Prevenção às drogas
O que é :
Conjunto de medidas utilizadas para impedir ou, pelo menos, reduzir o consumo
abusivo, evitando que se estabeleça uma relação destrutiva de um sujeito com uma
determinada droga, levando em consideração o seu contexto social, econômico e
cultural.
Níveis de prevenção:
- Primária – Medidas anteriores ao surgimento do problema das drogas. Objetiva
em reduzir a incidência entre os adolescentes e outros. Plano a atingir a
prevenção: limitação da disponibilidade da droga, controle da publicidade e
divulgação sublinear, campanhas educativas e contínuas técnicas de prevenção nas
escolas e empresas, mudanças sócio/política/econômica [lei seca], resgatar
valores e limites.
Quem vai fazer a primeira prevenção? Será realizada pela: Família - medo e
preconceito x conversa livre; segredo [ não quer ver e não que mexer com as
coisas e mostrar o envolvimento emocional; posicionamento claro e coerente.
Governo - repressão ao tráfico, campanhas.
Igreja - espiritualidade "Quando a alma é negligenciada, perdas de
significados ( o homem necessita de cuidar da sua alma ......’Tomas Moore).
Empresas - com palestras, SIPA, grupos de mútua ajuda e campanhas.
- Secundária – Ocorre quando o problema do consumo é detectado. Objetivo é
através de todos os atos destinados a diminuir o prevalecimento da doença,
reduzir a duração/evolução e trabalhar no estágio do abuso.
NÃO fazer os seguintes procedimentos, tais como - fechar os olhos para o
problema [negação] facilitar, banalizar o problema [minimizar], usar os
mecanismos de defesa [projeção da culpa], querer ser herói, dramatizar [ não deu
certo o tratamento ], procurar soluções mágicas [passes vacinas, etc.].
- Terciário – Ações direcionadas ao estágio de dependência de drogas. Objetivo
a diminuir as incapacidades crônicas, promover o tratamento em clínica, grupo de
mútua ajuda (AA/NA, 12 passos), Artigo 1o da Lei 6368 de 21.10.76.
DROGAS PSICOTRÓPICAS
São substâncias químicas capazes de modificar o funcionamento do organismo.
As drogas psicoativas naturais ou sintéticas, quando administradas no organismo
provocam alterações no funcionamento de SNC e levam a modificações no estado
psíquico, físico e comportamental do indivíduo.
FATORES DE RISCO (OMS)
- Necessitam de informações adequadas sobre as drogas e seus efeitos;
- Apresentam saúde deficiente ou personalidade mal integrada;
- Insatisfeitas com sua qualidade de vida e acesso fácil à droga;
- Certa predisposição depressiva;
- Organização familiar desfavorável e
- Histórico com traumatismos psicoafetivos precoces.
O QUE É ABUSO?
Muitas drogas psicotrópicas tiveram ou ainda têm aplicação terapêutica. A
morfina é um dos mais potentes analgésicos que existem. A cocaína era empregada
como eficiente anestésico local em cirurgia dos olhos. Muitos xaropes utilizados
até hoje contra tosse contêm codeína, sem falar dos tranqüilizantes,
barbitúricos e soníferos.
Em nossa sociedade, o uso desses medicamentos se tornou corriqueiro,
controlado ou não por prescrição médica. Igualmente, muitas pessoas fumam e
bebem regularmente, mesmo conhecendo as conseqüências. O Abuso das drogas
"lícitas" ocorre quando sua utilização se dá fora das indicações terapêuticas.
Quanto às drogas "ilícitas", todo uso corresponde ao abuso.
É importante notar que não é a natureza da droga que faz a pessoa se tornar
dependente, mas o impulso de toma - la, isto é, o modo como ela a utiliza. O
abuso de drogas sempre denuncia desequilíbrio psicossocial. Segundo
classificação internacional existem quatro tipos de usuários:
EXPERIMENTADOR: limita - se a experimentar a droga, por diversos motivos -
curiosidade, desejo de novas experiências, pressão do grupo, etc.Na maioria dos
casos, o contato com a droga não passa das primeiras experiências.
USUÁRIO OCASIONAL: utiliza um ou vários produtos, de vez em quando, se o
ambiente for favorável e a droga disponível. Não rompe suas relações afetivas,
profissionais e sociais.
USUÁRIO HABITUAL OU "FUNCIONAL": faz uso freqüente da droga. Em sua vida já
se observam sinais de rupturas a nível afetivo, profissional e social. Mesmo
assim, ele ainda "funciona" socialmente, embora de forma precária.
USUÁRIO DEPENDENTE OU "DISFUNCIONAL" (TOXICÔMANO): vive exclusivamente pela
droga e para a droga. Como conseqüência, rompem - se todos os outros vínculos, o
que provoca sua marginalização.
O QUE É ESCALADA?
A escalada pode ser entendida como a passagem do consumo esporádico a consumo
exclusivo (escalada quantitativa), ou como a passagem do consumo de drogas
"leves" para drogas "pesada" (escalada qualitativa).
Muitas pessoas fazem somente a escalada quantitativa, recorrendo a única
droga de forma freqüente.
A maioria, entretanto, não faz escalada. Permanece como usuário esporádico ou
abandona o uso.
Com a maioria (os toxicômanos) ocorre as duas escaladas. Os motivos devem ser
procurados não no tipo de droga, MAS DIFICULDADES AFETIVAS, FAMILIARES E SOCIAIS
que o indivíduo tenta resolver recorrendo a elas. Contudo, mesmo nos casos mais
graves, nunca se está numa "viagem sem volta" e sim num beco cuja saída é o
abandono do consumo de drogas.
O QUE É TOLERÂNCIA?
A tolerância é resultado do processo de adaptação biológica. Com a presença
contínua de determinada substância química o organismo se acostuma a ela e reage
menos. Para obter o mesmo efeito é necessário aumentar as doses.
A tolerância do organismo é observada sobretudo com os opiáceos,
barbitúricos, ansiolíticos e alucinógenos. Dependentes de tais drogas são
levados aos poucos, à escalada quantitativa, à busca da obtenção do mesmo
efeito.