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Paltalk : Jesus e a Doutrina dos Espíritos 28/08/07 (9h)
@Zech

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Título: Lei de Destruicao Autor: Livro dos Espíritos Perguntas: 730-736 |
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II — Destruição Necessária e Abusiva
| Obra Complementar: |
"As Leis Morais" |
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pag 90 |
Rodolfo Calligaris |
730. Desde que a morte deve conduzir-nos a uma vida melhor,
e que nos livra dos males deste mundo, sendo mais de se desejar do que de se
temer, porque a homem tem por ela um horror instintivo que a torna motivo de
apreensão? — Já o dissemos. O homem deve procurar prolongar a sua vida
para cumprir a sua tarefa. Foi por isso que Deus lhe deu o instinto de
conservação e esse instinto o sustenta nas suas provas; sem isso, muito
freqüentemente ele se entregaria ao desânimo. A voz secreta que o faz repelir a
morte Ihe diz que ainda pode fazer alguma coisa pelo seu adiantamento. Quando um
perigo o ameaça ela o adverte de que deve aproveitar o tempo que Deus lhe
concede, mas o ingrato rende geralmente graças à sua estrela; em lugar do
Criador.
731. Por que, ao lado dos meios de conservação, a Natureza
colocou ao mesmo tempo os agentes destruidores? — O remédio ao lado do
mal; já o dissemos, para manter o equilibrio e servir de
contrapeso.
732. A necessidade de destruição é a mesma em todas os
mundos? — E proporcional ao estado mais ou menos material dos mundos e
desaparece num estado físico e moral mais apurado. Nos mundos mais avançados que
o vosso as condições de existência são muito diferentes.
733. A
necessidáde de destruição existirá sempre entre os homens na Terra? — A
necessidade de destruição diminui entre os homens à medida em que o Espírito
supera a matéria; é por isso que ao horror da destruição vedes seguir-se o
desenvolvimento intelstual e moral.
734. No seu estado atual o homem tem
dircito ilimitado de destruição sobre os animais? — Esse direito é
regulado pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso
jamais foi um direito.
735. Que pensar da destruição que ultrapassa os
limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo, quando não tem
por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade? — Predominância
da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os
limites da necessidade é uma violação da lei de Deus. Os animais não destróem
mais do que necessitam, mas o homem, que tem o livre arbítrio, destrói sem
necessidade. Prestará contas do abuso da liberdade que lhe foi concedida, pois
nesses casos ele cede aos maus instintos.
736. Os povos que levam ao
excesso o escrúpulo no tocante à destruição dos animais têm mérito
especial? — É um excesso, num sentimento que em si mesmo é louvável, mas
que se torna abusivo e cujo mérito acaba neutratizado por abusos de toda
espécie. Eles têm mais temor supersticioso do que verdadeira bondade.
Destruição Necessária e Destruição Abusiva
"O Livro dos Espíritos" - Questões 728 a 736
Expositor: Flávio Mendonça 23/02/2002
Estudo Espírita Promovido pelo IRC-Espiritismo
Centro
Espírita Léon Denis
Dirigente do Estudo da Noite:
Jailton Pinheiro - Jaja
Oração Inicial:
<jaja> Vamos agora nossos corações em
Cristo... E pediremos paz e inspiração para o trabalho que se inicia com nossa
prece inicial dizendo: Mestre Jesus... Estamos aqui reunidos em teu
nome... para estudarmos a Doutrina Espírita... Que tu nos deste por
intermédio dos bons espíritos que lhe auxiliam na tarefa de guiar as almas da
Terra na evolução. ajuda-no Senhor, nesta noite... para que possamos abrir
nossos corações às palavras de nosso amigo Flávio. Que ele seja inspirado
pela espiritualidade amiga... E que nos traga o conforto da alma... com os
sábios ensinamentos da Doutrina. Por isso, Senhor... Pedimos de fundo de
nossa alma... que possamos dar por iniciada... em teu nome e em nome dos
espíritos superiores que nos ajudam nesse trabalho... e principalmente em
nome de Deus... Esta sessão de estudos doutrinários. Que assim Seja!
Mensagem Introdutória
CONSIDERANDO O MEDO
Coisa alguma se te afigure apavoradora. A vida são as experiências vitoriosas
ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria. Não sofras,
portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o
discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e
receio injustificado. Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças
desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia
nervosa, avançando para o desarranjo mental. Os acontecimentos são conforme
ocorrem e como tal devem ser enfrentados. O medo avulta os contornos dos fatos,
tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação. Predispõe mal, desgasta as
forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere. O que
se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas
sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas. O medo invalida a ação
benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos. Um fato examinado
sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro
não atinge com segurança. A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime
da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes,
outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também. O medo pode
ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real. Necessário
combatê-lo sistemática, continuamente. Doenças, problemas, notícias, viagens,
revoluções, o porvir, não os temas. Nunca serão conforme supões. Uma atitude
calma ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge
inesperadamente... A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações,
enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito. Jesus, culminando a
tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos
famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem
se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que
nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.
Joanna de Ângelis
Do Livro: Leis Morais da Vida Psicografia: Divaldo Pereira
Franco Editora: LEAL
Exposição:
<Flavio_Mendonça> Queridos amigos, estudantes da Doutrina
renovadora, muita Paz ! É com imenso prazer que divido com vocês este momento
bonito de aprendizado rumo ao progresso moral e intelectual. Iniciemos os
estudos pelo CAPÍTULO VI do Livro dos Espíritos: Destruição necessária e
destruição abusiva "NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO
SE TRANSFORMA" Há nas leis naturais a necessidade
de que o velho se finde, dando lugar ao novo. Esta é uma condição imperiosa a
que nos submetemos. Tudo na Natureza obedece a esta lei, de forma que tudo
aquilo que se nos apresenta como destruição, nada mais é que uma outra fase a
qual chamamos de regeneração. Observando a Natureza, podemos verificar que tudo
aquilo que hoje aparenta um fim, é numa outra fase posterior, um novo recomeço.
A árvore perde suas folhas para logo após receber folhagem nova, um pássaro muda
a pena, porém, adquire novas plumagens de colorido mais denso, um animal muda a
pele quando atinge nova fase. É assim em toda Natureza. As criaturas são
instrumentos de Deus, pois pelos instintos de destruição conservam o equilíbrio
reprodutivo que poderia se tornar excessivo, ao mesmo tempo que se utilizam dos
despojos materiais quando se alimentam. Eis porque as criaturas ainda conservam
o instinto de destruição, pois seu estado ainda animalizado assim
exige. Porém, é necessário entendermos que esta destruição é relativa ao
veículo orgânico, pois a essência que é o princípio inteligente, se conserva na
eternidade, apenas depurando-se a medida que experiencia existências sucessivas.
Mas porque a Natureza nos dota de instinto de preservação e conservação ao mesmo
tempo que nos dota do instinto de destruição, não seria isso paradoxal ? Ora, se
assim não fosse não teríamos a oportunidade de progresso. É que o princípio
inteligente, também pela preservação e conservação, depura-se antes que sua
destruição se efetue. As leis divinas são perfeitas ! Como poderia haver
progresso, se antes só houvesse destruição. Era necessário que antes formássemos
o instinto de preservação e conservação, dando-nos possibilidade de progredir, e
só depois, para uma fase posterior, a destruição. O ser necessita viver e
reproduzir para desenvolver-se. Na questão 730 do Livro dos Espíritos, há um
questionamento sobre a necessidade de conservar-se vivo uma vez que a morte se
nos apresenta tão favorável ao alívio do espírito. Mas no entanto, o homem
repele instintivamente a idéia da morte. É que ao ser vivente é necessário a
experiência material a fim de dar curso ao seu desenvolvimento intelecto-moral,
expiando e provando nas vicissitudes da vida terrena. A não ser assim, se
abateria nele um grande desânimo, impossibilitando-o de progredir. Tem por isso,
por acúmulo nos condicionamentos, seu instinto de preservação e conservação. Mas
nem todos os mundos guardam as mesmas características. É que nos mundos mais
adiantados a materialidade é menor, e por isso mesmo o instinto de destruição
diminui na proporção de sua condição mais espiritualizada. Nestes mundos a moral
e o intelecto sobrepujam a condição mais materializada. Podemos observar, a
partir de nós mesmos, que quanto mais moral e intelectualmente elevados nos
tornamos, mais horror sentimos à destruição. É que também cresce conosco a
capacidade de rejeitar tudo aquilo que obsta o progresso. O homem goza de
liberdade proporcional ao seu estado evolutivo, assim como todo ser vivente.
Portanto, acha-se ele responsável pelos abusos que faz ao equilíbrio da
Natureza. A destruição que causa para prover-se de segurança e alimentação faz
parte desta natureza de preservação e conservação, não obstante tem ele o
direito de abusar desta condição para destruir inutilmente a Natureza.
Certamente prestará contas no íntimo de sua própria consciência quando esta lhe
exigir. Muitas vezes o homem, na sua bestialidade, utiliza-se desta liberdade e
destrói o que não lhe seria útil, e assim violam as leis divinas por atenderem a
suas más inclinações. A questão 736 cita povos que dedicam escrúpulos em excesso
a conservação dos animais. Mas muitas vezes deixa de ser meritório, pois,
isso se dá mais por superstição que mesmo por dedicação numa forma bondosa.
Logo, a lei é imperiosa e imparcial, e nosso tribunal íntimo será sempre
convocado para o julgamento de nossas ações. (t) <jaja> Muito obrigado,
Flávio, por sua exposição.
Perguntas/Respostas:
01 <jaja> Desde que surgiu, o homem tem trocado a paisagem natural
do planeta por cidades e construções diversas. Isso faz parte da Lei de
Destruição? Como saber o que é abuso, se nos sentimos cada vez mais
desconfortáveis com a natureza (mato, insetos e etc), e cada vez mais
dependentes do granito?
<Flavio_Mendonça> Como disse acima, tem o homem a liberdade
proporcional a seu estado evolutivo. Em mundos mais ditosos a destruição também
obedece a este imperativo evolutivo. No entanto, em mundos como o nosso, de
expiação e provas, a destruição também nos é útil, pois promove o equilíbrio da
Natureza..... Encontramos, pois, nesta destruição aprendizado para equilibrarmos
as forças. A medida que formos nos depurando mais, encontramos harmonia e
conforto ao invés do desconforto citado. Porém, como diz a máxima:
"Necessário é que venham os escândalos, mas ai de quem escandalizar" (t)
02 <Dourado-sempre> Seria a degradação do perispírito citada por
André Luiz, também uma forma destruidora necessária para que o espírito possa
ceifar seus males e retomar a sua caminhada? Verificamos em sua literatura que
muitos espíritos são ao desencarnarem são conduzidos a zonas "purgatoriais" com
o fim de restabelecer a ordem interna. Como entendeis?
<Flavio_Mendonca> Bem, a lei por ser imparcial, obedece o mesmo
princípio. Todavia a destruição do perispírito não é completamente aceita como
verdadeira, embora respeitemos as diversas opiniões. De toda forma, sendo o
perispírito semi-material, certamente poderia destruir-se no mesmo sentido usado
para todo o resto, pois, o que nos parece o fim, é na verdade uma nova etapa (t)
03 <Viseu "XELA"> quando você fala que o desenvolvimento intelectual
dos homens levam ao progressivo horror à destruição, lembro dos homens geniais
que criam as bombas atômicas e as armas químicas e aos que fazem as guerras em
nome de Deus... gostaria que comentasses sobre isso...
<Flavio_Mendonca> Amiga(0) Xela, não é apenas o avanço intelectual a
que se refere este progresso, pois a intelectualidade é apenas mais uma
ferramenta a nosso serviço. O que definimos como progresso é a moralidade a que
o espírito atinge através desta depuração. Portanto, este desenvolvimento
intelectual que criou ferramentas para a guerra contraria a lei divina, pois
evidencia a má inclinação dos que dela se serviram(t)
Oração Final:
<Flavio_Mendonça> Prezados amigos, agradeço
a todos a presença e a oportunidade de aprendizado, pois servindo é que se
aprende.... Agradeçamos a Deus por toda a oportunidade de progresso que
temos.... A irmão maior, Jesus, o Cristo pelos belos ensinamentos que muito
lhe custou...... Aos Espíritos que continuam a missão do Cristo.... Desejando
que outras pessoas também possam servir-se deste banquete e que
após alimentar-se nele, possa também servir colocando a luz em cima e
derramando luz a quem necessita ! Que assim seja !

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