|
SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Muitas são as causas das uniões entre os
espíritos encarnados. A maioria delas, de ordem regenerativa.
Assim sendo, muitos são os que se unem sob o aspecto de solverem, junto ao
habitáculo familiar antigos débitos de um pretérito faltoso, tendo, por vezes,
a dor, a angústia e a tristeza, como elementos circundantes à sua psicosfera
familiar.
O trabalho é árduo, a luta contra as vicissitudes outras, também presentes como
provas ou expiações para os espíritos em vivência terrestre torna o panorama ainda
mais sombrio.
Necessário se faz que tais espíritos se robusteçam na fé raciocinada, implementando
as ferramentas de que se achem providos, para, aproveitando a existência em que
se achem envolvidos, melhorem-se mutuamente.
Nesse mister, as verdadeiras e acertadas máximas do Evangelho surtem efeito
balsamizante, tornando-se em lenitivo para muitas das dores.
É de se imaginar quantas dores sofrem espíritos que se enredam em uniões antipáticas,
quantas dívidas mútuas são, nesses casos, mecanismos de renovação e
regeneração…
Meus amigos, em qualquer dos casos de uniões terrestres, a existência do Amor
entre o casal é de natureza tão fortificante que, por vezes faz minorar tanto a
dor da prova que tais espíritos, após o mútuo entendimento e perdão de suas
faltas, uns para com os outros tenham haurido, que por assim dizer, enlevam
estes espíritos à vida regenerada, iluminados pela luz da Felicidade.
De outra maneira, espíritos que hajam sido unidos sem a presença do amor, após
terem se liberado de tais dívidas pretéritas, não encontram senão pela
separação ou pelo divórcio, o término de seus padeceres.
A Doutrina dos Espíritos não faz apologia destes institutos puramente humanos,
mas indica que a natureza da passagem de todos os espíritos por este orbe, trás
como determinismo único o Progresso, a evolução espiritual, logo, faz-se premente
a necessidade de que tais espíritos, já desligados de suas faltas anteriores entre
si, hajam de procurarem a felicidade a que possam ter, pelos caminhos do amor
verdadeiro, sendo este caminhar, a estrada que os levará no rumo da ascensão
espiritual.
Viver uma vida fortificada pelo amor verdadeiro, contribui em muito para que
todos que aqueles que tenham agregado àquele módulo familiar suas existências
terrestres, possam ser beneficiados com as emanações de calma, tranqüilidade,
confiança e relativa felicidade, atributos que, por certo facilitarão todo o
trabalho que haja de ser efetuado nos campos da melhoria interior.
Vivamos bem. Vivamos o amor!
E sejamos felizes, pois assim o quer o Pai.
|