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Nas Ondas do Rádio

 

 SALA FILOSOFIA ESPÍRITA

 

Raimundo de Moura Rêgo Filho

 

Escutando, dia destes, uma rádio espírita do Rio de Janeiro, anotei comentário duro sobre uma questão apascentada pela Doutrina: A de serem os suicidas covardes.

A comunicadora, em sua fala, teceu "elogios" àqueles que por "bobagem", aferiam essa condição ao suicida.

Ora, em Nosso Lar, vemos André Luis, dar côbro de si, a escutar gritos de apupo, chamando-o de covarde e criminoso, por ter tirado sua própria vida.

Seria incúria, falta de caridade, intolerância, insensatez daqueles espíritos também na mesma câmara de retificação, em chamar assim ao Repórter do Além?

Não, apenas a condição de espírito, daqueles, que lhes exaltava o conhecimento das faltas, e lhes dava a justa amostragem dos termos que usaram.

Por certo as palavras soaram fortes, mas seriam mentirosas? Falsas? Cobertas de sentimento hostil?

Não acredito. Foram, a meu entender, apenas chamativos à razão, razão esta a que André ainda não estaria, em possibilidade de entender, naquele momento. O que fez tempos depois.

Bem, mas não estou aqui para analisar a obra Nosso Lar e sim, para falar desta minha tarde de ensinamentos...

Após escutar com atenção a toda eloqüente fala da comunicadora, a qual tomo por direito e ética, o cuidado de não nominar, sabendo de seu apreço pelas artes, música, cinema, teatro e poesia, decidi, em mensagem rimada, lhe enviar a resposta. E aqui a transcrevo.

Minha amiga ............,
me desculpe argumentar,
Suicidou é covarde,
não adianta chorar.

Sentir tristeza ao ouvir
Alguém assim o chamar,
Não quer dizer de bondade,
Pois falta-lhe o estudar.

Covarde e criminoso, e mais o que este quis
Na enfermaria, escutou
todo mundo lhe chamar
Nosso amigo, André Luis .

Se ainda nesta romagem,
A amiga triste ficar,
Antes de dizer bobagem,
Vá aos espíritos reclamar.

Assim, jocosamente, foi minha resposta, embasada na Doutrina dos Espíritos, àquela comunicadora, que por estar detrás do microfone, esqueceu-se de olhar os postulados espíritas, antes de emitir comentário que à inteligência de qualquer um, trouxe o entendimento de passar todo espírita, por ser apenas mais um dos muitos bobos, que grassam por este mundo de provas e expiações.

Não devemos nos esquecer nunca meus amigos, de que nossa atuação frente a qualquer ferramenta de comunicação deva se pautar, dentro do ideal doutrinário, se falamos em emissora espírita, e em sendo, não nos afastarmos do cotejar nossas palavras com os postulados que regem essa doutrina.

Assim, salvaguardamos a emissora, nosso programa, e nossa própria fala, não pagando pela língua, afiada que tenhamos tido.

 

 

 

Pensamento

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

* * *

 

Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

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