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HÁ FALHAS NA BÍBLIA ?

Há Falhas na Bíblia?

 

Encontrei uma "xerox" de folhas de um livro, creio que o autor é Jaime Andrade e reparto com os irmãos não no sentido de ofender, criar sectarismos, ou de provocas disensões...mas sim no sentido de que reflitamos que somente através da reflexão e do questionamento poderemos ter a luz da verdade que liberta e do espírito  que vivifica, pois a letra em si mesma é morta.Lembrando um antigo ditado, " é muito perigoso um homem que lê apenas por um livro só."

"1 - Como pode Deus criar a luz antes do Sol? – (Gênesis 1:3 14). Como separou Ele a luz das trevas (Gênesis 1:4), se estas nada mais são do que a privação da luz? Como fez o dia antes que o sol fosse criado?

2 - Como afirmar que do Éden saia um rio que se dividia em outros quatro, um dos quais, o CIOM, que corria no país de Cuse (Etiópia) (Gênesis, 2:13) só podia ser o Nilo, cuja nascente distava mais de mil léguas da nascente do Eufrates?

3 - Por que a proibição de comer do fruto da “árvore da ciência do bem e do mal” (Gênesis 2:17), se é fato que, dando a razão ao homem, Deus só poderia encoraja-lo a instruir-se? Acaso preferia Ele ser servido por um tolo?

4 - Por que se atribuiu a serpente o papel de Satã (Apoc. 12:9), se a Bíblia apenas diz que “a serpente era o mais astuto dos animais” (Gênesis 3:1)? Que língua falava essa serpente, e como andava ela antes da maldição de que passaria a arrastar-se sobre o ventre e comer pó? (Gênesis 3:14) E como explicar a desobediência da serpente, se nunca se ouviu falar de cobra que comesse pó? E como explicar que tantas mulheres possam hoje dar a luz sem dor e tantos homens comam o seu pão sem precisarem de suar o rosto? (Gen. 3:16/19)

5 - Como pode ser punido com tanto rigor um ente primitivo como Adão, que não sabia discernir entre o bem e o mal? (e a prova disso se encontra no verso 22: 'Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal'). Caim cometeu um fratricídio e não mereceu uma pena tão severa; a despeito da maldição: “Fugitivo e vagabundo será na Terra” (Gênesis 4:12) foi para Node, onde constituiu família e até construiu uma cidade (Gênesis 4:17) e “seus descendentes foram mestres em varias artes” (Gênesis 4:20/22)

6 - Os teólogos pretendem que a morte entrou no mundo em conseqüência do pecado de Adão (pelo menos este é o ensino de Santo Irineu no 1o Século, confirmado por Santo Agostinho). Pergunta-se: como estaria hoje a população da Terra se a humanidade só fizesse nascer? E por que a punição teve de se estender aos animais, que nada tiveram a ver com o pecado de Adão?

7 - Como poderam encerrar “casais de todos os animais da Terra” (Gênesis 6:19) numa arca de 300 côvados (198 m) de comprimento por 50 de largura e 30 de altura (Gênesis 6:15) ? Como conseguiram apanhar todos esses animais e reunir tantos e tão variados alimentos e de que modo se houveram as 8 pessoas a bordo (Gênesis 7:13) para alimentar todos eles (e limpar todos os dejetos) durante mais de um ano? Note-se que o diluvio começou a 17 do 2o mês (Gênesis 7:11) e os que nela haviam entrado sete dias antes (Gênesis 7:10) só saíram da Arca a 27 do segundo mês (do ano seguinte é obvio) (Gênesis 8:14)

8 - Se Deus é justo e se foi Ele próprio que endureceu o coração do Faraó para que não permitisse a saída dos israelitas (Êxodos 11:10), por que teria de matar todos os primogênitos do Egito, inclusive muitos milhares de inocentes crianças e até os primogênitos de todos os animais? (Êxodo 12:29)

9 - Como teriam os magos egípcios transformado a água do Nilo em sangue (Êxodo 7:22), se Moisés já o fizera antes? (Êxodo 7:20). E como puderam perseguir os israelitas com o seu exercito desfalcado de todos os primogênitos (Êxodo 12:29) e empregando a sua cavalaria (Êxodo 14:23), se na 5.a praga haviam sido mortos todos os cavalos? (Êxodo 9:6)
10 - Se o mar tragou todo o exercito do Faraó, este inclusive (Êxodo 14:28) não é de se estranhar que com a decifração dos hieróglifos, que permite hoje conhecer toda a história do antigo Egito, não se tenha encontrado uma só referência a tão espantosa calamidade?

11 - Como entender que os autores do Antigo Testamento, tão precisos ao citar pelos nomes dezenas de pequenos reis das cidades vencidas, como Adonizedeque (Josué 10-1), Hoão, Pira, Zafia, Debir (Josué 10:3), Hoão (Jos. 10:33), Jabim, Jobab (Josué 11:1), Seom (Josué 12:2), Igue (Josué 12:4), Jeeb (Juizes 7:25), Salmuna e Zeba (Juizes 8:5), Agag (I Samuel 15:8), Aquis (I Samuel 21:10), etc., não tenham mencionado o nome do Faraó que reinava ao tempo da fuga dos israelitas, o qual é citado tantas vezes nos primeiros 14 capítulos do livro de Êxodo?

(...)

14 - Como entender que fossem eleitos e protegidos por Deus assassinos como Eude, que apunhalou a traição o rei Eglom (Juizes 3:21), Davi, que fez morrer Urias, para tomar-lhe a mulher (II Samuel 11:15) e Salomão, que tendo 700 mulheres e 300 concubinas (I Reis 11:3), mandou matar seu irmão Adonias só porque este lhe pedira uma? (I Reis 2:21 e 25)
(...)

A história de todos os povos está repleta de lendas, crendices, mitos, alegorias, superstições. Por que a dos judeus teria que ser diferente? Quando o historiador pertence a outra comunidade, ou se encontra afastado dos acontecimentos no tempo e no espaço, ainda se pode esperar alguma imparcialidade. Mas, se quem narra a historia é um dos próprios interessados, é natural que procure exagerar os feitos dos compatriotas, sejam contemporâneos ou antepassados, e subestimar os dos seus adversários. Isso ocorre até nos tempos atuais, em que os eventos ficam registrados na imprensa, em livros, nos filmes, nas fitas de vídeo, etc.

Mesmo fatos contemporâneos, amplamente divulgados e documentados por todos os meios de registro disponíveis, se prestam a interpretações diferentes, ao sabor das conveniências de cada grupo. A paternidade do avião, inventado já no início deste século, não é atribuída pelos norte-americanos aos irmãos Wright, com evidente indiferença aos méritos do nosso Santos Dumont? Imagine-se o que não ocorreria nos tempos primevos, quando os acontecimentos eram transmitidos por tradição oral, e só muito depois vinham a ser registrados por escrito...

(...) Não há evidente exagero em afirmar que os israelitas num só dia mataram 100 mil sírios? (I Reis 20:29). A nosso ver, cem mil homens não morrem num só dia nem com as mais devastadoras armas modernas. Com as bombas nucleares existe a possibilidade, mas até o momento não nos conta tenha de fato ocorrido. As lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 6 e 9-8-45 não chegaram a exterminar tanta gente, pelo menos não no primeiro dia. E note-se que não foram arremessadas contra exércitos aguerridos, mas contra populações civis. Se com os recursos altamente sofisticados da tecnologia atual a empresa não é fácil, imagine-se o que não seria nos tempos em que as armas mais letais eram espadas e lanças, e os veículos mais velozes eram carros puxados por cavalos e camelos...

Pela mesma razão não nos parece muito verossímil que o "Anjo do Senhor" tenha numa só noite exterminado 180 mil assírios (II Reis 19:35), nem que 120 mil “midianitas” tenham sido mortos pelos 300 de Gedeão (Juizes 8:10), nem que os judeus tenham eliminado em um só dia 120 mil da tribo de Judá, “todos homens poderosos, por terem abandonado o Senhor Deus de seus pais” (II Crônicas 28:6), e ainda levado cativas 200 mil mulheres e crianças do seu povo irmão (II Crônicas 28:8). E o que dizer dos “500 mil homens escolhidos que caíram feridos em Israel” (II Crônicas 13:17). E o que dizer do 1 milhão (1 milhão!) de etíopes que 'foram destroçados sem restar nem um sequer' ? (II Crônicas 14:9 e 13). Será que a Etiópia já dispunha naquele tempo de 1 milhão de habitantes? (nota no rodapé da página: Temos duas bíblias traduzidas Almeida, ambas editadas pela Sociedade Bíblica Brasileira, com redação diversa do cap. 13. A de 1966 diz como esta acima. A de 1969 (edição revista e CORRIGIDA) reza: “caíram tantos etíopes que já não havia neles vigor algum”... Veja-se como vão aos poucos alterando o texto!)

(...) jamais nos passaria pela idéia o intuito de amesquinhar o papel da Bíblia como regra de fé da Cristandade, e nem seriam pigmeus como nós que ousariam tão inexeqüível tarefa. Sabemos e proclamamos que ela é o fanal de todos os povos cristãos, e que os preciosos ensinamentos morais nela contidos brilharam e continuarão a brilhar por muitos séculos concorrendo para dissipar as trevas da ignorância dos homens sempre que eles estiverem a altura de os assimilar. Aquilo que unicamente contestamos é a tese da “inerrancia” da Bíblia, a idéia de que ela encerra toda a Verdade e de tudo quanto contém é a palavra saída dos lábios do próprio Deus. O que afirmamos é que a Bíblia foi escrita por homens e por isso mesmo esta repleta de falhas resultantes da imperfeição humana. Pretender que ali esteja a Verdade como um bloco monolítico, é semear confusão na mente de homens que já aprenderam, ou pelo menos deviam ter aprendido, a raciocinar."

 

Pedro - Primeiro Papa

Os católicos nos criticam (e também aos protestantes) por não aceitarmos os Papas como sucessores de Pedro e inspirados pelo Espírito Santo.

Vejamos os argumentos usados por eles:

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" (Mateus 16:18)

Na Epístola aos Efesios, Cap II, v.20, está escrito claramente que a Igreja está fundamentada sobre a fé dos apóstolos e Profetas, sendo Jesus Cristo a principal pedra do angulo. S. Cirilo escreveu: "A rocha ou pedra de que nos fala Mateus, é a fé imutável dos apóstolos". S. Crisóstomo quando, em sua homilia 56 a respeito de Mateus, escreve: "Sobre esta rocha edificarei minha igreja: e esta rocha é a confissão de Pedro."

E qual foi a confissão de Pedro?
Está no versículo 16: "Tu es Cristo, o Filho de Deus vivo".
Santo Agostinho se expressa assim sobre a Primeira Epistola de S. João: "Edificarei minha igreja sobre esta rocha, significa claramente que é sobre a fé de Pedro".

No seu tratado 124 sobre o mesmo S. João, encontra-se essa frase: "Sobre esta rocha, que acabais de confessar, edificarei minha igreja; e a rocha era o próprio Cristo, filho de Deus".

Tanto esse santo não acreditava que a Igreja fosse edificada sobre São Pedro, que disse em seu sermão no 13:

"Tu és Pedro, e sobre esta rocha ou pedra que me confessaste, que reconheceste, dizendo: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo, edificarei a minha igreja, sobre mim mesmo; pois sou o Filho de Deus vivo. Edificarei sobre mim mesmo, e não sobre ti."

Haverá coisa mais clara??

Dizem as escrituras que Cristo até proibiu Pedro e seus colegas de reinarem ou exercerem senhorio (Lucas, XXII, 25 e 26). Cristo prometeu tronos aos apóstolos (Mateus, Cap. XIX, v. 28), sem dizer que o de Pedro seria mais elevado que os dos outros.
Os concílios do quatro primeiro séculos nunca deram, nem reconheceram o poder e a jurisdição que os bispos de Roma queriam ter.

Claro que Pedro, depois de Jesus desencarnar, seria o ponto de partida para as futuras pregações evangélicas. E assim, depois da crucificação, vamos encontrar Pedro em Jerusalém, como centro irradiador de forças espirituais e de ensinamentos para o Cristianismo nascente. E mais tarde, ao lado de Paulo em Roma, Pedro articula os trabalhos evangélicos que se desenvolviam na grande cidade, trabalhando fielmente até cair vítima da perseguição. Atendendo à sua fé franca e sincera e ao seu espírito ponderado e humilde com muita coragem de lutar, Jesus confia a Pedro a orientação dos primeiros passos do Cristianismo e a direção dos primeiros trabalhos da disseminação do Evangelho.
Mas onde está escrito que Pedro teria sucessores, escolhidos pelos homens, e que esses sucessores viveriam da religião e não para a religião? Onde diz que os sucessores seriam considerados infalíveis e seriam chamados "santidade"? Não disse isso, nem que os padres seriam sucessores dos apóstolos com poder de perdoar pecados. Disse que apóstolos perdoassem, pois esses eram médiuns, estavam preparados, sabiam reconhecer quem tinha realmente fé, quem estava realmente transformado e merecia ser perdoado, como fazia Jesus, inclusive CURANDO os enfermos após perdoar, obviamente livrando eles das enfermidades causadas pelos pecados de que agora eram perdoados.

É um absurdo comparar o exemplo de humildade e luta de Pedro com os Papas ao longo da História. Pedro jamais aceitaria o título de "Santidade", muito menos ser considerado infalível. Maior absurdo ainda dizer que o Papa é representante de Jesus ou Deus (o que para os católicos e evangélicos é a mesma coisa) na Terra. Só podemos considerar isso como uma enorme PRESUNÇÃO. Cristo disse: "O filho do homem não tem uma pedra para reclinar a cabeça, embora as aves do céu tenham seus ninhos e os lobos tenham os seus covis". Nasceu numa manjedoura, num lugar modesto, numa gruta. Morreu na cruz. Toda a sua vida foi muito simples. Ele é o chefe da Igreja Católica. Não mais do que isso. O século IX é conhecido pelos escândalos pontificiais. O tempo em que os papas, sanguinários e mundanos, eram designados por mulheres dissolutas, como Teodora e Marozzia. O Papa Gregório, o Grande, condenou o culto aos ídolos e Bonifácio III e IV restabeleceram o mesmo culto. Quais destes era mais infalível e inspirado pelo Espírito Santo?

No início do século V, o padre João Huss, mártir e herói nacional da antiga Checoslováquia, reitor da Universidade de Praga, foi mandado para fogueira pela Igreja, por causa dos seus trabalhos negando a autoridade do Papa, censurando os vícios do clero, as indulgências, etc. Apelam os católicos para o fato de Jesus ter prometido assistência para sua Igreja e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela. Mas Jesus certamente não foi conivente com os absurdos cometidos pela Igreja Católica ao longo da História. Sua Igreja é a de "um só rebanho e um só pastor", e não exclusivamente a Católica ou uma das diversas igrejas evangélicas, cada uma delas dizendo ser a Verdade. Jesus falava da VERDADEIRA IGREJA DO CRISTO, a que leva a reforma íntima, a transformação do indivíduo e, por fim, de toda a Humanidade. O inferno não prevalecera contra os que colocarem seus ensinos em prática, e não os dessa ou daquela Igreja.

Jesus não criou uma Igreja com uma hierarquia baseada em valores materiais, e sim espirituais.

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