Terra Espiritual
 

'Discutindo a espiritualidade!'

Home

Espiritismo

Religiões

Sociedades Secretas

Links

Webmasters

 

www.terraespiritual.org

"Se o desejo, que se aloja na raiz de toda a paixão humana, puder ser removido, aí então, morrerá esta paixão e desaparecerá, consequentemente, todo o sofrimento humano."(Buda)

ESPIRITISMO

 

Aconteceu

Arte Espírita

Artigos

Biografias

Centro Espírita em Destaque

Centros Espíritas do Ceará

Chat Espírita

Doutrina

Enquete do mês

Entrevista do mês

Espiritismo e ciência

Espiritismo e filosofia

Espiritismo e religião

Eventos

Filmes espiritualistas

Liga dos Historiadores e Pesquisadores Espíritas (LIHPE)

Livro do mês

Mensagens

Obras básicas - Download

O Evangelho no Lar

Parapsicologia e espiritismo

Perguntas e Respostas

Sala Filosofia Espírita

Sobre a Divulgação Espírita

Transcomunicação

Vocabulário Espírita

 

 

 

 

 

 

 

Introdução ao Budismo

Agradeçimentos ao Site Nossa Casa

 

                  11- CAÇANDO E MATANDO O EGO

INTRODUÇÃO AO BUDISMO
Uma visão da doutrina budista através dos textos
Este é um trabalho de seleção e ordenação de textos
de vários autores e mestres budistas por
Karma Tenpa Darghye.

"Em nosso estado mental normal, nosso ego parece enorme e concreto; ele parece ser justamente nosso melhor amigo, protetor e benfeitor. Mas na verdade, ele é o nosso pior inimigo, uma fraude que nos engana, fazendo-nos sentir que não podemos existir ou viver sem ele. Como um monstro morando em nosso coração, ele está sempre pronto para fazer coisas ruins e causar problemas a nós e aos outros. Nosso ego tem monte de truques para se manter na ativa. Por isso, devemos prestar atenção quando começarmos a nos dizer: "Se eu não cuidar do número um (nós mesmos), não vou trabalhar e vou acabar passando fome"; "Se eu ficar me distraindo com esse assunto de espaço, vou acabar virando um vegetal. Posso até morrer!" O ego tem mais defesas que a OTAN. Cuidado!

Não há dúvidas de que é do nosso próprio interesse nos livrarmos desse demônio interior o mais rápido possível (a menos que sejamos masoquistas e gostemos da eterna dor física e mental). Ao recolher e responsabilizar nosso ego de apego a si mesmo por todos os nossos problemas, com certeza geraremos o desejo de cuidar de nosso mundo interno e de nos livrar desse ego o mais rápido possível. Para isso, precisamos enxergá-lo como um mentiroso, examinando se de fato existe como parece ou não.

Isso significa dizer a nós mesmos: "Pela lógica, se eu existo tal como parece, devo ser ou um com todo meu corpo e mente, ou separado e diferente deles". Se, quando busco o meu ego, não consigo encontrá-lo nem em minha mente nem em meu corpo, e nem tampouco como algo separado deles, não tenho outra opção senão aceitar que o que estou percebendo é o meu falso senso de individualidade. Precisamos expulsar esse fantasma da máquina.

Pensando dessa forma, começamos a caçar nosso ego aparentemente vivo, nosso verdadeiro inimigo, e isso nos força a confrontar nossas suposições nunca examinadas sobre como existimos de fato. Eis um desafio bastante significativo do ponto de vista emocional: descobrir que nossa percepção básica da realidade é uma grande bobagem. Essa é a autocura absoluta, e por isso devemos prosseguir, cheios de alegria, nesse nível grosseiro do treinamento espacial.

Se sentirmos que o eu, ou nosso ego, é realmente nosso corpo (como as indústrias de cosméticos adorariam que nós acreditássemos), então:

1. Qual parte do corpo somos? A cabeça, o coração, os membros?

2. Como tenho muitas partes, devo ter muitos "eus" e muitos "egos".

3. Se sou o meu corpo, então, mesmo que minha mente não esteja nele, eu estarei existindo. Quando meu corpo morrer, deixarei de existir. (Essa visão materialista e niilista tem sido desafiada por muitos relatos de experiência pós-morte, além de testemunhos de tulkus nascidos no Ocidente e no Oriente, terapeutas de vidas passadas etc.)

4. Se alguém corta fora nossa perna com um machado, ficamos histéricos e gritamos, "Ele cortou minha perna", mostrando assim que sentimos que somos os proprietários de nosso corpo, e não o corpo em si.

5. Se sentimos que nosso ego é a nossa mente, precisamos examinar o que nossa mente é. Temos muitos fatores ou aspectos maiores ou menores da mente: seis sentidos e consciências mentais e cinqüenta e um fatores composicionais (todos os aspectos misturados de clareza e escuridão em nossa mente). Ora, se tenho tantas mentes diferentes, devo ter muitos egos diferentes (uma personalidade múltipla esquizofrênica com cinqüenta e sete identidades).

6. Quando alguém nos insulta, pensamos, "Ele machucou meus sentimentos", mostrando assim que nos sentimos os proprietários de nossa mente, e não a mente em si.

7. "Penso, logo existo" — "Se sou minha mente, posso viver sem meu corpo".

8. Se sentimos que somos a combinação de nosso corpo e mente, devemos tentar seguir o seguinte raciocínio:

Não sou meu corpo.

Não sou minha mente.

Mesmo assim, quando eles estão juntos, chamo-os de "eu". Mas como é possível que dois "não sou" tornam-se um "eu sou"? Pense nisso! Esse é um enigma profundo e cheio de sentido, não uma piada.

É o mesmo que chamar de "foguete" a uma combinação de todas as partes de um foguete. Na verdade, nenhuma delas separadamente é o foguete, mas à união de todas as partes damos o nome de "foguete". Enquanto estamos satisfeitos com o simples nome das coisas e não investigamos nosso mundo com mais profundidade, tudo parece estar certo. Os carros, as pessoas, os computadores, tudo trabalha e funciona. Mas se verificamos o que há por trás das ilusões, perceberemos que não há qualquer foguete que exista independentemente, mas apenas um objeto surgido interdependentemente, dependendo de suas partes, causas, condições etc. Esse é o misterioso milagre da realidade.

Quando buscamos as coisas em si, elas desaparecem. Mas quando as aceitamos elas funcionam maravilhosamente bem, até o momento em que se quebram, adoecem e morrem.

9. Se sentimos que nosso eu é diferente de nosso corpo e mente, devemos tentar imaginar então que nosso corpo foi totalmente destruído por uma bomba atômica e que nossa mente foi, de alguma forma, desligada, totalmente aniquilada. Onde estaríamos então? Obviamente, em lugar nenhum.

10. Portanto: Certamente não sou meu corpo, não sou minha mente, nem a combinação de meu corpo e mente; Então, onde estou? Em lugar nenhum. O que percebemos nesse momento, se tivermos feito o jogo da forma adequada, é nada, exceto o espaço absoluto.

Esse nada não é o frio vácuo morto do espaço externo ou a completa negação da vida que nos ensinaram nas aulas de filosofia. A experiência da vacuidade, ou do espaço absoluto, é preenchida por uma sensação de extrema bem-aventurança e uma profunda paz. Sem dúvida, segundo os nossos sentidos, não há nada lá, mas de alguma forma encontramos a sensação de arrebatadora alegria de tocarmos a essência da vida e o tecido fundamental da realidade. Ainda assim, não há nada lá. É fascinante e maravilhoso. Então, compreendemos de verdade o monstro que é o nosso ego, nos impedindo completamente de ter essa arrebatadora experiência. O eu é realmente muito egoísta.

Todas as vezes que "caçamos o ego", devemos tentar manter a mente ingênua como a mente de uma criança. Não é bom começar o jogo pensando, "Já sei a resposta" ou "Que tédio!", pois assim não poderemos ter o impacto emocional do inacreditável fato de que de repente nosso ego desapareceu, fugiu envergonhado. Quando nosso inimigo interior tiver sido exposto como uma fraude, um mentiroso e um traidor, a fantasia de sua existência se desintegrará no nada. Mas não se preocupe: ele voltará para nos assombrar por muitos e muitos anos. Está apegado a nós tanto quanto nós estamos apegados a ele. Matar o ego é um processo difícil e demorado. Mas é absolutamente benéfico e, por isso, devemos persistir com alegria. Nossa porcentagem de vitória crescerá passo a passo e, um dia, teremos vencido completamente.

Assim, tendo exposto nosso ego como uma fraude, usando a luz de nossa sabedoria, tudo que nos resta é uma negação, um vasto espaço ou vacuidade que não implica em nada mais, mas prova apenas que nosso ego independente nunca existiu. O vasto espaço da vacuidade não prova nem confirma mais nada.

As pessoas comuns, em geral, necessitam de muito espaço individual e sempre se sentem desconfortáveis em espaços pequenos e em multidões. O antídoto para essa sensação e para o "ser comum" é familiarizar a mente com o vasto espaço interior do não-ego, não-eu, não-meu! A auto-cura não é desenvolver o ego, mas dissolvê-lo no espaço. Assim, sempre nos sentiremos muito confortáveis e relaxados, mesmo se estivermos rodeados por trinta pessoas gritando todas ao mesmo tempo.

Algumas pessoas sentem medo quando entram em contato com esse imenso espaço interior, sentindo que fizeram desaparecer a si mesmas. Mas não há motivo para se preocupar: apenas fizemos desaparecer temporariamente nossa alucinação ou fantasia do ego. A energia do apego ao ego é tão forte nas pessoas comuns que certamente reaparecerá logo. Quando chegar o momento de você entrar em contato com o espaço interior, não se preocupe, seu corpo e mente e seu eu, surgidos interdependentemente, ainda estão aqui".

 

GELSO – AUTOCURA III –Lama Ganchen Rinpoche

 

 

ESPIRITUALISMO

 

Agenda

 

Arte

 

Artigos  Budistas

 

Artigos Teosóficos

 

Artigos sobre Yoga

 

Krisnamurty

 

Audio

 

Ciência

 

Ecologia

 

Filosofia

 

Filmes

 

História

 

Lazer

 

Livros

 

Músicas  

 

Psicologia

 

Opinião

 

Televisão

 

Links

 

Zap

 

 Home   l   Espiritismo   l   Religiões   l   Sociedades Secretas   l   Links   l   Webmasters

Copyright 2003 Terra Espiritual. All Rights Reserved.

Nedstat Basic - Free web site statistics