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Raimundo
de Moura Rêgo Filho
A
ferramenta de ajuda regenerativa, a Mediunidade, há que estar sempre bem
afinada.
Esta
assertiva, repetida incansavelmente, ainda parece não encontrar ouvidos entre
nós, médiuns.
Fala-se
e repete-se o chavão “Orai e Vigiai” maquinalmente, esquecendo-se, a
maioria
de nós, de exemplificarmos o que asseveramos. Por isso, médiuns e mensagens,
por vezes repetidas, desencontram-se, na inobservância do aviso do Mestre.
Se
muitos de nós, médiuns, ainda desconhecidos do grande público espírita, em
nosso
trabalho na Seara, damos ouvidos à voz que nos chama à conquista da notoriedade,
descuidando-nos assim do tão conhecido bordão acima empregado. Acabamos, então,
por deixar abertas as portas de nossa casa mental ao acolhimento de espíritos
embusteiros, brincalhões ou mesmo de maus espíritos. Tornando-nos, por este
motivo, joguetes em suas mãos e fascinados, perdemos o contato com meio
espírita, e, as vezes, por conta própria, seguindo a estes “mentores” nos
afastamos do bom caminho, adoecendo mais ainda.
O
orgulho, a cobiça, a vaidade, são estes cancros morais, escolhos que encontram
médiuns que descuram de sua responsabilidade no trabalho mediúnico.
Entendamos
este artigo irmãos, não como uma admoestação, mas antes como uma advertência
para que nos mantenhamos em vigília constante, não descurando nem do estudo nem
da moral, condição primeira para um trabalho mais positivo e profícuo, que nos
possibilita andar com passos firmes na Seara Bendita.
O
médium, este trabalhador do Bem, não deve e não pode se escusar de se manter
sempre no estudo doutrinário, afinando o seu instrumento mediúnico pelas aquisições
advindas deste mesmo estudo e dessa vigília moral.
Infelizmente,
o que notamos no seio do Movimento Espírita Brasileiro é um profundo
desconhecimento da doutrina professada e notadamente em sua base fundamental –
a Codificação -.
Parece-nos,
que o pensamento corrente é o do estudo de escritores renomados da modernidade,
seja o instrumento que abrirá as portas do conhecimento maior ao espírita em
geral. Vemos então, as casas espíritas, esmerando-se em colocarem cursos dos
mais variados tomando por bibliografia, Hermínio, Manoel Philomeno e outros, e
geralmente esses estudos terminam invariavelmente envoltos em dúvidas não
resolvidas, por que? Por que falta ao estudante destas casas, o ensino das
Obras básicas, a resposta é fácil, não?
Somente
a solidez do conhecimento haurido pelo estudo da codificação é que dará a
qualquer estudante o ingresso à literatura mais moderna, mas nem por isso mais
importante que a base fundamental.
Conhecimento
doutrinário não se consegue queimando etapas.
Ormãos,
reforcemos nossos estudos doutrinários para que estejamos sempre melhor
preparados para o Trabalho no Bem.
Disciplina,
disciplina, disciplina, é o ensino dos bons espíritos que advertem:
“Humildade, humildade, humildade”.
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