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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Hoje em dia o tráfego da
informação é vertiginoso, os meios de comunicação, todos eles, a Internet,
fazem com que o homem tome num átimo, conhecimento de fatos acontecidos do
outro lado do mundo. O que pode ser entendido como transmissão de
conhecimentos.
De
outra feita, no mesmo sentido, todas as escolas, por seus mestres, incumbem-se
de ministrar esses conhecimentos às crianças, jovens e adultos.
É
o ensino promovendo o esclarecimento e o progresso dos povos.
Disso todos o sabem...
Opa!
Será que todos sabem? Mesmo?
Os
amigos hão de estar estranhando a indagação, porém, ela não é descabida. Senão
vejamos:
Sabemos
que o aprendizado é ininterrupto, que o Espírito encarnado, segue fatalmente o
caminho do progresso, destarte das primeiras letras, à Universidade e desta
para a vida diária, assim segue, aprendendo e ensinando, coletando dados que o
farão estar mais condignamente preparado para atuar no meio social em que vive,
dando e recebendo, produzindo ou recebendo a produção informativa,
transformando-a em ações que desenvolve no dia a dia.
Até
ai todos concordamos. Não! Há quem discorde, pasmem! Sim, existem companheiros
que afirmam a bater no peito, “que ninguém ensina ninguém, ninguém educa
ninguém”.
E
o pior, alguns desses companheiros estão entre nós Espíritas.
Pior
ainda, pavoneando-se de condição que não estão preparados para exercer: Ensinar.
É
com grande pesar que notamos que muitos dos “desaprendizados” que o Movimento
Espírita Brasileiro apresenta, deve-se a estes ”Mestres”. O que me lembra a
célebre frase do Rabi: “São cegos guiando a cegos”.
Como
o Nazareno tinha razão. Se percebermos que tal frase foi proferida há mais de
dois mil anos atrás, e que se encontra atualíssima nos nossos dias, por certo
tal fato nos enche de apreensão e tristeza.
Como
sei que tais cultores do “desensino” estarão a se arregimentar, com o fito de
contradizerem minha assertiva, apresso-me a colocar, neste ponto, extraídas de
dois conceituados dicionários, a explicação destes aos dois vocábulos que
formam o cerne dessas linhas.
Educar
e Ensinar:
Dicionário
Aurélio:
Educar
– do latim Educare.
Promover
a educação; transmitir conhecimento; instruir.
Exemplo:
Bons mestres educam o rapaz.
Cultivar o Espírito (grifo
nosso)
Ensinar: do Latim
insignare;
Ministrar ensino;
transmitir conhecimento de; instruir; lecionar; Transmitir conhecimentos a.
Exemplo: Ensinar o filho.
Dicionário – Saconi:
Educar – promover o
desenvolvimento das faculdades físicas, MORAIS (grifo nosso), ou intelectuais
de.
Ensinar – Transmitir
conhecimento a; por meio de lições, doutrinar ou mostrar a verdade; habituar
por meio de conselhos.
Como fazem prova, as
citações desses dois dicionários, vemos que nós, Espíritos encarnados, podemos
e somos alvos da transmissão desses conhecimentos, e mais, podemos também nos
formar divulgadores destes mesmos conhecimentos, pelos exemplos de nossos atos
ou palavras. Esta a missão dos Mestres e dos pais, nossos primeiros
professores.
Contudo, faltaria com a
justiça e com a verdade, se não elencasse aqui, o fulcro desses
desentendimentos que estão a gerar tanta desinformação: Tudo se funda em frase
bombástica que usando de generalização, produz pensamentos e conclusões
erradiças, que como notícias ruins, andam muito rápido. A frase é: “Ninguém
modifica ninguém”.
Certa, errada? A meu
entender, a frase contém conteúdo correto, porém, se lançada ao Éter sem a
necessária explicação, toma vulto de generalidade e ai é que mora o perigo.
Devemos, antes de tudo,
mostrar amplamente que apesar de se poder afirmar tal coisa, o ensino estaria
incompleto se não afirmássemos: todos nós podemos e devemos nos constituir em
meios de propagação do ensino e da educação, promovendo assim, maior celeridade
ao progresso dos povos em todos os quadrantes do mundo.
Se a Escola através das
várias matérias que leciona, instrui e forma o intelecto, a família tem papel
preponderante no ensino das Máximas Morais.
Desta maneira completa-se o
ciclo de aprendizado intelecto-moral, traduzindo-se em homens melhores, raças
melhores e dando ensejo à melhoria da qualidade existencial de todos nós, onde
quer que estejamos neste Planeta.
Ao terminar este artigo,
remeto-me a esses “efebos do ensino”, dizendo-lhes para que tenham mais
responsabilidade no ministrar de suas lições. Que se portem também como alunos
sérios, mais ainda se a transmissão do conhecimento for doutrinária espírita,
que estudem atenciosamente, tirem as dúvidas que tiverem, para que possam fazer
de suas palavras o ideal a que muitos procuram obter: O CONHECIMENTO.
Uma verdade mal dita, soa como mentira bem falada.
Talvez por isso, o Espírito Verdade tenha
asseverado: “Espíritas amai-vos, este o primeiro mandamento. Instruí-vos, este
o segundo”.
Muita paz
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