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Paltalk : Jesus e a Doutrina dos Espíritos 28/08/07 (9h)
@Zech

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Título: Flagelos Destruidores Autor: Livro dos Espíritos Perguntas: 737 e seguuintes |
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II — Destruição Necessária e Abusiva
| Obra Complementar: |
"As Leis Morais" |
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pag 90 |
Rodolfo Calligaris |
Flagelos destruidores
737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)
738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?
“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios.
Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”
a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?
“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes
deles.”
b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.
“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”
Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é quemaior número parte ao mesmo tempo.
Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
Destruição Necessária e Destruição Abusiva
"O Livro dos Espíritos" - Questões 728 a 736
Expositor: Flávio Mendonça 23/02/2002
Estudo Espírita Promovido pelo IRC-Espiritismo
Centro
Espírita Léon Denis
Dirigente do Estudo da Noite:
Jailton Pinheiro - Jaja
Oração Inicial:
<jaja> Vamos agora nossos corações em
Cristo... E pediremos paz e inspiração para o trabalho que se inicia com nossa
prece inicial dizendo: Mestre Jesus... Estamos aqui reunidos em teu
nome... para estudarmos a Doutrina Espírita... Que tu nos deste por
intermédio dos bons espíritos que lhe auxiliam na tarefa de guiar as almas da
Terra na evolução. ajuda-no Senhor, nesta noite... para que possamos abrir
nossos corações às palavras de nosso amigo Flávio. Que ele seja inspirado
pela espiritualidade amiga... E que nos traga o conforto da alma... com os
sábios ensinamentos da Doutrina. Por isso, Senhor... Pedimos de fundo de
nossa alma... que possamos dar por iniciada... em teu nome e em nome dos
espíritos superiores que nos ajudam nesse trabalho... e principalmente em
nome de Deus... Esta sessão de estudos doutrinários. Que assim Seja!
Mensagem Introdutória
CONSIDERANDO O MEDO
Coisa alguma se te afigure apavoradora. A vida são as experiências vitoriosas
ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria. Não sofras,
portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o
discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e
receio injustificado. Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças
desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia
nervosa, avançando para o desarranjo mental. Os acontecimentos são conforme
ocorrem e como tal devem ser enfrentados. O medo avulta os contornos dos fatos,
tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação. Predispõe mal, desgasta as
forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere. O que
se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas
sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas. O medo invalida a ação
benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos. Um fato examinado
sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro
não atinge com segurança. A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime
da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes,
outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também. O medo pode
ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real. Necessário
combatê-lo sistemática, continuamente. Doenças, problemas, notícias, viagens,
revoluções, o porvir, não os temas. Nunca serão conforme supões. Uma atitude
calma ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge
inesperadamente... A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações,
enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito. Jesus, culminando a
tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos
famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem
se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que
nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.
Joanna de Ângelis
Do Livro: Leis Morais da Vida Psicografia: Divaldo Pereira
Franco Editora: LEAL
Exposição:
<Flavio_Mendonça> Queridos amigos, estudantes da Doutrina
renovadora, muita Paz ! É com imenso prazer que divido com vocês este momento
bonito de aprendizado rumo ao progresso moral e intelectual. Iniciemos os
estudos pelo CAPÍTULO VI do Livro dos Espíritos: Destruição necessária e
destruição abusiva "NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO
SE TRANSFORMA" Há nas leis naturais a necessidade
de que o velho se finde, dando lugar ao novo. Esta é uma condição imperiosa a
que nos submetemos. Tudo na Natureza obedece a esta lei, de forma que tudo
aquilo que se nos apresenta como destruição, nada mais é que uma outra fase a
qual chamamos de regeneração. Observando a Natureza, podemos verificar que tudo
aquilo que hoje aparenta um fim, é numa outra fase posterior, um novo recomeço.
A árvore perde suas folhas para logo após receber folhagem nova, um pássaro muda
a pena, porém, adquire novas plumagens de colorido mais denso, um animal muda a
pele quando atinge nova fase. É assim em toda Natureza. As criaturas são
instrumentos de Deus, pois pelos instintos de destruição conservam o equilíbrio
reprodutivo que poderia se tornar excessivo, ao mesmo tempo que se utilizam dos
despojos materiais quando se alimentam. Eis porque as criaturas ainda conservam
o instinto de destruição, pois seu estado ainda animalizado assim
exige. Porém, é necessário entendermos que esta destruição é relativa ao
veículo orgânico, pois a essência que é o princípio inteligente, se conserva na
eternidade, apenas depurando-se a medida que experiencia existências sucessivas.
Mas porque a Natureza nos dota de instinto de preservação e conservação ao mesmo
tempo que nos dota do instinto de destruição, não seria isso paradoxal ? Ora, se
assim não fosse não teríamos a oportunidade de progresso. É que o princípio
inteligente, também pela preservação e conservação, depura-se antes que sua
destruição se efetue. As leis divinas são perfeitas ! Como poderia haver
progresso, se antes só houvesse destruição. Era necessário que antes formássemos
o instinto de preservação e conservação, dando-nos possibilidade de progredir, e
só depois, para uma fase posterior, a destruição. O ser necessita viver e
reproduzir para desenvolver-se. Na questão 730 do Livro dos Espíritos, há um
questionamento sobre a necessidade de conservar-se vivo uma vez que a morte se
nos apresenta tão favorável ao alívio do espírito. Mas no entanto, o homem
repele instintivamente a idéia da morte. É que ao ser vivente é necessário a
experiência material a fim de dar curso ao seu desenvolvimento intelecto-moral,
expiando e provando nas vicissitudes da vida terrena. A não ser assim, se
abateria nele um grande desânimo, impossibilitando-o de progredir. Tem por isso,
por acúmulo nos condicionamentos, seu instinto de preservação e conservação. Mas
nem todos os mundos guardam as mesmas características. É que nos mundos mais
adiantados a materialidade é menor, e por isso mesmo o instinto de destruição
diminui na proporção de sua condição mais espiritualizada. Nestes mundos a moral
e o intelecto sobrepujam a condição mais materializada. Podemos observar, a
partir de nós mesmos, que quanto mais moral e intelectualmente elevados nos
tornamos, mais horror sentimos à destruição. É que também cresce conosco a
capacidade de rejeitar tudo aquilo que obsta o progresso. O homem goza de
liberdade proporcional ao seu estado evolutivo, assim como todo ser vivente.
Portanto, acha-se ele responsável pelos abusos que faz ao equilíbrio da
Natureza. A destruição que causa para prover-se de segurança e alimentação faz
parte desta natureza de preservação e conservação, não obstante tem ele o
direito de abusar desta condição para destruir inutilmente a Natureza.
Certamente prestará contas no íntimo de sua própria consciência quando esta lhe
exigir. Muitas vezes o homem, na sua bestialidade, utiliza-se desta liberdade e
destrói o que não lhe seria útil, e assim violam as leis divinas por atenderem a
suas más inclinações. A questão 736 cita povos que dedicam escrúpulos em excesso
a conservação dos animais. Mas muitas vezes deixa de ser meritório, pois,
isso se dá mais por superstição que mesmo por dedicação numa forma bondosa.
Logo, a lei é imperiosa e imparcial, e nosso tribunal íntimo será sempre
convocado para o julgamento de nossas ações. (t) <jaja> Muito obrigado,
Flávio, por sua exposição.
Perguntas/Respostas:
01 <jaja> Desde que surgiu, o homem tem trocado a paisagem natural
do planeta por cidades e construções diversas. Isso faz parte da Lei de
Destruição? Como saber o que é abuso, se nos sentimos cada vez mais
desconfortáveis com a natureza (mato, insetos e etc), e cada vez mais
dependentes do granito?
<Flavio_Mendonça> Como disse acima, tem o homem a liberdade
proporcional a seu estado evolutivo. Em mundos mais ditosos a destruição também
obedece a este imperativo evolutivo. No entanto, em mundos como o nosso, de
expiação e provas, a destruição também nos é útil, pois promove o equilíbrio da
Natureza..... Encontramos, pois, nesta destruição aprendizado para equilibrarmos
as forças. A medida que formos nos depurando mais, encontramos harmonia e
conforto ao invés do desconforto citado. Porém, como diz a máxima:
"Necessário é que venham os escândalos, mas ai de quem escandalizar" (t)
02 <Dourado-sempre> Seria a degradação do perispírito citada por
André Luiz, também uma forma destruidora necessária para que o espírito possa
ceifar seus males e retomar a sua caminhada? Verificamos em sua literatura que
muitos espíritos são ao desencarnarem são conduzidos a zonas "purgatoriais" com
o fim de restabelecer a ordem interna. Como entendeis?
<Flavio_Mendonca> Bem, a lei por ser imparcial, obedece o mesmo
princípio. Todavia a destruição do perispírito não é completamente aceita como
verdadeira, embora respeitemos as diversas opiniões. De toda forma, sendo o
perispírito semi-material, certamente poderia destruir-se no mesmo sentido usado
para todo o resto, pois, o que nos parece o fim, é na verdade uma nova etapa (t)
03 <Viseu "XELA"> quando você fala que o desenvolvimento intelectual
dos homens levam ao progressivo horror à destruição, lembro dos homens geniais
que criam as bombas atômicas e as armas químicas e aos que fazem as guerras em
nome de Deus... gostaria que comentasses sobre isso...
<Flavio_Mendonca> Amiga(0) Xela, não é apenas o avanço intelectual a
que se refere este progresso, pois a intelectualidade é apenas mais uma
ferramenta a nosso serviço. O que definimos como progresso é a moralidade a que
o espírito atinge através desta depuração. Portanto, este desenvolvimento
intelectual que criou ferramentas para a guerra contraria a lei divina, pois
evidencia a má inclinação dos que dela se serviram(t)
Oração Final:
<Flavio_Mendonça> Prezados amigos, agradeço
a todos a presença e a oportunidade de aprendizado, pois servindo é que se
aprende.... Agradeçamos a Deus por toda a oportunidade de progresso que
temos.... A irmão maior, Jesus, o Cristo pelos belos ensinamentos que muito
lhe custou...... Aos Espíritos que continuam a missão do Cristo.... Desejando
que outras pessoas também possam servir-se deste banquete e que
após alimentar-se nele, possa também servir colocando a luz em cima e
derramando luz a quem necessita ! Que assim seja !

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