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Raimundo
de Moura Rêgo Filho
Desde a pureza absoluta, ponto inicial do F.C.U., à
sua modificação e transformação em matéria densa, seu ponto oposto, existirão
muitas aproximações entre um e outro.
Destas observações, conclui-se que os mais variados
estados de transformação, e também dos graus de pureza ou materialidade do fluido (conjunto final dessa
metamorfose fluídica).
Ora, concentrando-nos em nosso Planeta, num olhar mais aguçado, encontraremos entre
nós espíritos, encarnados ou não, também estes estados de purificação ou de
materialidade.
Essas diferenças do estado da composição dos
espíritos e dos diversos elementos da gênese dos mundos existem para todos
estes, indicando, por suas composições, a natureza da forma perispiritual de
seus habitantes.
Disso tiramos que o perispírito de cada um de nós
também há de estar constituído dos elementos que estão em conformidade para com
os mundos em que virá a habitar o espírito. E não poderia ser diferente.
O perispírito corpo energético dos espíritos é da
produção destes mundos, um dos mais importantes produtos hauridos do mesmo
F.C.U.
Do meio em que se encontra extrai o Espírito o seu perispírito.
- Reparem, esta é uma afirmativa, não uma suposição ou teoria.- Toma do meio em
que vive os fluidos ambientes, resultando deste processo sua adequação ao mundo
que lhe será habitat, na seqüência evolutiva em que reencarna.
Assim como a
variação entre a pureza total e a materialidade é esta constante em todos os
mundos, excetuando-se à minha visão, os Mundos Ditosos, onde só o Bem existe, e
por conseqüência o Mal é apenas lembrança passadiça, haverá entre espíritos
deste mundo, somente a diferenciação haurida da moral mais ilibada entre um e
outro, posto que até nos Mundos Ditosos haverá, uma pirâmide por assim dizer,
que exemplificará essa diversidade do Bem ali existente.
Mas retornando ao escopo deste, verificamos que mesmo
retirados do mesmo fluido que envolve o Planeta, ou mundo habitado, o
perispírito de cada um diferenciar-se-á, tornando, por assim dizer, cada um em
um Universo próprio, único.
A natureza deste envoltório está sempre para a
relação com o adiantamento m oral do Espírito.
Daí segue que espíritos inferiores não podem, a seu
bel prazer, mudar de envoltório, o que nos indica a assertiva de que também não
podem por sua vontade, passar de um Mundo a outro.
Logo, esta reflexão nos leva ao pensar que haverá
estes em que idéia de etéreo e imponderável estará em relação para com a matéria
tangível, diz Kardec. Sendo-lhes, ainda, demasiadamente pesado em relação ao
Mundo Espiritual o perispírito, o que prova que não poderiam, pelo exposto,
sair do meio que lhes é próprio. Incluindo-se nesta categoria aqueles que têm o
perispírito Tão grosseiro que o confundem, eles mesmos, com o habitáculo
carnal.
Os espíritos de ordem superior, diferenciadamente
destes primeiros, podem vir aos Mundos Inferiores, e muitos até mesmo neles
reencarnam.
Retiram estes, dos elementos constitutivos destes mundos
que lhes servirão de morada, o material necessário para formação do envoltório
fluídico ou carnal, adequando-o ao meio em que se vão encontrar.
Bem amigos:
De tudo que aqui estudamos, podemos retirar, entre
outras, algumas conclusões:
1 - A cada Mundo corresponde fluidos diferenciados
que lhes são próprios e aos quais são semelhantes os fluidos perispirituais
daqueles que lhes formam os habitantes.
2 - Que há uma extensa gradação ou escala, entre os perispíritos, mesmo dentro de um só
mundo.
3 - Que esta gradação lhes é imposta pela sutileza ou
densidade perispiritual, em decorrência da natureza moral do Espírito a quem se
amolda.
4 - Que os
espíritos menos evoluídos não podem passar de um Mundo a outro, nem modificarem,
a seu Bel prazer, os seus perispíritos, fato que demonstra com clareza que a
assertiva de muitos apologistas da teoria do Desdobramento Consciente, em
poderem “trabalhar”em Mundos mais evoluídos. O que fere frontalmente toda a
explicação kardeciana, que retém o Consenso Universal dos Espíritos, e que não
pode ser deixada em posição de menor valor.
Mesmo em nosso desdobramento, no estado de sono,
asseguro que enquanto espíritos habitantes de Mundos de Provas e Expiações, não
podemos nós, estar em Mundos mais evoluídos, exatamente por causa de nossa
constituição perispiritual que não pode ser abandonada, senão em virtude de
entrada, via reencarnação nestes Mundos.
Portanto, em nossas caminhadas espirituais, nunca estaremos senão em regiões
fronteiriças à Crosta.
5 -
Finalizando, temos que é a natureza moral do Espírito que imprime ao Perispírito
sua constituição, haurida esta dos elementos constitutivos do mundo em que irá
habitar e de sua própria elevação.
Muita paz.
Bibliografia:
Kardec _ Allan
A Gênese - Os Milagres e Predições Segundo O Espiritismo –
Capítulo XIV; Itens de V a XI
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