|
SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Bem amigos,
como todos já devem saber, participo e
modero estudos de a Gênese e do Livro dos Espíritos num fórum que é ligado à
Associação dos Divulgadores do Espiritismo de Portugal. Lá falamos sobre
diversos temas, e uma de minhas páginas, a de título "Pensamentos"
que se encontra reproduzida por lá e nos sites http://www.panoramaespirita.com.br
ou no portal Terra Espiritual: www.terraespiritual.org.br, ou mesmo no site da Sala Filosofia
Espírita http://www.salafilosofiaespirita.tk, gerou, entre outros esse
comentários que abaixo reproduzo, por serem muito interessantes. O que me
sugeriu este artigo que está fechando toas essas linhas abaixo.
Espero que se reflita muito a respeito do
tema, de forma clara, e segundo os preceitos deixados pelo codificador, mas
vamos aos comentários e à minha resposta aos amigos de Portugal.
Olá Moura !!!
Recentemente o presidente Lula montou uma comitiva ecumênica para representar o
Brasil no funeral do Papa João Paulo II . Fariam uma cerimônia a bordo do
"AeroLula " - nome popular dado ao novíssimo avião comprado
recentemente .
A Comitiva ECUMÊNICA foi formada por dois padres católicos , dois pastores evangélicos
, um rabino , um muçulmano e uma mãe de santo - que acabou não indo porque
chegou atrasada e perdeu o avião.
É engraçado mas no país mais espírita do mundo não conseguimos nos fazer representar
exatamente como o companheiro Moura falava .
E não venham culpar a já conhecida falta de cultura do presidente ou a confusão
com as seitas afro-brasileiras que não acho que tenha sido por aí . Ele tem acessores
que tem a informação e o conhecimento que ele não tem. É falta de representatividade
mesmo !
É bom aproveitarmos este fato para sabermos onde estamos errando na condução do
movimento espírita e saber, como sem fazer proselitismo ,ocuparmos o lugar que
nos é devido .
Edu
------------
Olá Edu
Estar presente no funeral do Papa será assim tão importante para o movimento
Espirita? Não estar no funeral de Madre Teresa de Calcutá, é que é pena.
BEM HAJA
Vitor Santos
-----------
Boa noite Vitor,
Deixe-me dizer-lhe que julgo ser
importante os Espíritas estarem presentes em todos os actos,principalmente como
forma de manifestar o respeito (neste caso a morte do mais alto membro da
igreja Católica) por um homem digno de tal. Julgo que se trata de uma forma de
caridade.
Bem haja.
Rita
-------------
Amigos queridos,
Necessariamente, ou
espiritualmente, ou mesmo doutrinariamente, não vejo qualquer necessidade para
que o Espiritismo brasileiro seja representado onde quer que esteja, mas também
não vejo nenhum óbice para que não esteja. Ambígua a resposta? Não de todo...
Vejamos: O problema não
reside em mostrar ao mundo a cara do Espiritismo brasileiro, isso oradores como
Divaldo e Raul Teixeira já o fazem, mal ou bem, por sinal, a meu ver mais mal
do que bem, pois a tônica agora é fazer a propaganda subliminar de suas obras
editadas ao invés de falarem sobre a doutrina, querem um exemplo?
Pois bem,
neste final de semana passado, ficamos mais de seis horas em dois dias a
escutar Divaldo. O homem, falou mais do que nega do leite, só se referiu ao
codificador uma vez, notem que o evento era exatamente em memória do
codificador, falou de tudo o homenzinho, de Schopenhauer a Fritz Kapra, passeou
pelos locais mais conhecidos e desconhecidos, demonstrando um conhecimento
muito alargado, mais obra da equipe que lhe monta as palestras do que dele
mesmo, mas nada de doutrina. E ai ficou a ecoar em meu cérebro a pergunta:
Mas
e quem vai a esses eventos espíritas, vai para ouvir falar de conhecimentos
gerais, viagens ou nomes ilustres ou para aprender mais sobre a doutrina
espírita?
Bem eu vou para aprender mais, afinal saber não ocupa espaço. Ainda
assim ficamos a esperar, o tempo passava e nada e tome de historinhas muitas
das quais já conhecidas da maioria, a ponto de a certo momento faltar comunicação,
e Divaldo ter de repetir o trecho que não foi escutado, pois bem, a esse meio
tempo um companheiro da Internet, escrevia na área de texto do software que utilizávamos,
para escutar o evento, o final da historinha. Digam-me os amigos se isso não
depõe contra esses eventos? Ah mas isso é de responsabilidade dos patrocinadores
do evento! E eu digo, com certeza, mas fazer o que se no caso o patrocinador
era a própria FEB?
É meus amigos, sei que estou a escrever em demasia, mas
cumpria esclarecer bem. Se de um lado, não há a necessidade doutrinaria em se
ter representante nesses locais, há a necessidade da boa e digna divulgação
doutrinaria, e esta sim é que nos dará a representatividade, que nos abrirá as
portas aos convites.
Até hoje não vejo positivamente, após Chico, Excetuando-se
o Mestre Herculano Pires, o Professor Hermínio C. Miranda, ou mais na antiguidade,
o Dr. Carlos Imbassahy, ninguém mais abalizado para ser porta voz do
Espiritismo brasileiro, nestas solenidades. Melhor assim, para que não passemos
de novo vergonha, como aquela que passamos ao ver o bom deputado baiano no
programa do Jô, primeiro a afirmar que não tinha a faculdade de vidência, e depois
a afirmar ao próprio entrevistador que este se fazia acompanhar de um Espírito
de Escol, o que gerou a piada certeira e malvada do Jô a pedir que ele de novo
respondesse se tinha vidência.
A ver por isso é que me coloco reticente, não sobre
a representatividade do Espiritismo brasileiro, mas sim pelos representantes
que possam ser indicados para tal...
Abraços campeonísticos
“fluminenseais”,
|