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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Raimundo
de Moura Rêgo
Acredito que este assunto nos interesse a todos.
Afinal, quem já não terá falado: “Deus te guie, Deus te
pague, vá com Deus, fica com Deus?”
Mas por quem tomamos Deus?
O que é Deus?
É exatamente nesse ponto que começamos, procurando ver
por imagem, a Deus, ou o que cremos ou queiramos que seja feição.
Todos, de todas as crenças perguntam:
Deus existe?
Como existir se não o vemos ou tocamos?
Como conhecê-lo se
não privamos de sua presença?
Será que Ele nos ampara, protege e guarda?
Será que nos castiga, enviando-nos ao Inferno ou ao
Purgatório?
E por que nos fez, a todos, tão sofredores?
Então, por vezes, nos parece que Deus é um super agente
secreto. Age, obra, faz, cria e desfaz, escondido, camuflado. Na “moita”.
Cada ciência ou religião, cada filosofia, tem a sua
definição do Criador, engraçado, todas diferentes.
Ah! Então Ele não existe, é só “papo furado” da Igreja
Católica e de seus muitos credos, sei, sei...
Não há, para mim, em nenhuma doutrina filosófico-religiosa,
nada que O represente melhor do que a frase: “Deus É.”
Meus amigos, devemos Senti-lo sempre no presente, porém
sabendo-o Incriado, vê-lo desde o Tempo dos Tempos.
Deus será, Deus foi... Não! Deus é e ponto.
Sentimos sua presença diante de todas as coisas, no sol
que nos retira do frio, que nos amadurece os frutos.
No mar que nos enaltece os sonhos e nos faz poetas, no ar
que nos renova a Vida.
No dia, na noite, na brisa cálida da tarde... Deus É!
Naturalmente, alguns Dele descrêem. Para estes, se Deus
foi ou é, pouco importa, ao tempo certo,
pensam, irão saber da verdade. Pobres coitados!
Não sou dos que se
pautam por esse “evangelismo entortado”onde tudo deságua nas “mãos de Deus” e
de que este Deus esteja sempre a nos olhar, curar, ensinar, modificar ou
cobrar. Deus para mim, não está “nem aí” para tais ações. Por quê? Simples. Ele
nos dotou de Inteligência, Razão, Intelecto e Moral, fazendo-nos seres a parte
no Reino Animal.
Mas ao mesmo tempo
nos mostrou duas coisas que não as mostrou aos animais primitivos:
1- O Grande Código: a Lei Natural.
Ensinou-nos
que estamos sempre sob a égide das Leis exaradas neste instrumento de
harmonização do Universo. E nos mostrando isso, explicou que seríamos todos responsáveis pelos nossos
atos. Simples assim.
2- Ao dar-nos essa ciência, aliando nossos atos ao nosso
Livre Arbítrio e este às leis constantes no Grande Código, essa energia, que
segundo Galileu Galilei, a tudo forma, coordena e constrói, energia essa que
denominamos como Deus, deixou Ele de se preocupar com a sua creação no
sentido idêntico a nossa preocupação para com os nossos filhos.
Dessa
forma, continua a “Obrar Incessantemente”, como o Rabi assim o disse.
Deus
É... Acredito nisso.
Não
preciso de provas de Sua existência para Nele crer.
Não
preciso Vê-lo para acreditar em sua Existência.
Não
preciso Ouvi-lo para saber de sua Bondade e Justiça.
Apenas
olho para meus filhos e para eu mesmo e não podendo afirmar estatisticamente
onde comecei a existir e quem me fez Espírito que sou, creio Nele, tão
simplesmente quanto qualquer explicação contida na doutrina.
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Então crês no Deus Dogma?
Respondo
sem susto: SIM!
Dogma,
excetuada a explicação de aplicabilidade referente à religião, quer dizer PRINCÍPIO.
E
como sabemos que tudo se origina, quer dizer, tem princípio, nos Desígnios de
Deus, assim me satisfaço.
Não
espero que Deus me guie; Ele me dotou de Livre Arbítrio.
Não
preciso que Deus me guarde; Minha fé que raciocina, é-me o elmo defensor.
Não
acredito que Deus ou Jesus me salvem; Nem a própria Doutrina Espírita.
Não
pontificando ações no Mal e vivenciando todo o Bem que possa cometer, minhas
obras ser-me-ão meu próprio Juiz, minha própria defesa.
Não
acredito que Deus me apene; Tal como o expresso acima, serão essas mesmas obras
os meus verdugos ou carrascos.
Assim
tendo e crendo, passo meus pensamentos a vocês, não como a Verdade, mas
simplesmente como a verdade que posso
antever.
Muita
paz.
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