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SALA
FILOSOFIA ESPÍRITA
Carlos
Imbassahy
Os
primeiros estudos relativos à reencarnação foram introduzidos em França
pelo considerado escritor místico Pierre Simon Ballanche (1776-1847), natural
de
Lion, autor de uma obra intitulada "Essais de palingenésie
sociale", nos fins do século XVIII.
Ballanche era um dos amigos e freqüentador dos salões de
festa da senhora Jeanne Françoise Lukie Adélaïde Bernard (1777-1849),
dita Mme Récamier, por ter esposado este célebre banqueiro francês da
época. Seus salões de festa em Abbaye-au-Bois foram um destaque em Paris
e a alta sociedade francesa o freqüentava , destacando-se a presença do
visconde de Chateaubriand, célebre escritor francês e outras altas
figuras da sociedade intelectual da França.
Pois foi participando deste grupo que o escritor Ballanche
teve oportunidade de apresentar
seus estudos correlatos com consultas a pensadores gregos, introduzindo
esta doutrina em França e, posteriormente, veio a criar um grupo de suma
importância que passou a fazer um estudo social do assunto, cuminando,
meio século após, com o convite a Allan Kardec.
Já na Suíça, o estudo da reencarnação foi introduzido por
Charles Bonnet (1720-1793), filósofo e naturalista natural de Genebra
que, anteriormente a Ballanche, já houvera feito um estudo intitulado
"Palingenésie Philosofique" reportando-se a velhas teses gregas,
inspirado e, Aristóteles e que provavelmente devam ter inspirado Ballanche já
que o suíço lhe é anterior e o francês teria trazido desse país tais
ensinamentos por ele adotados.
Num ligeiro resumo, os gregos diferenciavam a palingênese
(vidas sucessivas) de cunho orientalista da idéia de renascimento dos egípcios
onde duas correntes distintas pontificavam: a tradicional, levada por
sacerdotes que cultivavam o rito da dança do fogo onde seres eram imolados em
sacrifício e honra aos deuses e a linha de Nefertiti que acabou por influenciar
os pensadores de Atenas.
Para os adoradores da pira, o Espírito voltaria à Terra em
busca do seu corpo - tese essa que inspirou a idéia da ressurreição - para
prestar conta a Amon-Rá, o deus supremo, enquanto que Nefertiti aceitava a
volta do Espírito em busca de novas oportunidades, segundo o ritual de Anubis,
em que, se a alma do falecido pesasse mais do que sua pena, ele cairia
novamente na Terra para cumprir outra existência e só permaneceria junto a
Osíris se a alma estivesse leve.
Esta lenda eu a conto em meu livro "Lendas de
Osíris", motivo por que não a repetirei agora.
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