirituais, usam a pessoa já enfraquecida, como veículo
para conseguirem externar as suas doenças incuradas. Vai daí, que se o
Seareiro, descurando-se do apuro moral que deve manter em relação ao atendido,
e a esta abrindo o seu campo sentimental, seja pelo motivo que for, estabelece
para com o primeiro, uma ponte vibracional que o vem a colocar no mesmo padrão
que o atendido, fácil concluir-se que após alguns atendimentos, cria-se entre
atendente e atendido, uma espécie de “Harmonia adoecida” que lhes solapa toda e
qualquer possibilidade de raciocínio lógico, embasado na doutrina, convertendo-os
mais das vezes, em joguetes das personalidades espirituais adoecidas que os
circundam. Encerra-se neste ponto o iniciado Atendimento Fraterno, e abrem-se-lhes
as portas largas de todas as exteriorizações das sensações mais animalizadas,
tais como o sexo sem amor e sem os condutos do respeito mútuo. Sexo pela paixão
não pelo amor.
Nem sempre, amigos, o fato de sabermos bem do que trata o atendimento Fraterno,
nos coloca em condição para que sejamos trabalhadores nessa Seara. Melhor
faríamos se ficássemos encarregados de lavar pratos na cantina da Casa
Espírita, menos perigos correríamos.
Trazemos conosco, muitos de nós, perversões das mais diversas, em estado latente,
impulsos inomináveis por sua baixeza, sim amigos não nos pensemos isentos de
impurezas, já que aqui estamos para expurgá-las pela benção da reencarnação e
pela reforma interior, ora, se muitos se afastam desse exercício, ou mesmo a
ele deixam relegado o futuro longínquo, não é difícil que em algum ponto de
nossa jornada terrena, sejamos apanhados pela eclosão dessas sensações impuras,
e a falta do “Orar e Vigiar” nos deixa sem defesas.
Que não nos pensemos protegidos quando estamos a trabalho no Atendimento
Fraterno, tal proteção é, em primeira hipótese, efetuada por nossa moral
ilibada e conduta atenta aos postulados que regem este trabalho tão importante.
No mais das vezes irmãos, quando o atendente abre sua guarda, ou é levado a
ligações afetivas como atendido, a exacerbação das sensações sexuais é dilatada
ao máximo e poucos são os que conseguem safar-se sem maiores atropelos. O que
se nos mostra a história é que em muitos casos, lares são desfeitos em uniões
espúrias tendentes à dominação pelos espíritos adoecidos que já lhes sopraram
como intuição, fazendo do casal recém formado, títeres das suas intenções mais
baixas, e muitas formas de vampirização se mostram presentes nesses casos.
Depois de instalada essa doença moral , só muito trabalho na Casa Espírita fará
com que as forças morais desses doentes voltem a fortificarem-se, e para a
partir daí por vontade própria dos dois, andem eles pela estrada do refazimento
objetivando a cura ainda tão longínqua.
Alarmismo? Culto ao medo? Não amigos apenas uma alerta vibrante de quem já
observou estes acontecimentos por muitas vezes e em algumas delas em médiuns
com muita estrada no trabalho do atendimento Fraterno.
Há casos em que suicídios hajam acontecidos ao se verem ou um ou outro ou mesmo
os dois sem saídas visíveis tal o seu adoecimento e sofrimento, não nos falam
os noticiários de casos de pactos de morte? Pensemos a respeito...
O trabalho de atendimento Fraterno irmãos tal como a Doutrina, é coisa séria, e
grave, e deve ser feito dentro de padrões rigorosos nos campos da moral, do conhecimento
doutrinário e da responsabilidade, sentindo-se o atendente envolvido de
qualquer maneira, deve ele afastar-se do atendimento solicitando a outrem ou ao
diretor do trabalho sua exoneração daquele atendimento em curso, assim após um
trabalho junto a esse médium, teremos não só o atendido preservado, como o
próprio atendente, tratado e refeito deste tropeço.
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