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Conheça
algumas das mais belas e instrutivas passagens
da vida de Chico Xavier.

- A
Surra de Bíblia
- Água
da Paz
- Bati
na Porta
- Chico
Xavier e o Amor aos Animais
- Chico
Xavier e uma Mãe Aflita
- Cura
e Tratamento
- Deus
é que Sabe
- Dívida
e Resgate
- Evolução
Lenta
- Isso
Também Passa
- Mesa
de CR$15,00
- Não
Faça Isso
- O
Morto Cumpriu o Combinado
- Pensar
perto de Chico Xavier
- Psicometria
- Quem
dera que você fosse o Chico...
- Tanta
Gente Boa
- Terapia
do Trabalho
A
Surra de Bíblia
"Lutando no tratamento de 4 irmãs
obsidiadas, José e Chico Xavier gastaram alguns meses até que surgisse a cura
completa.
No princípio, porém, da tarefa assistencial houve uma noite em que José foi obrigado
a viajar em serviço da sua profissão de seleiro.
Mudara-se para Pedro Leopoldo um homem bom e rústico, de nome Manuel, que o
povo dizia muito experimentado em doutrinar espíritos das trevas.
O irmão do Chico não hesitou e resolveu visitá-lo, pedindo cooperação.
Necessitava ausentar-se, mas o socorro às doentes não deveria ser interrompido.
"Seu" Manoel aceitou o convite e, na hora aprazada, compareceu ao
"Centro Espírita Luiz Gonzaga", com uma Bíblia antiga sob o braço
direito. A sessão começou eficiente e pacífica.
Como de outras vezes, depois das preces e instruções de abertura, o Chico seria
o médium para a doutrinação dos obsessores.
Um dos espíritos amigos incorporou-se, por intermédio dele, fornecendo a
precisa orientação e disse ao "seu" Manuel entre outras coisas:
- Meu amigo, quando o perseguidor infeliz apossar-se do médium, aplique o Evangelho
com veemência.
- Pois não, - respondeu o diretor muito calmo, - a vossa ordem será obedecida.
E quando a primeira das entidades perturbadas assenhoreou o aparelho mediúnico,
exigindo assistência evangelizante, "seu" Manuel tomou a Bíblia de
grande formato e bateu, com ela, muitas vezes, sobre o crânio do Chico,
exclamando, irritadiço:
- Tome Evangelho! Tome Evangelho!...
O obsessor, sob a influência de benfeitores espirituais da casa, afastou-se, de
imediato, e a sessão foi encerrada.
Mas o Chico sofreu intensa torção no pescoço e esteve seis dias de cama para
curar o torcicolo doloroso.
E, ainda hoje, ele afirma satisfeito que será talvez das poucas pessoas do
mundo que terão tomado "uma surra de Bíblia"...
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Água
da Paz
Era muito comum, antes do
início das sessões no Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo, algumas
pessoas não esclarecidas provocarem discussões sobre mediunidade. Várias vezes
Chico se irritava, por mais que tentasse explicar, não era compreendido.
Numa das vezes, sua mãe
compareceu e lhe ensinou: “para terminar suas inquietações use a água da paz”.
E lá foi ele agradecido procurar o medicamento em todas as farmácias da cidade,
recorrendo até em Belo Horizonte.
Após duas semanas, não a
encontrando, comunicou à sua mãe o fracasso da procura. Ela sorrindo,
respondeu: “não precisa viajar, o remédio está em sua casa...”. e esclareceu:
“quando alguém lhe provocar irritações, pegue um copo d’água do pote, beba-a um
pouco e conserve o resto na boca, não a ponha fora, nem a engula. Enquanto
durar a tentação de responder, deixe-a banhando a língua. Esta é a “água da
paz”!
Esta foi mais uma lição de
humildade e silêncio que recebemos.
Tão logo ouviu o conselho,
tomou de um papel e lápis e psicografou do poeta Casimiro Cunha o seguinte
verso:
“Meu amigo, se desejas
Paz crescente e guerra
pouca
Ajuda sem reclamar
E aprenda a calar a boca!”
Fonte: Gotas de Luz - Julho, Agosto e Setembro de 1999
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Bati
na Porta
Muita gente procurava Chico em seu emprego e isto
começou a causar-lhe problemas.
Certa vez uma senhora, em
adiantado estado de perturbação, foi procurá-lo. O chefe não queria que ele
atendesse ninguém em seu ambiente de trabalho e foi dito à senhora que o Chico
estava em casa. Para lá se dirigiu ela, sendo informada que o Chico estava
trabalhando. Voltou, novamente, ao emprego e disseram que o nosso amigo saíra,
a serviço.
Ela resmungou qualquer
palavrão e se foi.
À noite, quando as portas
do Centro se abriram, ela avançou sobre ele e deu-lhe inúmeros bofetões no
rosto.
Quando acabou de desabafar,
através da agressão, falou com voz nervosa e trêmula:
- Está pensando que tenho
tempo para andar atrás de você para cima e para baixo? E, agora, já para aquela
sala que você vai me dar um passe... cachorro...
A senhora sentou-se numa
cadeira e ficou esperando.
O Chico começou a pensar:
“Senhor Jesus, para se
transmitir um passe precisamos estar calmos, com o coração voltado para o amor
ao próximo. O Senhor sabe todas as coisas e sabe que não estou com raiva dela,
mas ela me deixou num estado meio diferente. Ajude-me, Senhor”.
Então, o espírito de
Emmanuel lhe aparece e diz:
- Para ajudá-la é preciso
alcançar-lhe o coração. Converse com ela.
E o Chico, para a irmã em
sofrimento:
- Minha irmã, a senhora me
perdoe ser uma pessoa tão ocupada. Não pude atendê-la em meu emprego porque meu
chefe não permite. A senhora compreende... estou ali para servir porque tenho
muitos irmãos para ajudar.
Foi conversando... conversando,
e a mulher se acalmando, para, em seguida, começar a chorar. O Chico, então,
transmitiu-lhe o passe e ela foi devolvida à razão.
Depois de sua saída, o
médium perguntou ao espírito de Emmanuel:
- Emmanuel, eu não estou
com a razão?
A resposta foi esta jóia da
caridade cristã:
- Você está com a razão,
mas ela está com a necessidade.
No outro dia, quando o
Chico chegou ao serviço, esta com o rosto todo inchado. Seu chefe indagou o que
ocorrera.
- Bati na porta.
Ele, então, olhou-o por
sobre os óculos e perguntou, novamente:
- Mas.. dos dois lados?
Fonte:
livro “Chico, de Francisco”, edições CEU e Informativo Espírita - Agosto de
2000
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Chico
Xavier e o Amor aos Animais
De quando em vez, Chico nos fala dos animais. Ficamos
admirados do seu amor por tudo que se refira à Natureza, crescendo sempre mais
o nosso respeito por esse espírito de escol...
Sem dúvida, é preciso ter-se uma sensibilidade muito
grande para "dialogar" com os animais, sim, pois Chico
"conversa" com os seus gatos, com o seu cachorro
"Pretinho", com o seu coelho...
Talvez muita gente vá pensar que estar envolvido com
animais é falta de tempo, ou até mesmo desequilíbrio, mas não há o que
estranhar, porque esses é quase certo que não amem nem os semelhantes...
Há algum tempo um confrade, veterinário, nos contou
que Chico chorou feito criança abraçado a um gatinho de estimação que morrera
envenenado.
Foi o próprio Chico que nos contou o que se segue. A
sua casa era freqüentada por um gato selvagem que não deixava ninguém se
aproximar... Todos os dias o Chico colocava num pires alguma alimentação para
ele. Numa noite, quando retornava de uma das reuniões, um amigo avisou que o
gato estava morrendo estendido no quintal. Babava muito, mas ainda mantinha a
cabeça firme em atitude de defesa contra quem se aproximasse. O Chico ficou
bastante penalizado, pensando que ele poderia estar envenenado. O amigo
explicou que horas antes o vira brincando com uma aranha e que, provavelmente,
ele a engolira. E sugeriu que o Chico transmitisse um passe no felino...
O gato, apesar de agonizante, estava agressivo.
Ficando à meia distância, o nosso querido amigo começou a conversar com ele...
- Olha - falou o Chico - você esta morrendo. O nosso
amigo pediu um passe e eu, com a permissão de Jesus, vou transmitir... Mas você
tem que colaborar, pois está muito doente... Em nome de Jesus, você fique calmo
e abaixe a cabeça, porque quando a gente fala no nome do Senhor é preciso muito
respeito...
O gato teve, então, uma reação surpreendente.
Esticou-se todo no chão, permaneceu quieto até que o Chico terminasse o
passe...
Depois, tomando-o no colo, esse admirável medianeiro
do Senhor pediu que se trouxesse leite e, com um conta-gotas, colocou o
alimento na sua boca...
O gato tornou-se um grande amigo e ganhou até nome.
Carlos A, Baccelli no livro Chico Xavier mediunidade e
coração.
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Chico
Xavier e uma Mãe Aflita
As palavras de Chico Xavier
estão sempre revestidas de luz, descortinando novos
caminhos para os nossos passos ... Ele é uma fonte inesgotável de bênçãos, dessedentando os corações cansados de sofrer no
vale das provações humanas ... Por isto,
quando ele fala, todas as vozes se emudecem e todos os vidos se aguçam, a fim de guardar-lhe os ensinamentos nos
escrínios da própria alma.
Recordo-me de que, há muito
tempo, uma mãe aflita, ao debruçar-se-lhe
sobre os
ombros, indagou em lágrimas:
"Chico, o que vou
fazer agora da minha vida?! ... Perdi os meus filhos, Chico, num desastre ... Morreram os dois ... A minha dor é
terrível ... Estou desesperada ..."
O episódio nos comovia a
todos, no "Grupo Espírita da Prece", em Uberaba.
Fitando-a com os olhos
igualmente repletos de lágrimas, o incansável servo
do Cristo lhe respondeu:
-"Filha, o nosso
Emmanuel sempre me diz que a aceitação de nossos problemas,
sejam eles quais forem, representa cinqüenta por cento da solução dos mesmos; os outros cinqüenta por cento vêm com o tempo
... Tenhamos paciência e fé, pois não
estamos desamparados pela Bondade Divina."
Bastou que ouvisse estas
palavras do Chico, para que aquela senhora se acalmasse
em uma cadeira próxima, começando a refletir sobre os Desígnios de Deus.
De nossa parte, ficamos
também, em silêncio, a meditar na grandeza da lição
daquela hora, a respeito da aceitação do sofrimento, perguntando a nós mesmos quantas dores maiores poderíamos evitar, se nos
resignássemos antes as dores aparentemente sem
remédio que nos visitam no cotidiano ...
Página
copiada do livro "Chico Xavier, Mediunidade e Ação", escrito por
Carlos Antônio Baccelli, de Uberaba, MG Luz do Evangelho – 22 de Junho de 2000
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Cura
e Tratamento
Há mais de vinte anos Chico
contou-me este caso, à época já antigo. A lição, ainda hoje, é atual:
Em 1931, ele começou a
sentir sintomas de grave moléstia ocular.
Apesar de tratamento com
oftalmologista amigo durante alguns anos, certo dia seu olho sangrava e doía
tanto que ele resolveu perguntar ao Espírito Emmanuel:
- Será que o senhor não
podia pedir ao Dr. Bezerra ou a algum benfeitor espiritual que me curasse o
olho?
Emmanuel respondeu no
estilo sóbrio de sempre:
- Continue tratando com o
médico amigo e sofra com paciência e resignação, porque este seu caso não tem
cura e não posso fazer nada por você nesse sentido.
- Mas se o senhor, que é o
meu protetor, está dizendo que não tem cura... que não pode fazer nada por mim,
como é que vou continuar trabalhando?
O iluminado espírito
completou sereno:
- Eu disse que não tem
cura, não que não tem tratamento.
Desde então até hoje, Chico
trata religiosamente do olho doente, colocando remédios várias vezes por dia.
Fonte:
livro Momentos com Chico Xavier, de Adelino da Silveira e Busca e Acharás -
Julho de 2000
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Deus
é que Sabe
Outro dia perguntei a uma
enfermeira do Plano Espiritual que tem velado por mim qual irmã devotada.
-Estou perto da morte?
-A resposta não me cabe. O
negócio de morrer somente Deus é que sabe.
Minha
tarefa é ajudá-lo a viver.
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Dívida
e Resgate
Uma das cunhadas do Chico teve um filho anormal.
Braços e pernas atrofiados. Os olhos, cobertos por uma espessa névoa,
mantinham-no mergulhado na mais completa escuridão. Inspirava medo às pessoas
que o viam. Era tão deformado que a mãe ao vê-lo teve um choque e foi internada
num hospital de doentes mentais.
O Chico ficou sozinho com o sobrinho.
Cuidar dele não era fácil. Medicá-lo, banhá-lo e
aplicar-lhe um clister diariamente. O menino não deglutia e para alimentá-lo, o
Chico tinha que formar uma pequena bola com a comida, colocar em sua garganta e
empurrar com o dedo.
Isto, durante onze anos aproximadamente.
Quando o sobrinho piorava, o Chico rezava muito para
que ele não desencarnasse. Já o amava como um filho.
Um dia o Espírito de Emmanuel lhe disse:
— Ele só vai desencarnar quando o pulmão começar a
desenvolver e não encontrar espaço. Aí, então, qualquer resfriado pode se
transformar numa pneumonia e ele partirá.
Quando estava próximo dos doze anos, foi acometido de
uma forte gripe e começou a definhar.
Na hora do desencarne, seus olhos voltaram a
enxergar. Ele olhou para o Chico e procurou traduzir toda a sua gratidão
naquele olhar.
Emmanuel, presente, explicou:
— Graças a Deus. É a primeira vez, depois de cento e
cinqüenta anos, que seus olhos voltam para a Luz. As suas dívidas do passado
foram aniquiladas. Louvado seja Jesus.
Extraído
do livro “Chico, de Francisco”, de Adelino da Silveira
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Evolução
Lenta
Em 1952, quando o Chico psicografava o livro “Ave
Cristo”, certa noite visitou-o um espírito que viveu na época de Moisés.
Tentou conversar com o Chico mentalmente, mas o Chico
olhou para Emmanuel e lhe disse:
-Não entendi nada do que ele quis me dizer. Então o
bondoso guia explicou-lhe;
Ele
está dizendo que não vem à terra aproximadamente há 4.000 anos. Que achou as
construções um pouco diferentes, mas que a evolução moral foi muito pequena.
Fonte: Livro: Momentos com
Chico Xavier - Adelino da Silveira e Boletim Informativo Busca e Acharás - Nº
39 - Fevereiro de 2000
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Isso
Também Passa
O
Chico passava por grandes dificuldades. Problemas gigantescos se avolumavam
sobre sua cabeça. E tão gigantescos que ele perguntou ao espírito Emmanuel se
não era possível rogar às esferas superiores um conselho de Maria de Nazaré,
que ajudasse naqueles dias tão difíceis.
Alguns dias se passaram,
quando o espírito de Emmanuel lhe disse que o generosos espírito de Maria havia
atendido ao seu pedido, enviando-lhe a seguinte frase: Isso Também Passa.
A frase foi para mim como
anestesia sobre uma dor imensa, disse-nos o Chico. Fez-me tanto bem que a
escrevi num papel e o coloquei sobre a cabeceira de minha cama. Todas às noites
e todas as manhãs eu lia, sentindo grande consolo.
Certo dia, um amigo ao
entrar em meu quarto, achou a frase muito interessante, e disse;
- Chico vou fazer o mesmo;
colocar esta frase sobre a cabeceira de minha cama.
- Faça isso mesmo, meu
filho, mas não se esqueça de que o espírito Emmanuel também me disse que ela serve
tanto para os momentos tristes, como para os momentos alegres.
Fonte: livro
Kardec Prossegue, de Adelino da Silveira - Busca e Acharás - Junho de 2000
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Mesa
de CR$15,00
"O Chico estava empregado na venda do Sr.
José Felizardo.
Ganhava CR$ 60,00 por mês. Mal dava para ajudar a família.
Apenas lhe sobrava, quando sobrava, meia dúzia de centavos.
Uma de suas irmãs, que o auxiliava no expediente do lar, falou-lhe, certa vez,
da necessidade que estavam de uma mesa para a sala de jantar, pois a que possuíam
era pequena e estava velha, a pedir substituição. E alvitrou-lhe:
- A vizinha do lado tem uma que nos serve. Vende-a por CR$ 15,00.
- Mas, como a pagaremos se não possuo e nem me sobra esta quantia, no fim de
cada mês?
A vizinha, dona da mesa, soube das dificuldades do Chico e, desejando ajudá-lo,
propôs-lhe vender o entressonhado móvel à razão de 1 cruzeiro por mês, em
quinze prestações mensais.
O Chico aceitou e a mesa foi comprada.
Pagou-a com sacrifício.
Ficou sendo uma mesa abençoada.
E foi sobre ela que, mais tarde, entendeu com Emmanuel a lição do pão e dos
demais alimentos, verificando em tudo a felicidade do pouco com Deus."
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Não
Faça Isso
Um amigo do Chico desencarnou. Havia-me encontrado
com ele algumas vezes. Ora no Centro, ora na casa do Chico.
Alguns dias após o desencarne, ele entra na casa do
Chico e dá-lhe um grande abraço.
O odor era tão forte que a roupa do Chico ficou
impregnada, chegando mesmo a ficar uma mancha na lapela do seu paletó.
-Quando ia tirar o paletó para limpá-lo, o espírito
de Emmanuel apareceu e disse-lhe:
-Não faça isso. Ele não tem consciência de seu
estado. Se você limpar o paletó agora, na sua presença, ele vai perceber e isso
poderá lhe fazer um grande mal.
Chico então não só não tirou o paletó como dormiu com
ele. No dia seguinte o odor havia desaparecido.
Fonte:
Boletim Informativo Busca e Acharás - Nº 39 - Fevereiro de 2000
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O
Morto Cumpriu o Combinado
O César Burnier contou-me um fato mediúnico acontecido com ele
e o Chico Xavier, quando este ainda residia em Pedro Leopoldo.
Tudo se passou durante o velório de José Xavier,
irmão do Chico.
Burnier me disse que estava em Belo Horizonte quando
soube que o José Xavier havia falecido em Pedro Leopoldo, cidade bem próxima.
Pegou o carro e foi para lá. A consternação era geral. Havia muita gente,
espíritas conhecidos, pessoas desconhecidas, mas ele, como todos, ficou ali na
sala onde o corpo, já no caixão, estava sendo velado.
Chico estava ao lado do corpo. Burnier de capa de
chuva e com o chapéu na mão permanecia próximo, contrito, participando da
situação dolorosa da perda de um amigo.
Lá pelas tantas, Burnier começou a sentir um
mal-estar que o incomodava. Parecia que seus músculos se enrijeciam, sentia-se
frio, seus lábios pareciam engrossar. Procurou então afastar-se como pôde, de
costas, até que encontrou a parede. Encostado nela, ele pensou: – Meu Deus,
parece que estou morrendo. Estou mal, muito mal. Ficarei aqui encostado para
não cair no meio da sala...
Na sua nova posição, ficou bem defronte ao Chico.
Inesperadamente, mesmo todo enrijecido, quase paralisado, seu braço, cuja mão
segurava o chapéu, moveu-se e lançou o chapéu no rosto do Chico. Acertou em
cheio.
– Oh! que é isso? – Gritaram todos.
Começou um pequeno tumulto, quando Chico interveio e
acalmou a todos, dizendo:
– Meu povo, amigos, não fiquem assustados, eu
explico. Isso está muito certo e foi para mim uma confirmação da vida após a
morte. Há algum tempo eu havia combinado com o José que, para comprovar que
continuaríamos vivos depois da morte, o primeiro que morresse deveria
providenciar para que alguma coisa fosse arremessada no rosto do outro. Parece
coisa boba, não é? Mas combinamos isso. E aqui, neste momento, ele acaba de me
dar essa prova, essa confirmação, pela mediunidade do nosso caro César.
Burnier sentiu-se melhor e entendeu tudo o que se
passou com ele. Ele foi influenciado pelo espírito do morto que estava ali, e,
como o espírito José Xavier estava ainda com as impressões dos instantes da
morte, foram captadas pelo Burnier.
Pode-se considerar que tudo ocorreu devido às
poderosas energias existentes naquele ambiente de preces e de serviços cristãos
sinceros, somadas à mediunidade aprimorada dos irmãos.
Houve assim maior facilidade para que o espírito
pudesse realizar o combinado.
Fonte: Diário
de um espírita - L. Palhano Jr.
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Pensar
perto de Chico Xavier
Contou-nos José Jorge, grande amigo e excelente
médium de efeitos físicos, atualmente residindo na cidade de São José do Rio
Preto - SP, que, certa vez, já alta madrugada, estava na fila para cumprimentar
Chico Xavier, ainda na antiga Comunhão Espírita- Cristã, aqui, em Uberaba.
Cansado e sonolento, José Jorge se impacientava, aguardando o contato com o
médium, o qual, como sempre, não revelava a menor pressa no atendimento aos que
o procuravam. A fila parecia não andar, e o visitante, bocejando seguidamente,
começara a ter estranhos pensamentos... De pé, à ponta da mesa, onde recebia os
cumprimentos, ao fim da reunião, e dialogava com os necessitados de umas
palavra de conforto e de orientação, Chico se mantinha imperturbável, de quando
em quando percorrendo com o olhar a pequena multidão que se aglomerava no
recinto, da qual o companheiro a que nos referimos se destacava dos demais pela
elevada altura.
Eram já quase 2 horas da madrugada, e José Jorge, que
não se animava a ir embora, após ter consultado pela enésima vez o relógio,
formulou, contrariado, um pensamento mau: - "O Chico está gordo!... E,
sorrindo desse jeito, está parecendo um sapo..."
Decorridos mais uns 30 minutos de espera, nosso
confrade estava, finalmente, diante do Chico. Como sucede com todos quantos
dele se aproximam, José Jorge, esquecido o sono, desmanchava-se em gentilezas,
apertando-lhe a mão com alegria:
-
"Chico amigo, como é que você está?!"
Continuando a sorrir com o hábito de levar a mão à
boca., tendo entre os dedos a inseparável esferográfica, Chico respondeu:
- Gordo,
meu filho, gordo e parecendo um sapo... Mas estou bem, graças a Deus!"
Desnecessário dizer que, apesar do extremo cansaço,
naquela madrugada, José Jorge, já em casa, não conseguiu dormir... E quem,
neste caso, o conseguiria?!
Nosso irmão Pedro Garcia, que todos chamamos
carinhosamente Tio Pedro, é um dos mais assíduos colaboradores de Chico no
Grupo Espírita da Prece. Certa vez, na fila dos cumprimentos, o médium recebera
de um visitante daquela noite uma caixa contendo potinhos da conhecida Pomada
"Vovô Pedro", ungüento cuja fórmula espiritual devemos à mediunidade
do inesquecível João Nunes Maia, atuante que era em Belo Horizonte.
- "Pedro - pediu-lhe Chico, enquanto atendia as
pessoas -, guarde esta caixa para nós... No final da reunião, você, por favor,
não me deixe esquecer de levá-la."
Ora, periodicamente, o Tio Pedro visita, em Uberaba,
nossos irmãos presidiários; dentre as coisas que lhes leva, está a afamada
pomada, cujo uso é indicado para qualquer espécie de úlcera ou machucadura,
inclusive revelando-se excelente no tratamento de certas infecções internas.
Naqueles dias, no entanto, seu estoque do ungüento estava zerado e ele pensou:
- "O
Chico bem que podia me dar um pouco desta pomada...
Pensou e... não ficou nisso, porque, ao lado de Chico
Xavier, não se pensa à toa... Então, passados uns 15 minutos, a um breve
intervalo que se fez na fila, o médium virou-se para o Tio Pedro e disse:
-
"Pedro, quando chegarmos em casa, você tira a metade da pomada para mim e
fica com a outra metade para a sua tarefa junto aos presos...
O bom Tio Pedro, que não fuma, mas tem o pigarro dos
ex-fumantes, pigarreou mais alto que de costume e nada pôde dizer, ou melhor,
nada mais pensou...
Capítulo extraído do livro: Chico Xavier o
apóstolo da fé, do consagrado médium e escritor espírita Carlos A. Baccelli,
editado em Março/2002, pela Livraria Espírita Edições "Pedro e
Paulo"
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Psicometria
O sobrinho do professor
Cícero Pereira, Jofre Teles, capitão da Polícia Militar, retornava de uma
viagem a Teófilo Otoni, MG, quando encontrou, por acaso, às margens do Rio
Macuri, uma capa de couro e os restos de uma espada com uns dez centímetros de
lâmina toda "comida" pela ferrugem. Levou esse "achado" para
casa e notou que sonhos horríveis com lutas sangrentas, soldados guerreiros,
espadas, etc. passaram a lhe atormentar.
Falando, certo dia, com
Chico Xavier, o capitão contou-lhe essa história e lhe mostrou o
"achado". O médium, depois de examinar rapidamente o objeto, disse:
-"Capitão Jofre, essa
espada lhe pertence há muito tempo. Por volta de 1840, você era um capitão da
milícia mineira, lutou bravamente na cidade de Filadélfia, hoje Teófilo Otoni,
durante a Revolução Liberal, foi referido e a espada lá ficou!".
Obviamente, Jofre Teles
espantou-se com tal revelação. E o Chico, notando a sua admiração, acrescentou
que na lâmina enferrujada esta gravada a "insígnia de Coronel", há
mais de cem anos, a mesma que ele usava na atualidade.
O capitão, regressando a
Belo Horizonte, limpou melhor o pedaço de espada e lá encontrou gravadas duas
palavras latinas: "Honor e Fides", que, de fato, compõem a sua
insígnia atual. Pesquisou, então, o arquivo da Polícia Militar e encontrou seu
nome e o grau de coronelato de que fora portador na época.
Fonte: Jornal Correio Fraterno do
ABC - Abril de 1999
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Quem
dera que você fosse o Chico...
Numa livraria de Belo
Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes elogios ao
Chico Xavier, tomou-se de admiração pelo Médium.
Leu, pois, com interesse,
todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Néio Lúcio, Irmão X e desejou,
insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo.
E aos fregueses pedia, de
quando em quando:
- Façam-me o grande favor
de me apresentar o Chico, logo aqui apareça.
Numa tarde, quando o
Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o pedido, o
Chico entra na Livraria.
Todos os presentes, menos o
Aloísio, se surpreendem e se alegram. Abraçam o Médium, indagam-lhe as
novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao Aloísio:
- Você não desejava
ansiosamente conhecer o nosso Chico?
- Sim, ando atrás desse
momento de felicidade....
- Pois aqui o tem.
Aloísio o examina; vê-o tão
sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante.
E correspondendo ao abraço
do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era nenhum
tolo, para acreditar em tamanho absurdo:
- Quem dera que você fosse
o Chico, quem dera!...
E Chico, compreendendo que
Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela maneira como se
apresentava, responde-lhe, candidamente:
- É mesmo, quem me dera...
E, despedindo-se, partiu
com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição,
que ira depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente,
pelo Aloísio...
Caso extraído do livro "Lindos Casos de Chico
Xavier" - Ramiro Gama - 17ª ed. São Paulo, Lake - 1995
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Tanta
Gente Boa
Em uma de nossas inesquecíveis reuniões informais na já
referida "sala de luz", da casa de Chico Xavier, na presença de tio
Urbano, minha esposa Tânia e outros companheiros, alguém abre diálogo, mais ou
menos assim:
- Chico! Quanta gente ruim está na Terra, toda hora a gente
só ouve notícias de violências, crimes hediondos, a mídia somente divulga
notícias tristes, sempre um mar de violências, um banho de sangue. Piorou muito
a condição da Terra!
Chico, observa-o em seu mutismo mineiro, como quem não quer
nada, para logo dizer:
- Meu filho, você se enganou. A Terra nunca recebeu tanta
gente boa como agora.
Saímos e, em nossa viagem de volta, por nossa tela mental
aquela assertiva de Chico deu-nos preocupações, pois até então
compartilhávamo-nos do pensamento do anônimo amigo.
Depois de algumas horas de viagem de retorno a Goiás,
desfila-se em nossa mente o pensamento em sintonia com as palavras de Chico. É
verdade, hoje temos creche, abrigos de idosos, escolas públicas com material
escolar gratuito, merenda escolar, faculdades e universidades públicas,
hospitais públicos, além de inúmeras instituições religiosas e filantrópicas
preocupadas com os carentes. Todos os bairros de nossas cidades são assistidos
pela sopa fraterna e pelos prontos-socorros espirituais.
O Chico sempre com a razão. A Terra nunca recebeu tanta
gente boa como agora
Fonte: Livro: Chico Xavier - O
Homem, o Médium, o Missionário de Antônio Matte Noroefé
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Terapia
do Trabalho
Contou-nos Terezinha Pousa Paiva, nossa já conhecida
narradora, que, certa dia, quando estava no Grupo Espírita da Prece, em
Uberaba, chegou uma mulher bem vestida e elegante, denotando tratar-se de
pessoa bem situada socialmente. Contudo, seu olhar pervagava, às vezes,
perdido, demonstrando uma certa alienação mental. Essa mulher, aproximando-se
do Chico, pediu-lhe uma orientação. E, ele, atendendo-a, relatou a seguinte
história:
Havia uma mulher, que tinha vários perseguidores, que
a molestavam constantemente, nunca a deixando em paz. Aconteceu que essa
mulher, por orientação de alguém, passou ao trabalho, de manhã à tarde, durante
todos os dias da semana, inclusive nos feriados, fins de semana e dias santos,
confeccionando roupas para os desvalidos.
De vez em quando, seus perseguidores compareciam ao
local de seu trabalho, a fim de verificarem se ela ainda continuava
trabalhando, ou se já o havia abandonado, na intenção de retomar a
possessão. Mas encontravam-na sempre nas tarefas, com a mente toda ocupada no
serviço.
E o tempo corria.
De quando em quando, um dos perseguidores convidava
os outros:
–Como é, pessoal, vamos ver como está a fulana?
E quando lá chegavam, encontravam-na sempre no
trabalho.
E assim fizeram por várias vezes.
Escoaram-se dez anos. Seus obsessores, ao se
aproximarem, mais uma vez, constataram que ela permanecia fiel ao trabalho e ao
compromisso assumido, com a mente absorvida no capricho da agulha e da idéias
renovadas.
Um deles, adiantando-se, falou:
– Essa não tem jeito, não! Desistamos! Deixemo-la,
rapazes! Vamos embora!
E lá se foram e nunca mais voltaram...
Extraído do livro
"Chico Xavier – Casos Inéditos", de Weimar Muniz de Oliveira – 1ª
Edição 1998 – Editora FEEGO – Goiania – GO
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