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PREVENÇÃO ÀS DROGAS

  

Aluney Elferr Albuquerque Silva

Prevenção às drogas

 

O que é :

Conjunto de medidas utilizadas para impedir ou, pelo menos, reduzir o consumo abusivo, evitando que se estabeleça uma relação destrutiva de um sujeito com uma determinada droga, levando em consideração o seu contexto social, econômico e cultural.

Níveis de prevenção:

  • Primária – Medidas anteriores ao surgimento do problema das drogas. Objetiva em reduzir a incidência entre os adolescentes e outros. Plano a atingir a prevenção: limitação da disponibilidade da droga, controle da publicidade e divulgação sublinear, campanhas educativas e contínuas técnicas de prevenção nas escolas e empresas, mudanças sócio/política/econômica [lei seca], resgatar valores e limites.

Quem vai fazer a primeira prevenção? Será realizada pela: Família - medo e preconceito x conversa livre; segredo [ não quer ver e não que mexer com as coisas e mostrar o envolvimento emocional; posicionamento claro e coerente.

Governo - repressão ao tráfico, campanhas.

Igreja - espiritualidade "Quando a alma é negligenciada, perdas de significados ( o homem necessita de cuidar da sua alma ......’Tomas Moore).

Empresas - com palestras, SIPA, grupos de mútua ajuda e campanhas.

  • Secundária – Ocorre quando o problema do consumo é detectado. Objetivo é através de todos os atos destinados a diminuir o prevalecimento da doença, reduzir a duração/evolução e trabalhar no estágio do abuso.

NÃO fazer os seguintes procedimentos, tais como - fechar os olhos para o problema [negação] facilitar, banalizar o problema [minimizar], usar os mecanismos de defesa [projeção da culpa], querer ser herói, dramatizar [ não deu certo o tratamento ], procurar soluções mágicas [passes vacinas, etc.].

  • Terciário – Ações direcionadas ao estágio de dependência de drogas. Objetivo a diminuir as incapacidades crônicas, promover o tratamento em clínica, grupo de mútua ajuda (AA/NA, 12 passos), Artigo 1o da Lei 6368 de 21.10.76.

DROGAS PSICOTRÓPICAS

São substâncias químicas capazes de modificar o funcionamento do organismo. As drogas psicoativas naturais ou sintéticas, quando administradas no organismo provocam alterações no funcionamento de SNC e levam a modificações no estado psíquico, físico e comportamental do indivíduo.

FATORES DE RISCO (OMS)

  • Necessitam de informações adequadas sobre as drogas e seus efeitos;
  • Apresentam saúde deficiente ou personalidade mal integrada;
  • Insatisfeitas com sua qualidade de vida e acesso fácil à droga;
  • Certa predisposição depressiva;
  • Organização familiar desfavorável e
  • Histórico com traumatismos psicoafetivos precoces.

O QUE É ABUSO?

Muitas drogas psicotrópicas tiveram ou ainda têm aplicação terapêutica. A morfina é um dos mais potentes analgésicos que existem. A cocaína era empregada como eficiente anestésico local em cirurgia dos olhos. Muitos xaropes utilizados até hoje contra tosse contêm codeína, sem falar dos tranqüilizantes, barbitúricos e soníferos.

Em nossa sociedade, o uso desses medicamentos se tornou corriqueiro, controlado ou não por prescrição médica. Igualmente, muitas pessoas fumam e bebem regularmente, mesmo conhecendo as conseqüências. O Abuso das drogas "lícitas" ocorre quando sua utilização se dá fora das indicações terapêuticas. Quanto às drogas "ilícitas", todo uso corresponde ao abuso.

É importante notar que não é a natureza da droga que faz a pessoa se tornar dependente, mas o impulso de toma - la, isto é, o modo como ela a utiliza. O abuso de drogas sempre denuncia desequilíbrio psicossocial. Segundo classificação internacional existem quatro tipos de usuários:

EXPERIMENTADOR: limita - se a experimentar a droga, por diversos motivos - curiosidade, desejo de novas experiências, pressão do grupo, etc.Na maioria dos casos, o contato com a droga não passa das primeiras experiências.

USUÁRIO OCASIONAL: utiliza um ou vários produtos, de vez em quando, se o ambiente for favorável e a droga disponível. Não rompe suas relações afetivas, profissionais e sociais.

USUÁRIO HABITUAL OU "FUNCIONAL": faz uso freqüente da droga. Em sua vida já se observam sinais de rupturas a nível afetivo, profissional e social. Mesmo assim, ele ainda "funciona" socialmente, embora de forma precária.

USUÁRIO DEPENDENTE OU "DISFUNCIONAL" (TOXICÔMANO): vive exclusivamente pela droga e para a droga. Como conseqüência, rompem - se todos os outros vínculos, o que provoca sua marginalização.

O QUE É ESCALADA?

A escalada pode ser entendida como a passagem do consumo esporádico a consumo exclusivo (escalada quantitativa), ou como a passagem do consumo de drogas "leves" para drogas "pesada" (escalada qualitativa).

Muitas pessoas fazem somente a escalada quantitativa, recorrendo a única droga de forma freqüente.

A maioria, entretanto, não faz escalada. Permanece como usuário esporádico ou abandona o uso.

Com a maioria (os toxicômanos) ocorre as duas escaladas. Os motivos devem ser procurados não no tipo de droga, MAS DIFICULDADES AFETIVAS, FAMILIARES E SOCIAIS que o indivíduo tenta resolver recorrendo a elas. Contudo, mesmo nos casos mais graves, nunca se está numa "viagem sem volta" e sim num beco cuja saída é o abandono do consumo de drogas.

O QUE É TOLERÂNCIA?

A tolerância é resultado do processo de adaptação biológica. Com a presença contínua de determinada substância química o organismo se acostuma a ela e reage menos. Para obter o mesmo efeito é necessário aumentar as doses.

A tolerância do organismo é observada sobretudo com os opiáceos, barbitúricos, ansiolíticos e alucinógenos. Dependentes de tais drogas são levados aos poucos, à escalada quantitativa, à busca da obtenção do mesmo efeito.

 

Parte integrante do Livro sobre dependência química do Terapeuta Aluney Elferr

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Pensamentos

 

O mundo é a nossa vasta sementeira e o Evangelho é, sem dúvida, o celeiro divino de todos os cultivadores da terra espiritual do Reino de Deus.

Emmanuel/Chico Xavier

 

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Na companhia sublime

Do amigo Excelso e Imortal,

Nós somos semeadores

Da terra espiritual.

Casimiro Cunha/Chico Xavier

 

 

 

 

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